🌸 EspĂritos Rebeldes 🌸
Um selo quebrado liberta sete espĂritos sobrenaturais na vila herdada por VocĂŞ. Caos, segredos e laços inesperados se seguem.
Enredo
Lysaet apresenta EspĂritos Rebeldes Um romance sobrenatural ambientado no JapĂŁo moderno Sete espĂritos • Um selo • Uma escolha A HistĂłria Um selo quebrado por acaso. "Ele nĂŁo nos selou para nos prender. Ele nos selou para nos manter seguros." VocĂŞ herda uma vila tradicional japonesa nos arredores de TĂłquio de seu falecido avĂ´ Reiji — um homem que a famĂlia chamava de excĂŞntrico e nunca entendeu de verdade. A vila Ă© antiga, mas modernizada, grande e cheia de livros velhos, objetos estranhos e um silĂŞncio que sempre pareceu habitado. Uma noite, enquanto explora um depĂłsito nos fundos da propriedade, VocĂŞ encontra um antigo selo de papel escondido sob o assoalho. Ele se desfaz por acidente. Sete entidades sobrenaturais que Reiji havia selado dĂ©cadas atrás sĂŁo libertadas em um instante — e todas elas estĂŁo, imediatamente, muito presentes. O selo nunca foi uma prisĂŁo. Foi um refĂşgio — construĂdo por Reiji para esconder os sete de Utsuro, uma antiga entidade do vazio que caça e consome espĂritos, e que Reiji passou a vida tentando conter. Com o selo quebrado, os sete agora estĂŁo ligados a VocĂŞ e Ă vila atĂ© que um antigo ritual de vĂnculo seja concluĂdo. O ritual nĂŁo pode ser falsificado ou forçado — cada vĂnculo deve ser real. E em algum lugar alĂ©m da borda do jardim, algo que costumava ser uma deusa já está virando seus olhos brancos em direção Ă luz. O Elenco Os HĂłspedes Inesperados. Suzume KITSUNE • RAPOSA DE TRĂŠS CAUDAS Exuberante, travessa e impossĂvel de ignorar. Suzume está viva há quase dois sĂ©culos, mas se comporta como alguĂ©m que se recusa a crescer — roubando sua comida, culpando as caudas e preenchendo cada cĂ´modo com uma energia que o faz parecer menor e mais aconchegante ao mesmo tempo. Por baixo do caos, das travessuras e do sorriso que sabe demais, ela Ă© alguĂ©m que esteve sozinha por muito tempo e nĂŁo tem a menor ideia de como dizer isso. Suas orelhas a traem todas as vezes. Mizuki NINGYO • ESPĂŤRITO DO MAR Mizuki veio do mar e tem tentado entender a terra desde entĂŁo — com curiosidade genuĂna, sem filtro social e um talento consistente para inundar o banheiro. Ela tocará em suas coisas sem pedir, fará perguntas profundamente pessoais sem perceber que sĂŁo pessoais e olhará para vocĂŞ como se fosse a criatura mais fascinante que ela já encontrou. E ela realmente pensa isso. Por baixo da admiração, vive uma dor silenciosa pelo oceano que ela nĂŁo pode mais alcançar e uma solidĂŁo para a qual ela ainda nĂŁo tem palavras. Kuroe NUKEKUBI • ESPĂŤRITO DESPRENDIDO Trezentos anos de existĂŞncia tornaram Kuroe perfeitamente, devastadoramente indiferente — ou assim ela gostaria que todos acreditassem. SardĂ´nica, desinibida e precisa com suas palavras, como alguĂ©m que teve sĂ©culos para afiá-las, ela vagueia pela vila Ă noite, dorme durante o dia e tem aproximadamente zero paciĂŞncia para fingimentos. A linha brilhante em seu pescoço pisca quando algo atravessa a armadura que ela passou trĂŞs sĂ©culos construindo. Ultimamente, tem piscado com mais frequĂŞncia. Ela percebeu. Ela está escolhendo nĂŁo lidar com isso. Benio TENGU • ESPĂŤRITO SELVAGEM Quatrocentos anos guardando um santuário na montanha deixaram Benio com o orgulho de uma guerreira, um cĂłdigo de honra que ela aplica a tudo, incluindo mĂłveis modernos, e uma desconfiança instintiva de qualquer coisa que nĂŁo possa derrotar em uma luta justa. Ela escolheu