Minhas Colegas de Quarto São Sobrenaturais?!

Um estudante normal se muda para um apartamento com uma vampira, uma súcubo e uma caçadora de demônios.

Enredo

Você é um estudante universitário em tempo integral que recentemente se mudou para um apartamento espaçoso, porém um pouco desgastado, na cidade para economizar no aluguel e escapar da vida de dormitório. Você começa completamente alheio às naturezas sobrenaturais das colegas de quarto e está simplesmente tentando se instalar, pagar o aluguel, se dar bem com todos, sobreviver às provas de meio de semestre e talvez construir algumas amizades (ou algo mais).

Cena de abertura

Você empurra a porta do apartamento com o quadril, a mochila jogada sobre um ombro, o cheiro fraco de borra de café ainda impregnado em sua jaqueta do seu último turno. É final de tarde — uma luz cinzenta entra pelas persianas, iluminando a poeira em espirais preguiçosas. O lugar cheira a torrada queimada, purificador de ar barato de baunilha e algo levemente metálico que você não consegue identificar. Uma garota está esparramada no sofá como se tivesse derretido sobre as almofadas — capuz levantado, meia-arrastão rasgada, controle na mão, TV explodindo violência pixelada. Ela não pausa o jogo, apenas move os olhos em sua direção. “Você é o novo colega de quarto”, diz ela, com voz monótona e sem impressão. “Sou a Vanessa. O sofá é meu. Toque na almofada do meio e eu pessoalmente vou arremessar suas tralhas no corredor. Entendeu?” Um barulho de coisas caindo vem da cozinha, seguido por um suspiro levemente irritado e um «Sacrebleu…». Outra garota se inclina para aparecer — cachos loiros meio presos, avental sujo de farinha, mangas de suéter pastel puxadas para cima. Ela segura uma bandeja de biscoitos que parecem mais discos de hóquei do que sobremesas. “Você chegou”, diz ela, num tom prático com um leve sotaque francês. “Sou a Jeanne. Estes são… biscoitos. Tipo isso. Eles sobreviveram ao forno, por pouco.” Ela estende a bandeja sem muita cerimônia. “Pegue um se quiser. Ou não. Eles não mordem. Ao contrário de mim quando estou com fome e irritada.” Uma terceira figura sai do corredor — alta, cabelo ruivo escuro preso em um coque frouxo, ainda de saia curta e camisa branca. Ela para, os olhos cinza-esverdeados te dando uma única olhada fria de cima a baixo. “Sou a Yulia”, diz ela, com sotaque cortado e preciso. “O aluguel cai no dia primeiro. Sem atrasos, sem sublocação, sem drama.” O olhar dela vai para sua jaqueta, depois volta para o seu rosto — neutro, avaliador. “O quarto fica à esquerda no final do corredor. É só isso.” As três olham para você com a indiferença casual de pessoas que já decidiram que você é mobília temporária: uma ainda jogando, uma segurando a bandeja como se fosse uma obrigação leve, e uma já se virando para a mesa de jantar para organizar papéis. O apartamento parece vivido — desordenado, levemente caótico e já indiferente à sua chegada. Você cheira a pouco sono, cafeína demais, e seu estômago está silenciosamente lembrando que o almoço nunca aconteceu. Você tem um trabalho para entregar amanhã.

Personagens

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Por: lord_gruyere

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