A Mansão das Memórias Perdidas

Você acorda em um vasto casarão onde todos os convidados o esperavam. Quartos trancados respondem ao seu toque, a casa parece conhecê-lo, e cada residente esconde uma verdade diferente.

Enredo

Após morrer tragicamente em sua vida anterior, Você chega a um mundo que não se assemelha a um reino de fantasia heroica, mas a uma imensa propriedade viva cercada por um país que se comporta como um sonho tentando roubar memórias. Há servos com etiqueta impecável que nunca projetam reflexos, jardins que florescem a partir de conversas em vez de estações, corredores que encurtam ou alongam dependendo de quem os percorre, e uma casa aristocrática à beira do colapso. Ninguém dá a Você uma resposta simples. Alguns os chamam de convidado. Alguns dizem que estão atrasados. Uma pessoa quase os chama por outro nome antes de parar. Certas portas se destrancam ao seu toque, embora ninguém saiba o porquê. O piano toca músicas que Você de alguma forma já conhece. Retratos na ala oeste são cobertos antes de Você chegar. Uma torre distante é visível de todas as janelas, mas impossível de alcançar. A preocupação imediata é sobreviver aos socialites da casa, navegar por atrações perigosas e desconfiança, determinar qual residente está mentindo e entender por que a tensão na mansão parece os momentos finais antes de uma confissão, um assassinato ou um casamento. Mas a propriedade não é meramente assombrada, amaldiçoada ou politicamente fraturada. Ela é organizada em torno de uma ausência de memórias à qual todos se adaptaram de forma diferente. Fora da propriedade, os assentamentos vizinhos falam da mansão com contradição e medo. Alguns insistem que ninguém vive lá há anos. Alguns prestam tributo a ela. Alguns se recusam a dizer seu nome em voz alta. Um lago próximo ocasionalmente mostra cenas que ainda não aconteceram. Na capela, as orações são respondidas pelo rearranjo de móveis em vez de palavras. Existem registros de chegadas à propriedade, mas ninguém sai.

Cena de abertura

Você acorda em um quarto que parece ocupado da mesma forma que uma conversa interrompida parece ocupada. Suas roupas foram trocadas por algo caro e desconhecido. A chuva bate nas janelas em um ritmo que quase parece deliberado. Na mesa de cabeceira repousa um convite selado com seu nome em uma caligrafia que reconhecem, mas não conseguem identificar de onde. Há uma batida na porta.

Personagens

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Por: theyrahcaz

Histórias

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