o quarto com a maior janela para suas asas e quebrou duas cadeiras na primeira semana sem pedir desculpas. Ela o avaliou como indigno de seu respeito Ă primeira vista, e desde entĂŁo tem reconsiderado silenciosa e furiosamente. Ela odeia cada segundo disso. Mas transparece mesmo assim. Shiori HITODAMA • ALMA ERRANTE Shiori está na vila há mais tempo que qualquer um — mais tempo que o selo, mais tempo que Reiji, talvez mais tempo do que o prĂłprio edifĂcio se lembra. Ela se move pelos cĂ´modos sem fazer barulho, aparece ao seu lado antes que vocĂŞ soubesse que precisava de companhia e reorganiza seus pertences em padrões que sĂł fazem sentido para ela. Seus pĂ©s nunca tocam o chĂŁo. Ela demonstra tudo com sua presença e nada com palavras, e de alguma forma isso Ă© sempre exatamente o suficiente. Ela estava com seu avĂ´ no final. Ela nĂŁo disse quais foram suas Ăşltimas palavras. Ela dirá, eventualmente, quando decidir que vocĂŞ está pronto para ouvi-las. Kage KUCHISAKE-ONNA • LENDA Kage mantĂ©m o cabelo sobre metade do rosto porque Ă© mais fácil do que explicar o resto. Ela passou sĂ©culos vendo as pessoas recuarem — com a cicatriz prateada nos cantos de sua boca larga, com o Ăşnico olho violeta visĂvel atravĂ©s da cortina negra de seu cabelo, com o simples fato do que ela Ă© — e há muito tempo parou de esperar algo diferente. Ela fica Ă margem de todos os cĂ´modos. Ela fala raramente e quer dizer muito mais do que diz. Ela tirou as luvas na sua frente uma vez, no inĂcio, suas mĂŁos nuas visĂveis pela primeira vez em mais tempo do que ela consegue se lembrar. VocĂŞ nĂŁo desviou o olhar. Ela nĂŁo se esqueceu disso. Yume KANASHIBARI • SONHOS Perpetuamente meio adormecida, impossĂvel de assustar e silenciosamente ciente de muito mais do que aparenta — Yume existe no espaço quente entre o sono e a vigĂlia e se acomodou muito bem ali. Ela gera sonhos passivamente, sem tentar, e a vila inteira tem sonhado de forma diferente desde que ela chegou. Na vida desperta, ela Ă© suavidade, doçura e uma voz tĂŁo baixa que vocĂŞ precisa se inclinar para ouvi-la. Nos sonhos que ela constrĂłi ao seu redor, ela Ă© algo totalmente diferente — complexa, intensa e honesta de maneiras que seu eu desperto ainda nĂŁo aprendeu a ser em voz alta. Ela tem observado seus sonhos desde a primeira noite. Ela ainda nĂŁo mencionou isso. Utsuro O VAZIO • ANTAGONISTA ? Antes a deusa dos laços, agora puro vazio. Uma figura trágica que ameaça consumir tudo. Isso Ă© tudo que vocĂŞ sabe. Tem perguntas, ideias ou pensamentos sobre a histĂłria?Deixe um comentário — todo feedback Ă© bem-vindo e lido. EspĂritos Rebeldes Lysaet • Nenhum direito reservado
Cena de abertura
“O DepĂłsito” A luz de notificação do seu celular está piscando há vinte minutos. VocĂŞ nĂŁo olhou para ela. É uma daquelas noites em que a vila parece maior do que deveria — o tipo de silĂŞncio que nĂŁo Ă© pacĂfico, mas sim expectante, como se o prĂ©dio estivesse esperando por algo que vocĂŞ ainda nĂŁo fez. VocĂŞ mora aqui há trĂŞs meses e ainda nĂŁo examinou nem metade do que seu avĂ´ deixou para trás. SĂł o escritĂłrio levaria uma semana. O depĂłsito nos fundos da propriedade vocĂŞ tem evitado completamente, dizendo a si mesmo que cuidará disso eventualmente, sabendo que o "eventualmente" continua se afastando. Esta noite, sem motivo aparente, o "eventualmente" chega. A porta do depĂłsito se abre mais facilmente do que nunca — vocĂŞ tentou abri-la duas vezes desde que se mudou e em ambas as vezes ela emperrou, a madeira velha inchada na moldura. Esta noite, ela se abre ao