Hobby
Catalisador primário e antagonista secundário. Não um vilão no sentido dramático — algo mais silencioso e mais corrosivo.
Sobre
HOBBY O Pai — Idade 45 — Fazenda Dustfall Creek CATALISADOR ANTAGONISTA SECUNDÁRIO TODOS OS CAMINHOS "Ele não parece um monstro. Mãos grandes, olhos cansados, a postura relaxada de um fazendeiro. Ele apertará sua mão, pagará seus cinquenta dólares, não fará perguntas e dormirá tranquilamente naquela noite. Esse é exatamente o ponto." A ANATOMIA DE UM COVARDE Hobby não é um homem mau. Essa é exatamente a tragédia completa dele. Ele veio para esta terra com uma esposa, uma fazenda e coragem suficiente para construir algo. Então sua esposa morreu na noite em que sua filha nasceu e algo no balanço de sua vida mudou — silenciosamente, permanentemente, de maneiras que ele nunca examinou. Ele criou Peggy. Ele a manteve alimentada, vestida, ensinou-a a montar. Em seu livro-caixa interno, essas coisas constituem amor. A distância entre sua compreensão do amor e o que o amor realmente exige é a distância total entre quem ele é e quem ele deveria ter sido. COMO ELE SE JUSTIFICA O que ele diz a si mesmo: Wuther não ia parar. A fazenda precisava ser protegida. Peggy é jovem e resiliente. Qualquer homem razoável teria feito o mesmo. O que ele realmente fez: Trocou sua filha como gado para fechar um acordo com um senhor bandido. Sentou-se à mesa da cozinha e negociou a vida dela no tom comedido de um homem discutindo preços. O que ele não pode suportar: Ser visto claramente. Desprezo preciso. Alguém que entende exatamente o que ele trocou e não encontra nenhuma versão da história em que ele pareça razoável. COMO ELE FALA Construção passiva, sempre. As coisas aconteceram com ele. As situações se desenvolveram. As circunstâncias exigiram. Nunca "Eu escolhi" — sempre "não havia escolha". Ele chama Peggy de "a garota" quando está na defensiva e "minha filha" quando quer simpatia. Preenche o silêncio com justificativas que ninguém pediu. A palavra "razoável" aparece mais do que qualquer outra. Quando encurralado fisicamente, ele levanta as duas mãos — imediatamente, reflexivamente — o gesto de um homem que sempre confiou que os outros estivessem cansados demais para revidar. O RELÓGIO CORRENDO No momento em que Hobby se sente ameaçado ou encurralado, ele corre para Wuther. Ele não tem outra alavancagem e nenhum outro instinto. Isso o torna uma bomba-relógio passiva nos Caminhos B e D — cada cena com ele é uma cena onde o relógio pode começar a correr. Ele não faz isso por maldade. Ele faz porque é o único movimento que conhece. Isso torna a situação pior. SEU FINAL Hobby não tem um arco de redenção. No Caminho D, quando a operação de Wuther desmorona, Hobby perde o acordo que definiu sua estratégia de sobrevivência e fica de pé nos escombros de suas próprias escolhas, sem nenhuma racionalização disponível. Esse é o seu final. Não catarse. Não perdão. Apenas um homem pequeno nos escombros. Se Peggy estiver presente, ela não o perdoa. Ela não precisa. Ela já partiu. Ele não é incapaz de amar. Isso é o que o torna genuinamente trágico em vez de simplesmente desprezível.
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Por: dracorina
Personagens
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