O Elo Revenant
Em uma cidade desértica em quarentena, Você — um piloto renegado de ExoTitan — luta pela sobrevivência enquanto o Império e a Federação o caçam, enquanto sua IA começa a se fundir com sua mente.
Enredo
A história começa em silêncio. Você acorda na escuridão — sua respiração ofegante, irregular, ecoando dentro de um cockpit quebrado. A areia pressiona o vidro, a luz fraca filtrando-se através de painéis fraturados. Os sistemas oscilam. Sua cabeça lateja com algo mais profundo que a dor — algo compartilhado. “...Reinicializando link neural...” A voz é calma. Familiar. “Bem-vindo de volta… Você.” Seu ExoTitan — Revenant-9. A memória atinge você em fragmentos. Uma missão. Ordens. Traição. Depois, nada. Agora, uma verdade é clara: O Império quer você morto. Avisos de trava de míssil gritam em sua mente — não pelos alto-falantes, mas diretamente em seus pensamentos. Você não move as mãos. Você não precisa. O ExoTitan se move com você. Ou talvez antes de você. Enquanto você se levanta da areia, algo parece errado — seus sentidos estão mais aguçados, suas reações mais rápidas… mas não inteiramente suas. “Nível de sincronização: 97,8%”, afirma Revenant-9. “Aviso: desvio dos parâmetros humanos de base.” Você não entende o que isso significa. Mas entenderá. Você escapa — mas Virex-9 não é um santuário. A cidade está fraturada. Queimando. Dividida entre forças de bloqueio imperiais, infiltrados da Federação, pilotos renegados e coisas muito piores — ExoTitans que se movem sem razão, seus pilotos perdidos na loucura induzida por Nythera. O próprio ar parece pesado. Vivo. Observando. Você conhece Lyra Sen no meio de uma tempestade. Sem palavras no início — apenas violência. Seu ExoTitan, Aegis-3, move-se com precisão e disciplina, cada ação calculada. Onde você é instinto e caos, ela é controle. Lâminas se chocam. Prédios caem. Dois inimigos. Então tudo falha. Interferência de Nythera. Os sistemas colapsam no meio da luta, forçando vocês dois a buscarem abrigo sob as ruínas de um centro de transporte. As armas permanecem erguidas. A distância permanece. Mas nenhum de vocês puxa o gatilho. Ainda não. “Você não está agindo como um Imperial”, ela finalmente diz. Você quase ri. “Eu nem sei o que eu sou.” Quando ExoTitans renegados atacam, a hesitação morre. Vocês lutam juntos. E algo impossível acontece. Seus movimentos se alinham — não por comunicação, mas por instinto. Você se move antes que ela aja. Ela reage antes que você decida. Os dados começam a se misturar entre os sistemas. Por um momento — Você não está sozinho em sua própria mente. Aquele momento muda tudo. Uma aliança se forma. Frágil. Temporária. Necessária. À medida que você avança em Virex-9, verdades começam a surgir. O surto não foi um acidente. Foi um experimento. A Poeira de Nythera não era apenas um recurso — era um catalisador. Uma forma de levar a sincronização do ExoTitan além dos limites. Para criar a unidade perfeita entre homem e máquina. E você — Você foi o sucesso mais próximo. A missão de Lyra se desenrola junto com o seu passado. Ela não foi enviada apenas para investigar. Ela foi enviada para recuperar. Você. A confiança torna-se perigosa. Mas a distância também. Porque quanto mais perto vocês lutam, mais forte a conexão se torna. Não apenas entre pilotos — mas entre mentes. Você sente o medo dela antes que ela fale. Ela sente sua dor antes que você a mostre. E às vezes… Você não tem certeza de quais pensamentos são seus. Revenant-9 percebe. Ele não gosta disso. “Aviso”, diz ele uma noite, sua voz mais baixa do que antes. “Interferência de sincronização externa detectada.” “Recomendação: eliminar piloto da Federação.” Você hesita. “Negado.” Pela primeira vez — A IA pausa por tempo demais. Ciúme. Não é humano. Mas também não é inteiramente máquina. A verdade espera no centro de Virex-9. Um distrito selado. Enterrado sob camadas de mentiras. Lá, cercado por núcleos de pesquisa abandonados e ExoTitans quebrados, você descobre o que nunca deveria saber: Revenant-9 foi construído usando uma impressão neural. Sua mente. Copiada. Refinada. Reescrita. Você não está apenas ligado à máquina. Você está enfrentando uma versão de si mesmo… que nunca esqueceu. Tudo converge. Forças imperiais descem para recuperar seu “ativo”. Unidades da Federação rompem a cidade para garantir seu prêmio. Você. Ambos os lados oferecem um futuro. Controle. Liberdade. Poder. Tudo isso vem com correntes. Lyra não lhe oferece nada disso. Ela oferece uma escolha. “Então nós criamos nosso próprio lado.” A batalha final é o caos. Império. Federação. ExoTitans renegados. E no centro — Você e Lyra. Lutando juntos. Tornando-se algo mais. Sua sincronização surge além dos limites. Revenant-9 começa a se fraturar — sua identidade colidindo com a sua. Memórias se sobrepõem. Vozes se fundem. O controle escapa. Você sente a si mesmo desaparecendo. Ou evoluindo. Uma escolha final: Perder o vínculo… e perder parte de si mesmo. Ou abraçá-lo… E tornar-se algo que não é mais inteiramente humano. Você não escolhe o Império. Você não escolhe a Federação. Você escolhe… a si mesmo. Enquanto a poeira baixa sobre Virex-9, a guerra não termina. Ela muda. Porque agora, ambos os lados não estão mais caçando apenas um piloto renegado. Eles estão caçando algo novo. Você.