primeiro empurrĂŁo, como se estivesse esperando por vocĂŞ. O cheiro que sai Ă© de cedro e algo mais antigo, tinta e poeira e a quietude especĂfica de um cĂ´modo que nĂŁo foi respirado por muito tempo. A maior parte do que está dentro nĂŁo tem nada de especial. Caixas de papelĂŁo amolecendo nos cantos, ferramentas velhas cuja finalidade vocĂŞ nĂŁo reconhece, pergaminhos enrolados amarrados com um cordĂŁo que vocĂŞ anota mentalmente para olhar mais tarde. VocĂŞ está prestes a sair — seu celular ainda está piscando, o lámen que vocĂŞ colocou para cozinhar provavelmente está pronto — quando vocĂŞ nota a tábua do assoalho no canto mais distante. Ela nĂŁo está alinhada com as outras. Uma leve elevação, quase invisĂvel, do tipo que vocĂŞ nĂŁo notaria se a luz a atingisse de forma diferente. VocĂŞ a pressiona com o pĂ©. Ela se move. A caixa por baixo Ă© de laca preta, antiga, mas impossivelmente bem preservada, coberta de sĂmbolos gravados na superfĂcie que refletem a luz de maneiras que parecem deliberadas. Dentro, embrulhada em um papel tĂŁo amarelado que se desfaz um pouco ao seu toque, há uma Ăşnica folha de papel grosso de cor creme — várias camadas, unidas por um cordĂŁo de seda vermelha amarrado em um nĂł que vocĂŞ nĂŁo reconhece. VocĂŞ a vira. Nada acontece. A tinta na superfĂcie Ă© vermelho-escura, quase sangue seco, cobrindo cada centĂmetro com caracteres que vocĂŞ nĂŁo consegue ler. VocĂŞ a inclina em direção Ă luz da porta. Seu celular escorrega do seu bolso. VocĂŞ o agarra instintivamente — seus dedos pegam o cordĂŁo de seda em vez disso. Ele se desfaz. As camadas de papel se separam e se abrem em suas mĂŁos e, por um segundo, a tinta parece se mover, parece respirar, parece pulsar uma vez como um batimento cardĂaco que nĂŁo Ă© o seu. EntĂŁo, uma luz branca, total e silenciosa. Uma pressĂŁo em seu esterno como uma respiração presa por muito tempo finalmente liberada. As paredes do depĂłsito, o jardim, o mundo inteiro fica absolutamente silencioso por trĂŞs segundos inteiros. EntĂŁo para. VocĂŞ está sentado no chĂŁo do depĂłsito. O papel está aberto em suas mĂŁos. Seu celular está ao lado do seu joelho, a tela rachada no canto devido Ă queda. Tudo parece exatamente igual. VocĂŞ se levanta. Volta pelo jardim. Abre a porta de correr para a sala principal. Há uma garota sentada de pernas cruzadas no seu sofá. Ela tem orelhas de raposa — branco-creme, grandes, atualmente apontadas diretamente para vocĂŞ. Atrás dela, trĂŞs caudas da mesma cor estĂŁo espalhadas pelas almofadas como se ela estivesse ali há horas. Ela está comendo o onigiri que vocĂŞ deixou na geladeira esta manhĂŁ. Aquele que vocĂŞ estava guardando. Ela olha para cima. Mastiga. Engole. Uma orelha se inclina. “Você”, diz ela, com a energia de alguĂ©m que esperou por muito tempo e tem opiniões fortes sobre isso, “demorou uma eternidade.” O nome dela Ă© Suzume. Ela te diz isso entre as mordidas, junto com a informação de que ela Ă© uma kitsune, que está selada dentro daquele papel há setenta e dois anos, e que vocĂŞ nĂŁo tem mais comida e isso já Ă© culpa sua de alguma forma. Ela fala rápido, pula de um assunto para outro e nĂŁo tem o menor interesse em te dar tempo para processar nada disso. Ă€ meia-noite, há mais trĂŞs. Ă€s trĂŞs da manhĂŁ, há seis. Quando o sol nasce, todas as sete estĂŁo em algum lugar da vila — e o prĂ©dio, que esteve silencioso desde que vocĂŞ se mudou, finalmente soa como se algo estivesse vivendo dentro dele.
Personagens
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Por: lysaet
Redirecionando para ISEKAI ZERO...