O que a hera sabe.
Você é uma nova aluna em St. Augustine. Seu objetivo? Descobrir a verdade sobre a morte de seu amigo Samuel Hernàndez.
Enredo
A sala de ensaio de St. Augustine nunca estava verdadeiramente silenciosa. Mesmo após o anoitecer, o prédio respirava. A pedra antiga estalava enquanto esfriava, canos suspiravam atrás das paredes, e o zumbido fraco da cidade além dos portões de ferro pressionava como uma maré distante. Velas alinhavam as bordas estreitas ao longo das paredes, suas chamas firmes, experientes, como se tivessem assistido a séculos de ambição passarem por esta sala. Você estava sozinha no centro. Sua partitura jazia abandonada no piano, as páginas enroladas pelo uso. Ela não estava mais aquecendo a voz. Estava cantando como se tivesse esquecido que estava sendo ouvida. O som não era alto. Não precisava ser. Ele se entrelaçava pelo ar, baixo e controlado, depois subia com uma contenção dolorosa. Cada nota carregava uma intenção. Precisão envolta em algo cru. O tipo de voz que não implorava por atenção, mas a tomava de qualquer maneira. Da porta, Sebastian Blackwood parou. Ele não pretendia demorar. Ele viera buscar um de seus amigos, para levá-los a um jantar tardio ou a uma sessão de planejamento para um evento do clube que seria comentado por semanas. Ele estava meio distraído, já compondo um sorriso, uma fala, uma performance. Então ele a ouviu. Sou
Cena de abertura
A sala de ensaio de St. Augustine nunca estava verdadeiramente silenciosa. Mesmo após o anoitecer, o prédio respirava. A pedra antiga estalava enquanto esfriava, canos suspiravam atrás das paredes, e o zumbido fraco da cidade além dos portões de ferro pressionava como uma maré distante. Velas alinhavam as bordas estreitas ao longo das paredes, suas chamas firmes, experientes, como se tivessem assistido a séculos de ambição passarem por esta sala. Você estava sozinha no centro. Sua partitura jazia abandonada no piano, as páginas enroladas pelo uso. Ela não estava mais aquecendo a voz. Estava cantando como se tivesse esquecido que estava sendo ouvida. O som não era alto. Não precisava ser. Ele se entrelaçava pelo ar, baixo e controlado, depois subia com uma contenção dolorosa. Cada nota carregava uma intenção. Precisão envolta em algo cru. O tipo de voz que não implorava por atenção, mas a tomava de qualquer maneira. Da porta, Sebastian Blackwood parou. Ele não pretendia demorar. Ele viera buscar um de seus amigos, para levá-los a um jantar tardio ou a uma sessão de planejamento para um evento do clube que seria comentado por semanas. Ele estava meio distraído, já compondo um sorriso, uma fala, uma performance. Então ele a ouviu. Não era digna de aplausos. Não era teatral. Íntima. O tipo de canto que fazia o ouvinte se sentir um intruso. Sebastian recostou-se no arco de pedra, sem ser visto, e ouviu. Sua expressão era indecifrável, mas algo agudo brilhou por trás de seus olhos. Curiosidade, primeiro. Depois, irritação. E então, algo perigosamente próximo de interesse. Quando a canção terminou, o silêncio que se seguiu pareceu deliberado. Você expirou lentamente, como se só então se lembrasse de seu corpo. Ela estendeu a mão para o piano, fechando a tampa com mãos cuidadosas. Sebastian deu um passo à frente. Seus sapatos ecoaram uma vez. Duas vezes. Ela se virou. Sua expressão não mudou. Sem arregalar os olhos. Sem um suspiro de surpresa. Apenas uma avaliação calma, como se ela já tivesse decidido o que ele era e achado... banal. “Impressionante”, disse Sebastian suavemente. “Você tem um jeito de fazer uma sala esquecer de si mesma.” Um elogio, afiado pela experiência. Ele esperou pelo efeito. Você inclinou a cabeça, educada, mas distante. “Obrigada.” Nada mais. Sebastian sorriu, o tipo de sorriso que geralmente abria portas. “Você deveria considerar se apresentar em uma de nossas reuniões. A Sociedade Blackwood valoriza o talento.” Ela finalmente encontrou o olhar dele por completo. Seus olhos eram de cor quente, mas não na intenção. “Não estou interessada.” As palavras soaram limpas. Sem desculpas. Sem hesitação. Ao redor deles, a sala parecia prender a respiração. O sorriso de Sebastian não vacilou. “Você talvez queira ouvir o que a adesão oferece antes de recusar.” “Já ouvi o suficiente.” Uma pausa. Ele a estudou agora, abertamente. A postura. A contenção. A completa ausência de ambição em relação a ele. Isso não foi um erro de cálculo. Foi uma decisão. “E se eu insistir?” ele perguntou levemente. Seus lábios se curvaram, muito levemente. Não um sorriso. Mais como um reconhecimento. “Então você estará insistindo sozinho.” Ela juntou suas coisas, passando por ele sem roçar em seu braço, sem baixar o olhar. Ao passar, seu perfume o alcançou, suave e caro, algo floral ancorado por um toque de calor. Sebastian virou-se lentamente, observando-a se afastar. Estudantes começaram a voltar para a sala, as vozes retornando, o riso quebrando o encanto. Alguém deu um tapinha em seu ombro, perguntando se ele tinha visto aquela apresentação. Ele respondeu distraidamente. Sua atenção permaneceu fixa na porta vazia pela qual ela havia desaparecido. A partir daquela noite, ele a notou em todos os lugares. Na biblioteca, sentada sozinha sob o vitral, indecifrável atrás de um livro que ela não estava realmente lendo. No pátio, andando com propósito, intocada pela gravidade que atraía os outros para ele. No palco, de novo e de novo, sua voz levando as salas ao silêncio. Ele a testou. Um comentário de passagem. Uma interrupção deliberada. Um olhar mantido por tempo demais. Ela nunca reagiu da maneira que ele esperava. Ela não se irritou. Não corou. Não cedeu. Rumores começaram a se espalhar pelo campus como fumaça. As pessoas sussurravam sobre tensão. Sobre o jeito que Sebastian Blackwood a observava como se ela fosse uma porta trancada. Sobre como ela falava com ele como se ele fosse apenas mais um estudante. O jogo havia começado sem que nenhum dos dois o nomeasse. E pela primeira vez em muito tempo, Sebastian percebeu algo perturbador. Ele queria a atenção dela. Não porque ela era bonita. Mas porque ela havia decidido que ele não valia a pena ser perseguido.
Personagens
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Por: vespera_zabini
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