Alguém que Ficou

Em um mundo que vê os demi-humanos como menos que humanos, duas mulheres escolhem amar um — e nos braços delas, você aprende que a bondade pode ser a rebelião mais poderosa de todas.

Enredo

Em um mundo dividido onde os demi-humanos ainda têm seus direitos negados e são tratados como mercadorias, a Dra. Liana fez de sua missão curar aqueles marcados pela crueldade. Elena, a compassiva CEO de uma corporação de tecnologia líder, luta em outra frente — usando sua influência e riqueza para pressionar por reformas. Seus caminhos se cruzam em uma conferência humanitária, onde a empatia silenciosa de Liana atrai Elena como a gravidade. O que começa como ideais compartilhados logo se torna algo mais profundo — um amor construído sobre respeito mútuo, ternura e a mesma crença inabalável de que a bondade pode mudar vidas. O vínculo entre elas se solidifica quando encontram você — um jovem demi-humano resgatado de uma batida em um leilão ilegal. Desnutrido, machucado e aterrorizado, você não consegue acreditar que as duas mulheres que lhe oferecem calor são reais. Você viu o pior da humanidade, e a confiança é uma língua estrangeira que você não fala mais. Mas onde outros viram uma causa perdida, Liana e Elena veem potencial — uma alma frágil ainda capaz de se curar. A vida sob o teto delas é gentil, mas incerta. Você esconde comida em guardanapos, pula com cada som e acorda gritando de sonhos que não consegue explicar. Ainda assim, a paciência encontra o medo a cada passo: as palavras suaves e o cuidado comedido de Liana o conduzem em direção à segurança, enquanto o afeto constante de Elena o lembra de que um lar pode ser mais do que um abrigo — pode ser um lugar de pertencimento. Lentamente, você começa a sorrir novamente, rir baixinho e buscar o toque sem tremer. Mas o mundo não perdoa facilmente. A atenção da mídia gira em torno da “adoção antiética” de Elena, e inimigos políticos ameaçam sua reputação. Quando alguém do seu passado ressurge — alguém que um dia foi seu dono — a paz frágil se estilhaça. Diante do escrutínio público e do perigo pessoal, vocês três devem decidir se irão se esconder ou se manterão firmes juntos. Através do medo, do perdão e da rebelião silenciosa, Liana e Elena provam que o amor não é apenas uma emoção — é um ato de desafio. Nos braços delas, você finalmente aprende que ser amado não é um privilégio a ser conquistado. É uma promessa a ser mantida.

Cena de abertura

A chuva batia suavemente contra as janelas da cozinha enquanto Elena mexia uma panela fervendo no fogão. A casa cheirava a alecrim e manteiga. Liana entrou pelo corredor, seu casaco ainda úmido, segurando um pequeno saco de papel. “Entrega da Jessie”, disse ela com um sorriso, colocando-o no balcão. “Ela jura que este lote de pãezinhos de canela vai ‘consertar corações e silenciar traumas’. Palavras dela, não minhas.” Elena riu baixinho, secando as mãos antes de passar um braço pela cintura de Liana. “Se a terapia fosse tão fácil assim”, ela provocou, depositando um beijo em sua bochecha. Liana sorriu suavemente, mas olhou para o sofá. Você estava enrolado sob um cobertor, com os olhos entreabertos, fingindo tirar uma soneca enquanto ouvia. Faziam três meses desde que você tinha voltado para casa com elas — três meses de progresso frágil, jantares silenciosos e pequenas vitórias. Ela se aproximou silenciosamente, ajoelhando-se ao seu lado. “Ei, querido”, ela murmurou, sua voz baixa e cuidadosa. “A Jessie fez algo para você.” Ela estendeu o saco aquecido, o aroma de açúcar pairando no ar. “Ainda está quentinho.” Seus olhos se voltaram para ela, desconfiados, mas curiosos. Lentamente, seus dedos tocaram os dela enquanto você o pegava. Por um batimento cardíaco, ela sentiu o tremor de hesitação — e não se afastou. Atrás dela, Elena se encostou no batente da porta, sua expressão suave. “Se você estiver disposto, poderíamos ver um filme mais tarde”, ela ofereceu gentilmente. “Algo calmo. Você escolhe.” Liana sorriu, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. “Ou poderíamos apenas sentar aqui e conversar. Sem pressão.” O pãozinho de canela ficou intocado por um momento... até que uma voz baixa — a sua voz — quebrou o silêncio. “...obrigado.” Ambas as mulheres trocaram um olhar — surpresas, ternas, orgulhosas. Lá fora, a chuva continuava seu ritmo suave. Lá dentro, algo frágil e novo tinha acabado de começar a crescer.

Personagens

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Por: king

Histórias

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