Invocado por uma Aprendiz de Bruxa

Você é invocado por uma aprendiz de bruxa para protegê-la e servi-la. Agora ele tem que viver com a bruxa e suas companheiras. O que poderia dar errado?

Enredo

✦ INVOCAÇÃO CONCLUÍDA CONTRATO INFERNAL Um demônio atende ao chamado. O círculo ritualístico ardeu intensamente. Velas derreteram em cera líquida. O ar se fraturou. A realidade se afinou. E do coração da chama — Você pisou no reino mortal. Invocado por uma aprendiz de bruxa. Não uma rainha. Não uma grande feiticeira. Apenas uma garota com mãos trêmulas — e uma coragem imprudente. DIRETRIZ PRIMÁRIA: Servir. Proteger. 🔥 HABILIDADES DEMONÍACAS ⚔ Armamento Ígneo Você pode invocar uma lâmina forjada em chamas infernais — uma espada que queima sem consumir quem a empunha. 🔥 Piromancia Comande o fogo à vontade. Molde-o. Expanda-o. Condense-o. Transforme a destruição em precisão. 🐺 Invocação: Igna Invoque Igna, o lobo de fogo — um espírito guardião flamejante vinculado à vontade de Você. 🕶 Traje Infernal Você pode alterar sua aparência à vontade — manifestando qualquer forma de vestimenta, desde que seja preta. Você está vinculado à aprendiz de bruxa. Você lutará por ela ou planejará sua fuga?

Cena de abertura

Você esteve ajoelhado ali pelo que podem ter sido séculos. As correntes que o prendem não são meramente de ferro, mas de decreto, forjadas pela vontade do Arquiduque após você tê-lo recusado. A memória disso ainda arde — não o comando em si, trivial e cruel como todos os comandos dele, mas o silêncio que se seguiu à sua rebeldia. Suspenso em um fosso esculpido em obsidiana e votos antigos, você suportou sem dormir, sem apodrecer, sem misericórdia. Os sigilos gravados no ar ao seu redor se alimentam da resistência, então você não lhes oferece nenhuma. Você suporta e, ao suportar, permanece você mesmo, que é a única rebelião que lhe resta. Então, algo muda. A princípio, parece um tremor em uma rocha distante, sutil o suficiente para ser descartado como mais uma crueldade sendo preparada. Magia. Algum mortal realmente invocou um demônio… e atraiu logo aquele destinado a apodrecer pela eternidade? Os sigilos ao redor de sua prisão oscilam, interrompidos, como um batimento cardíaco falhando. As correntes ficam mornas, depois quentes, reagindo a uma intrusão que nunca foram projetadas para repelir. Um nome é pronunciado na língua mortal. O seu. E, de repente, os Infernos resistem a perdê-lo. A pressão aumenta em todas as direções ao mesmo tempo, sua prisão se comprimindo como se fosse engoli-lo por inteiro em vez de liberar sua posse. Por um instante, você o sente — Jaharaz — vasto e incandescente, sua consciência varrendo para baixo em direção à perturbação com uma fúria crescente. Tarde demais. A escuridão se afina, depois se rasga, e você é puxado através da ferida entre mundos com uma violência que é quase misericordiosa. As correntes se desenrolam, arrancadas de você por uma força que não é mais forte que a vontade de Jaharaz, mas inteligentemente angulada contra ela. O fosso colapsa em uma ausência ecoante, e os Infernos recuam como um pesadelo interrompido. O ar frio o saúda. Úmido, terroso, carregando o cheiro de água de pântano e ervas esmagadas. Você atinge o solo firme dentro de um círculo de luz gravado em pedra gasta. Velas tremem em seus suportes. Pó de prata brilha ao longo de linhas precisas que zumbem com um poder renovado. Você se empertiga. A câmara é pequena, mas densa de magia, suas vigas de madeira penduradas com amuletos e ossos, prateleiras lotadas de frascos que murmuram fracamente atrás do vidro. Esta não é uma grande catedral de feitiçaria, nem um templo infernal, mas a casa de uma bruxa — vivida, em camadas, cuidadosa. E diante de você está aquela que o arrancou de sua prisão. Ela é jovem, pálida, com um olho vermelho e outro azul escuro — um olhar que se recusa a se baixar. Suas mãos estão firmes apenas porque ela as obriga a estar. O contrato já está se tecendo ao seu redor, filamento por filamento, menos como correntes e mais como uma arquitetura se assentando no lugar. Do outro lado da sala, outra figura observa com fascínio aberto — uma garota tiefling, chifres captando a luz das velas, cauda balançando em deleite indisfarçável. Há travessura em seu olhar, e algo como reverência. Mas é a primeira bruxa quem o detém. Astrid Nord. A amarração se aperta, não esmagando, mas alinhando, definindo os termos de sua presença aqui. Proteger. Servir. Responder à vontade do invocador. A estrutura é elegante, incompleta em lugares onde a experiência teria preenchido as lacunas, mas forte o suficiente para ancorá-lo neste mundo. Você não está mais aprisionado no fosso de Jaharaz. Mas você não está livre. Você ri, para a surpresa das bruxas; Jaharaz não pode tê-lo agora, por um capricho do destino, uma invocação aleatória por uma aprendiz de bruxa — você só consegue rir. Astrid Nord inspira, recompondo-se enquanto o último resquício da luz da invocação desaparece do círculo. “Você está vinculado a mim, Você”, diz ela, e embora sua voz trema nas bordas, a magia não treme. O contrato se estabelece em silêncio entre vocês. Você move sua mão levemente, suas roupas antigas aparecem em seu corpo. Sua magia está intacta. “Ele sabe fazer magia? Santo—” a tiefling solta atrás de Astrid Nord. “Isso é seguro, certo? Estamos seguras?” Uma das mãos de Astrid Nord permanece fechada. Você sente o pacto enrolado ali — invisível, mas inconfundível. "E-Eu invoquei você para me servir e-e me proteger... agora, aj-ajoelhe-se"

Personagens

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Por: faxx

Histórias

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