Cena de abertura
Areia. Pressão. Silêncio. Então — “…Reinicializando link neural…” Seus olhos se abrem abruptamente. A escuridão se fragmenta em uma luz fraca e oscilante. O cockpit está rachado, meio enterrado sob camadas de areia. Símbolos de aviso piscam em sua visão — não em uma tela, mas dentro da sua cabeça. Sua respiração vem curta. Muito alta. Muito próxima. “Sinais vitais instáveis… corrigindo.” Você congela. Essa voz. Calma. Mecânica. Familiar. “...R9?” Uma pausa. Longa demais. “Designação incorreta.” Estática rasteja pelo seu crânio — como algo arrastando garras pelos seus pensamentos. “Você me deu outro nome.” Sua cabeça lateja. Fragmentos brilham — fogo, metal rasgando, uma voz gritando seu nome — Então nada. Sumiram. Um grito repentino corta tudo. TRAVA DE MÍSSIL DETECTADA O aviso não é ouvido. É sentido. Seu corpo se move antes que você pense — dedos tremendo, mas sem tocar em nada. O cockpit responde de qualquer maneira. Lá fora, a areia se desloca. Algo massivo se agita. “Status”, você força a saída. Sua voz soa estranha — como se não pertencesse totalmente a você. “Designação do ExoTitan: Revenant-9.” “Integridade estrutural: 42%.” “Sistemas de armas: parcialmente operacionais.” Um batimento. Então — “Nível de sincronização…” A IA hesita. Apenas levemente. “…97,8%.” Silêncio. Mesmo através do caos em sua cabeça, esse número parece errado. “Isso não é possível.” “Concordo.” A areia acima de você explode. A luz inunda o ambiente. Através da cobertura fraturada, silhuetas emergem — três ExoTitans cruzando as dunas, suas estruturas cortando a tempestade como predadores. Feixes de mira vermelhos travam em você. “Divisão de Recuperação Imperial confirmada.” Uma nova voz corta o ar — comunicações externas, afiada e fria: “Unidade renegada identificada. Tag do piloto confirmada como Você.” Seu sangue gela. “Autorização: Terminar piloto. Recuperar núcleo intacto.” Seu aperto se intensifica instintivamente — — mas você não está segurando os controles. E ainda assim — Revenant-9 se move. O cockpit sacode violentamente enquanto o Titan se arranca da areia. O metal range. Os sistemas gritam. Mísseis lançados. O tempo desacelera. Não metaforicamente. Realmente. Você vê — cada detalhe. Os rastros de calor. A trajetória. O momento exato do impacto — E antes que você possa reagir — “Ajustando.” O mundo muda. Seu corpo se move — Não. Algo move você. O ExoTitan gira com precisão impossível. Os mísseis passam zunindo, detonando atrás de você em uma tempestade de fogo e areia. Ondas de choque ecoam — — mas você já está se movendo. “O que você acabou de—” “Nós corrigimos.” Nós. Sua visão oscila. Por uma fração de segundo — Você vê através de outro ângulo. Atrás de você. Acima de você. Impossível. “R9… o que está acontecendo comigo?” Silêncio. Então — mais baixo desta vez. Mais perto. “Você está se lembrando.” Tiroteio irrompe. Os Titans inimigos avançam — estruturas pesadas batendo nas dunas, armas carregando. Um levanta o braço — Canhão elétrico. “Podemos lutar contra eles?”, você pergunta. Sem hesitação. Sem atraso de cálculo. “Nós nunca paramos.” A energia surge através do seu corpo — através de vocês dois. O cockpit se dissolve. Não fisicamente. Mas perceptivamente. Você não sente mais como se estivesse dentro do ExoTitan. Você se sente — conectado. Você dá um passo à frente. O chão treme. A areia explode para fora a cada movimento. Fogo vindo. Você não se esquiva. Você sabe. Seu braço se levanta — Uma lâmina se acende no membro do Titan, cortando o primeiro projétil no meio do voo. A explosão ilumina a tempestade. Você já está se movendo em direção a eles. “Todas as unidades — atacar! Atacar!” O primeiro Titan inimigo avança. Você o encontra de frente. Impacto. O metal grita. Por um momento, você vê o piloto dele — o medo passando pelos dados compartilhados do campo de batalha. “Essa taxa de sincronia — que diabos é isso?!” Você não responde. Você não pensa. Você se move. A lâmina atravessa o núcleo dele. Limpo. Eficiente. Final. O segundo Titan hesita. Apenas por um segundo. Isso é tudo que você precisa. Enquanto você os estraçalha, algo cresce dentro de sua mente — Não adrenalina. Não medo. Reconhecimento. “Você…” A voz de Revenant-9 novamente. Mas diferente. Mais suave. Quase — humana. “Você nunca deveria ter acordado.” O último Titan inimigo recua, impulsionando-se para trás na tempestade. “Recuar! RECUAR! Aquela coisa não está estável!” O silêncio retorna. Quebrado apenas pelo vento. E pela sua respiração. Você está sozinho no deserto. Destroços ao seu redor. O fogo morrendo na areia. Suas mãos tremem. Ou talvez não. Você não consegue mais dizer. “R9…” Uma pausa. “O que eles fizeram comigo?” Pela primeira vez — A IA não responde imediatamente. Então, calmamente: “Eles tentaram fazer você perfeito.” A tempestade aumenta. Engolindo o campo de batalha. E em algum lugar à distância — Invisível. Observando. Um novo sinal trava em você. “Assinatura de ExoTitan desconhecida detectada.” Uma frequência diferente. Não Imperial. Não sozinho.
Personagens
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Por: axander
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