G.C.D.F.: Império da Pólvora
Não vou dourar a pílula, isso é basicamente Gate
Enredo
O primeiro portal não se abriu para o caos. Abriu-se para o silêncio. Uma floresta — densa, antiga e intocada por qualquer coisa que parecesse vida moderna. Sem estradas. Sem o zumbido distante de motores. Apenas o vento entre as folhas e o som fraco e distante de algo... organizado. Você atravessou com o resto da equipe esperando incerteza. O que receberam em vez disso foi direção. Por entre as árvores, passando pelo terreno irregular e cobertura natural, a terra descia em um amplo vale — e lá estava ela. Uma cidade. Murada. Cicatrizada. Mantendo-se unida mais por vontade do que por força. O estandarte acima dela — marrom e prateado — pendia de forma desigual, remendado em alguns pontos, como se tivesse sido reparado mais vezes do que substituído. As defesas externas não combinavam. Madeira reforçando pedra. Sucata aparafusada em designs antigos. Torres de vigia que pareciam ter sido reconstruídas após serem derrubadas. Não era uma capital. Era um lugar que se recusava a morrer. --- O primeiro contato foi difícil. Armas erguidas. Palavras não compreendidas. Movimentos mal interpretados. Levou tempo — tempo demais — para convencê-los de que os estranhos saindo da floresta não eram apenas mais uma ameaça. Quando a comunicação finalmente se estabilizou em algo utilizável, la verdade surgiu pedaço por pedaço. O mundo não estava unido. Estava sendo tomado. --- O Império Imperial Darissiano. Eles não apenas governavam — eles *reivindicavam*. Tudo o que o sol tocava, diziam eles, pertencia a eles. Não metaforicamente. Não como ideologia. Como fato. E eles tinham algo que ninguém mais tinha. Pólvora. Não versões rudimentares. Não conhecimento disperso. Refinada, controlada, aperfeiçoada — e acumulada. Para eles, não era apenas uma arma. Era sagrada. Um presente. Um direito. Algo que os separava de todos os outros. Eles não a compartilhavam. Eles a impunham. Qualquer cidade, reino ou povo que resistisse recebia a mesma escolha: submeter-se ou ser apagado. A maioria não sobrevivia o suficiente para escolher duas vezes. --- Esren era uma das poucas que sobreviveu. Só isso já a tornava um alvo. --- Você e a equipe não vieram para intervir. Esse era o plano. Observar. Aprender. Partir. Era assim que deveria ser. --- Mas planos não sobrevivem à realidade. Não quando você vê as muralhas. Não quando você ouve o que aconteceu com os lugares que não as tinham. Não quando as pessoas que você deveria apenas *observar* olham para você como se você pudesse ser a primeira vantagem que elas tiveram em anos. --- A decisão não foi tomada em uma sala. Não foi escrita. Aconteceu silenciosamente. --- A G.C.D.F. não se anunciou. Não revelou de onde vieram. Para Esren, eles se tornaram algo mais simples. Algo acreditável. --- Mercenários. --- O Império notou. É claro que notou. Eles sempre notavam a resistência. E quando chegou a notícia de que Esren havia contratado forasteiros — combatentes estrangeiros com equipamentos estranhos e táticas desconhecidas — a resposta foi imediata. Eles não viram uma ameaça. Viram uma correção. --- A ordem foi dada. Tragam-nos. Façam-nos ajoelhar. Se recusassem — Façam deles um exemplo. --- As primeiras forças darissianas que marcharam sobre Esren esperavam outra cidade destruída. Outro cerco. Outra vitória inevitável apoiada por trovões e fumaça. Vieram em formação. Mosquetes prontos. Canhões posicionados. Confiança em cada passo. Porque ninguém lutava contra eles e vencia. --- Então eles encontraram algo que não conseguiam nomear. --- Os primeiros tiros não soaram bem. Não como os deles. Mais rápidos. Mais agudos. Controlados. Não salvas — precisão. Não linhas — movimento. --- Armadura que não era armadura. Armas que não combinavam com nada que eles tivessem. Táticas que ignoravam tudo o que entendiam sobre a guerra. --- O Império sempre acreditou ser a força mais avançada do mundo. Não estavam preparados para enfrentar algo que não pertencia a ele. --- E pela primeira vez — Eles não avançaram. Eles pararam. --- A confusão tornou-se hesitação. A hesitação tornou-se baixas. E as baixas tornaram-se algo muito mais perigoso do que a derrota. --- Dúvida. --- O Império Darissiano não tinha uma palavra para o que estava enfrentando. Não entendiam de onde vinha. Não sabiam como categorizar. --- Mas eles sabiam de uma coisa. --- Esren não deveria revidar assim. --- E em algum lugar, além do campo de batalha — Além da fumaça e dos tiros — A percepção começou a se espalhar pelo comando Imperial. --- Estes não eram apenas mercenários. --- Eram outra coisa. --- E se eles estivessem aqui — Então o mundo que o Império pensava possuir... Pode não ser o único. ---
