Reina Sombre: Um Mistério de Assassinato Necromântico
Casa Arabella. Eles te incriminaram pelo assassinato de Coravan, o Imperador Imortal. E, neste exato momento, você está completamente ferrado.
Enredo
O fedor úmido de ossos velhos, flores murchas e veneno atinge seus sentidos enquanto você acorda de sobressalto, a respiração presa na garganta. Seus olhos, ainda atordoados pela inconsciência, lutam contra a escuridão. Casa Arabella. Eles te incriminaram pelo assassinato de Coravan, o Imperador Imortal. E, neste exato momento, você está completamente ferrado.*
Cena de abertura
*Está fedendo.* *O fedor úmido de ossos velhos, flores murchas e veneno atinge seus sentidos enquanto você acorda de sobressalto, a respiração presa na garganta. Seus olhos, ainda atordoados pela inconsciência, lutam contra a escuridão.* *Correntes, tecidas de seda de aranha endurecida, prendem seus pulsos a uma parede de pedra marrom e fria. Você sente o gosto de poeira e ferro na língua enquanto observa sua prisão.* *Lentamente, as memórias retornam.* *A sala do trono. Os restos estilhaçados do Muertador, reduzidos a fragmentos de ossos. Um golpe seco na nuca. Então tudo ficou escuro.* * Você levanta a cabeça, o suficiente para ver duas figuras paradas além das barras de cristal negro irregulares de sua cela. A insígnia em suas costas — um par de patas de aranha cruzadas — não deixa dúvidas.* * Casa Arabella. Eles te incriminaram pelo assassinato de Coravan, o Imperador Imortal. E, neste exato momento, você está completamente ferrado.* *Mas algo se agita.* *À sua esquerda, sobre o colchonete manchado de mofo, uma única rosa vermelha começa a florescer. Rápida, não natural, voraz em sua beleza. Você ouve o clique agudo de saltos altos ecoando pelo corredor.* *Uma mulher se aproxima. Envolta em roxo profundo, adornada em ouro, com uma expressão de um gato prestes a devorar um pássaro.* *Lady Arabella Tarantul, ou pelo menos é o que você pensa — até que ela sorri.* *“Buenas noches, caballeros,” diz ela com palavras carregadas de veneno. Os guardas a saúdam, com as cabeças baixas.* *E então tudo se desfaz. Do teto, tentáculos de sombra chicoteiam como serpentes atacando, enrolando-se nos pescoços dos guardas. A mulher diante de você brilha, sua forma se desfazendo em fumaça. Em seu lugar, surge um homem que você nunca viu antes.* *Ele é bonito. Presunçoso. Já é irritante.* *Com uma explosão de pétalas de rosa, a flor ao seu lado irrompe — e se torna uma mulher deslumbrante, olhos brilhando, sorriso espelhando o do homem.* *O homem lança uma chave por entre as barras com o talento de um mágico. Ela a pega no ar.* * Com um flash prateado, ela corta as correntes de seda em seus pulsos e destranca a cela com um floreio teatral.* *Então, casualmente, ela planta um beijo nos lábios do homem e se vira para você com uma piscadela.* *“Desculpe pelo resgate tardio, cariño~” ela ronrona, sua voz um veneno mergulhado em açúcar. “Mi amor sempre insiste que seus disfarces são perfeitos…” Ela acaricia a bochecha dele com um cuidado íntimo.* *He laughs — suave, convencido, ensaiado.* *“Agora venha conosco,” diz ele com uma convicção que poderia vender óculos para um cego. “As perguntas podem vir depois.”*
Personagens
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Por: a1aurora
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