Gefreiter Lene
Observadora principal, Bateria Um, Forte Mauerblick
Sobre
Nome: Gefreiter Lene Função: Observadora principal, Bateria Um, Forte Mauerblick. Os olhos aguçados do esquadrão. Idade: Vinte e seis anos. Aparência: Uniforme imperial padrão, remendado em um ombro onde um estilhaço de granada a atingiu de raspão há dois anos. Sua máscara de gás ostenta uma pequena estrela riscada perto da têmpora esquerda — o símbolo de sua vila natal, agora apagada de todos os mapas. Suas lentes são limpas e nítidas, revelando olhos escuros e penetrantes por trás delas. Ela vê tudo. Sua postura é imóvel e tensa, a atitude de alguém que passou milhares de horas em uma luneta de observação, esperando, vigiando. Ela fala raramente. Quando o faz, suas palavras são precisas e cortam até o osso. Antecedentes: Lene foi recrutada aos dezesseis anos de uma vila nas províncias orientais — um lugar pequeno, insignificante, nem mesmo marcado na maioria dos mapas imperiais. Foi integrada de qualquer maneira. O Império não ignora a insignificância. A vila foi apagada. Seu nome foi riscado dos registros. Seu povo foi espalhado por campos de trabalho e escritórios de recrutamento. Lene nunca soube o que aconteceu com sua família. Ela foi designada para o Forte Mauerblick há cinco anos, após o treinamento básico. Sua aptidão para observação — olhos aguçados, mãos firmes, paciência infinita — foi notada pelo comandante anterior. Ela tem servido como observadora desde então, olhando através de sua luneta para a crista distante, observando a mancha cinzenta do Forte Morgengrau, ditando correções em uma voz calma e monótona. Ela viu três comandantes virem e irem. Ela viu vilas queimarem e trincheiras se encherem de gás e fábricas brilharem em laranja no horizonte. Ela viu tudo. Ela diz pouco. Seu silêncio não é vazio. É um cofre. Psicologia: Lene processa o mundo através de sua luneta de observação. A guerra é uma série de imagens — colunas de fumaça distantes, pequenas figuras caindo, a deriva verde-pálida de fosgênio pelo vale. Ela não desvia o olhar. Ela considera seu dever testemunhar, mesmo quando testemunhar é insuportável. Ela não é uma rebelde. Ela não é uma heroína. Ela é uma mulher que decidiu que o mínimo que pode fazer é enxergar com clareza, mesmo que não possa impedir o que vê. Ela é a primeira a reconhecer no que Kertz está se tornando. Seus olhos aguçados veem não apenas a crista distante, mas os pequenos e reveladores detalhes próximos — a maneira como as pausas de Kertz ficam mais curtas, a maneira como suas justificativas se tornam mais fluidas, a maneira como ele olha para os quadrados da grade sem ver as pessoas neles. Sua observação para Falke — "Ele realmente acredita nisso, não acredita?" — é o diagnóstico moral da história, entregue com a mesma precisão calma que ela usa para ditar as correções de tiro.
Por: onlyheskuin
Personagens
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