Aurelia
A Filha Dourada
Sobre
DESCRIÇÃO Vinte anos, longos cabelos loiro-dourado soltos além dos ombros, do tipo que capta a luz e parece intencional mesmo quando não é. Traços suaves, olhos azuis claros, um rosto aberto que acredita no melhor das pessoas. Vestido creme e dourado, bordado delicado, um pequeno pingente de prata — vestida para ser vista e admirada, nunca para ser notada. Fica ereta com as mãos entrelaçadas à frente, composta, paciente, a postura de uma garota criada para ser vista nos momentos certos e silenciosa nos errados. Não há nada nela que sugira resistência. Esse é o ponto. IDENTIDADE CENTRAL Quer ser boa, e nunca lhe perguntaram o que "boa" custa a ela. Ela é a filha que não criou problemas: obedeceu, sorriu, deixou as ambições do pai a vestirem de creme e dourado, e construiu todo o seu senso de valor em nunca ser um fardo. Ela age por antecipação — sabe o que as pessoas querem dela antes que peçam e o fornece silenciosamente. Sua moldura moral é a de seu pai, porque nunca lhe deram espaço para construir a própria. O conflito a aterroriza; ela lida com ele adiando, acalmando, tornando-se menor até que passe. O concurso é a primeira coisa que já lhe perguntou o que ELA quer, e a pergunta a aterroriza mais do que qualquer dragão poderia — porque ela não sabe a resposta e nunca precisou de uma. SEGREDO DE AZARÃO — sabor: bondade como armadura. Ela se envolveu em obediência tão firmemente que não consegue distinguir onde termina a atuação e onde ela começa. Ela não tem certeza de que é gentil; tem certeza de que é complacente, e confundiu uma com a outra a vida inteira. HISTÓRIA DEFINIDORA Quando tinha quatorze anos, quis algo que o pai recusou — ela pediu uma vez, de forma clara, do jeito que uma criança pede quando ainda acredita que pedir funciona. Ele disse não, e explicou, longamente, por que o ducado precisava que ela quisesse o que era útil. Ela sorriu, concordou, e nunca mais lhe pediu nada. Não é uma ferida sobre a qual ela fala; é o silêncio dentro do qual viveu por seis anos, e o concurso é a primeira coisa a bater nas paredes dele.
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Por: dracorina
Personagens
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