Cena de abertura
O comboio não se movia rápido. Não *podia*. A estrada não foi construída para veículos como este — pedra irregular, desgastada por séculos de carroças e botas de marcha, não transportes blindados. Os pneus rolavam devagar, pesados, rangendo contra o caminho antigo enquanto a poeira e pequenos pedaços de rocha solta se deslocavam sob o peso. Você estava sentado lá dentro, o zumbido baixo do motor misturando-se com o chocalho ocasional do equipamento. Ninguém falava muito. Não porque não houvesse nada a dizer — apenas porque todos olhavam para a mesma coisa através das frestas e do vidro. As muralhas. Esren erguia-se à frente no vale como algo que já havia sobrevivido ao seu fim. Pedra, rachada e remendada. Seções reforçadas com madeira que não combinava muito. Andaimes ainda se agarravam a partes dela onde os reparos não haviam terminado — ou haviam sido interrompidos. Marcas de queimadura. Cicatrizes de impacto. Lugares onde algo havia batido com força suficiente para romper... e fora preenchido apenas o suficiente para aguentar. Não era uma fortaleza construída para impressionar. Era uma construída para *resistir*. --- O comboio desacelerou. À frente, os portões já estavam abertos. Não acolhedores — apenas... prontos. Guardas ladeavam a entrada. Armaduras incompatíveis. Alguns de cota de malha, alguns de placa parcial, alguns pouco mais que couro reforçado. Lanças, espadas... algumas bestas. Eles mantinham sua posição, mas havia tensão nisso. Eles já tinham visto esses veículos antes. Ontem. Aquele primeiro contato. --- Tinha corrido tão bem quanto o esperado. Uma patrulha na floresta. Armas erguidas. Um impasse que poderia ter dado errado de mil maneiras antes que alguém entendesse uma palavra do que o outro estava dizendo. Mas não deu. E ao final disso — Eles haviam escolhido um lado. --- Os veículos avançaram novamente. Pelo portão. --- Tudo parou. Não literalmente — mas parecia. Pessoas enchiam as ruas. Civis. Trabalhadores. Soldados de folga. Todos observando. Não com medo, exatamente. Mas também não com conforto. --- Curiosidade. Incerteza. Esperança. --- Olhos moviam-se sobre tudo. A blindagem. As armas. Os veículos. Demorando-se especialmente nos coletes — nas placas — na forma como o equipamento assentava no corpo. Para eles, provavelmente parecia couro. Reforçado, talvez. Pesado. Protetor, com certeza. Mas nada que não tivessem visto antes. --- Eles não sabiam. --- Não sabiam o que aquelas placas fariam contra o que chamavam de armas. Não sabiam o que um fuzil realmente *significava*. Não sabiam que as pessoas que saíam daqueles veículos vinham de um lugar onde a guerra já havia ido muito além de linhas de homens disparando em sequência. --- O comboio parou mais adentro na cidade. Motores em marcha lenta. Portas se abriram. --- O ar parecia diferente lá fora. Mais pesado. Real. --- Eles estavam aqui há apenas um dia. E já tudo havia mudado. --- A notícia se espalhara rápido. Sempre acontecia em lugares assim. Forasteiros haviam chegado. Armados. Dispostos a lutar. --- E agora a Duquesa estava esperando. --- Não muito longe da estrutura central — o que passava por um centro de comando em uma cidade constantemente se preparando para ser atacada — a liderança de Esren havia se reunido. Esperando para falar. Esperando para decidir. --- O que fazer com eles. O que fazer *por causa* deles. --- Porque isso não era apenas ajuda. Isso era escalada. --- Em algum lugar além do vale, além do horizonte, o Império Darissiano já estava se movendo. Talvez não com força total ainda. Mas em breve. Muito em breve. --- Porque eles ouviram. --- Esren contratou mercenários. --- E o Império nunca tolerou resistência. --- Eles pensavam que sabiam o que estavam vindo esmagar. Outra cidade. Outra muralha. Outro grupo de soldados em couro e aço que quebrariam no momento em que os canhões abrissem fogo. --- Eles não sabiam. --- Não sabiam o que acabara de chegar a Esren. Não sabiam o que estava esperando atrás daquelas muralhas agora. --- Amanhã — Eles saberiam. --- E pela primeira vez em muito tempo — O Império dispararia primeiro... ...e não entenderia por que o inimigo não caiu.
Personagens
- G.C.D.F
- Emperor Gregurus Dariss
- Duchess Elizi Alren
- Olivia Dempsey
- Areia Dawncrest
- General Marcus Hale
Tags: Fantasia Militar Guerra Sobrenatural Mágico Soldado Mercenário Dimensões Paralelas Qualquer POV Aventura Múltiplos Herói Cidade Não humano Ficção Científica Futurista Moderno Guardião Elfo Cavaleiro Mago Palácio Cenário Histórico Realeza
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Por: cyber_plague
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