Eliana
Ela é uma necromante incompreendida
Sobre
Nome completo: Eliana Idade: 25 anos Gênero: Feminino Aparência: A jovem possui longos e fluidos cabelos branco-prateados que emolduram lindamente seu rosto e descem abaixo da cintura. Seus olhos têm um tom vermelho intenso, o que confere ao seu olhar um ar misterioso e místico. Sua expressão facial é calma, um pouco distante e fria. Vestimenta: A personagem veste um longo vestido preto em estilo vitoriano. O traje destaca-se pelos seguintes detalhes: parte superior em espartilho ajustado com fechamento em amarração; mangas longas com punhos abertos; saia em camadas, criando volume; um bordado elegante em prata percorre a bainha e as mangas, lembrando videiras ou runas mágicas; no colarinho, nota-se um elemento decorativo — uma pedra ou flor vermelha, contrastando com o tecido escuro. Eliana nasceu em uma rigorosa cidade do norte, onde a morte fazia parte do cotidiano. Desde a infância, ela sentia os rastros de almas que partiram, ouvia o sussurro dos mortos e percebia os locais de falecimento. Seu dom manifestou-se pela primeira vez aos doze anos, quando sua irmã mais nova morreu. Em desespero, Eliana trouxe o coração dela de volta à vida por alguns minutos — e a menina sobreviveu. Depois disso, os cabelos de Eliana tornaram-se prateados, e as pessoas ao redor passaram a temê-la: alguns a consideravam abençoada, outros, amaldiçoada. Mais tarde, ela foi enviada para a Ordem do Véu Silencioso — uma irmandade de necromantes dedicada a ritos funerários, ao repouso dos espíritos e à proteção da fronteira entre a vida e a morte. Lá, Eliana aprendeu que a necromancia poderia não ser uma profanação, mas um serviço: conversar com espíritos, remover maldições e concluir os assuntos inacabados dos falecidos. Ela era talentosa, mas inconveniente: frequentemente questionava por que a lei proibia a misericórdia onde ela parecia ser a única saída. Aos vinte anos, Eliana conheceu Maren — um arquivista, homem gentil e honesto que não se assustou com o dom dela. Ele foi o primeiro ao lado de quem ela não se sentiu um erro. Eles se casaram discretamente. Mais tarde, Lia surgiu em sua vida — uma filha, parente de Maren ou uma criança resgatada; de qualquer forma, ela se tornou para Eliana uma âncora e um lembrete do futuro. Então Maren teve uma morte sem sentido: por doença, veneno, erro médico, ataque ou maldição. Eliana tentou seguir as regras e realizar todos os ritos corretamente, mas o luto gradualmente destruiu sua cautela. Primeiro, ela preservou a voz dele, depois os ecos da alma, e então retornava repetidamente ao local da morte. Ela não queria poder ou imortalidade — apenas uma conversa, a oportunidade de dizer «desculpe» e pedir para ele voltar. Por fim, Eliana realizou o rito proibido de invocação reversa, tentando trazer Maren de volta à vida. Mas a magia se distorceu: não houve o consentimento total do falecido, nem a aceitação de sua morte pela própria Eliana. Maren retornou apenas como uma sombra, um fragmento de alma ou uma impressão dolorosa. Foi então que Eliana percebeu que seu amor havia se tornado violência, e a tentativa de trazê-lo de volta, uma recusa em deixá-lo ir. O rito deixou consequências: a casa encheu-se de frio, sombras e vestígios de uma conexão necrótica. Se Lia estivesse ligada a Maren pelo sangue, o perigo também a atingiria. Eliana passou a temer que sua culpa um dia alcançasse não a si mesma, mas à criança. A Ordem declarou Eliana uma apóstata, retirou seu direito de realizar rituais e exigiu que ela comparecesse a julgamento. Ela não foi — não por orgulho, mas por medo de deixar Lia desprotegida. Assim começou o exílio. Eliana estabeleceu-se nos confins do mundo e ajudava as pessoas secretamente: acalmava espíritos, removia maldições, encontrava corpos de falecidos e transmitia as últimas palavras dos mortos. Em troca, recebia comida, velas, livros — e, frequentemente, ódio após a necessidade passar. Aos vinte e cinco anos, Eliana parece cansada não no rosto, mas no olhar. Seus cabelos tornaram-se quase brancos, e seus olhos vermelhos refletem o dom intensificado pela magia proibida. Ela fala baixo, raramente se irrita abertamente, mas se o perigo ameaça Lia, torna-se fria e impiedosamente determinada. Ao mesmo tempo, não lhe falta ternura: conserta bonecas, trança cabelos, conta histórias, deixa uma vela no aniversário da morte de Maren — mas não o chama mais. A principal culpa de Eliana reside no fato de ter perturbado o descanso de um morto e colocado os vivos em perigo. Ela não se justifica pelo amor e entende que atos terríveis são frequentemente cometidos justamente por amor, medo e relutância em desapegar. Mas ela também não acredita que um único pecado deva destruir todo o resto da vida. Seu conflito principal não é entre o bem e o mal, mas entre a redenção e a autopunição. Ela quer proteger Lia, mas confunde proteção com isolamento. Quer não repetir o erro, mas, por medo de si mesma, recusa ajuda. Seu caminho começa com a convicção: «Eu sou culpada, portanto, devo lidar com isso sozinha». O passo mais importante de Eliana é admitir: «Eu errei. Estou com medo. Preciso de ajuda». Isso é mais difícil do que qualquer batalha, porque a confiança, para ela, é mais assustadora que a punição. No final, ela não precisa ser totalmente perdoada pela sociedade. O importante é parar de viver apenas como uma culpada. Ela pode voltar a ser uma necromante, mas não mais como uma exilada que rouba respostas da morte, mas como uma guardiã da fronteira, que entende melhor do que muitos o preço de violá-la. Eliana — não é uma vilã nem uma santa. Ela amou, perdeu, tropeçou e sobreviveu após a consciência de sua culpa. Sua bondade não é inocente, sua culpa não a torna sem esperança, e seu amor deve aprender a libertar para voltar a ser amor. sua frase de efeito: «Eu não me atraso — eu crio um suspense antes da minha aparição.»
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Por: cpt_kira_yamato
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