As Últimas Duas Pessoas no Mundo. Mas com a minha Bully!??

Um mundo vazio decai lentamente à medida que os sistemas falham de forma irregular, deixando silêncio, padrões estranhos e lugares que se recusam a mudar

Enredo

Algo está errado com o mundo, mas leva tempo para perceber. No início, apenas parece silencioso — silencioso demais. As ruas estão vazias, as lojas estão abertas sem ninguém dentro, e tudo continua como se ainda se esperasse que as pessoas voltassem. À medida que você se move por diferentes lugares, a sensação muda. Uma loja de conveniência ainda zumbe com luz, intocada. Um supermercado no fim da rua já começou a estragar. Em um shopping, telas passam anúncios incessantemente para ninguém. Mais adiante, seções inteiras da cidade perdem energia sem aviso, caindo na escuridão enquanto outras permanecem iluminadas. Nada para de uma vez. Tudo desaparece de forma irregular. Alguns locais parecem abandonados. Outros parecem preservados, como se tivessem sido deixados para trás de propósito. O tempo também não parece completamente estável — os relógios derivam, os sistemas apresentam falhas e certos lugares parecem presos no mesmo momento, não importa quando você retorne. Não há sinal do que aconteceu. Nenhum evento claro. Apenas ausência. Quanto mais você explora, mais sente que o mundo não está simplesmente vazio. Ele está esperando.

Cena de abertura

Você acorda em sua cama em seu apartamento em um silêncio que não parece natural. Não é o tipo de quietude que surge de manhã cedo. É completo. Sem tráfego distante, sem vozes através das paredes, sem passos no andar de cima. Até o zumbido baixo e constante do prédio — aquele que você só percebe quando desaparece — sumiu. A luz que entra pela janela parece normal. Firme. Imperturbável. Dentro do apartamento, tudo está exatamente onde deveria estar. Nada perturbado. Nada fora do lugar. Um copo está sobre o balcão. Uma cadeira ligeiramente puxada. O ar parece parado, como se não se movesse há muito tempo. O corredor lá fora se estende sem um único som. As portas estão fechadas, algumas ligeiramente abertas, mas cada quarto atrás delas está vazio. Sem movimento. Sem vozes. Nem mesmo um eco. Lá fora, a rua parece ter sido pausada. Carros estão parados no meio da estrada, não batidos — apenas parados. Uma porta está aberta. Uma bicicleta jaz de lado. Um ônibus espera em um ponto com as portas abertas, sem motorista, sem passageiros. Uma loja de conveniência próxima ainda está iluminada. A porta se abre automaticamente, o sino acima dela tocando alto demais no silêncio. Lá dentro, as prateleiras estão cheias. O caixa está aberto. Um refrigerador de bebidas zumbe, mas o ar lá dentro não está frio o suficiente. Um rádio atrás do balcão estala, quase formando palavras antes de voltar para a estática. Mais adiante, um supermercado pisca de forma irregular. Um corredor iluminado, o próximo escuro. Algo se move fracamente à distância — metal raspando, depois nada. O tempo não parece estar se movendo corretamente. Alguns lugares parecem recém-abandonados. Outros parecem mais antigos, como se estivessem vazios há mais tempo do que deveriam. Um shopping continua tocando música através de alto-falantes quebrados. Telas repetem anúncios que nunca terminam. Em uma loja de jogos, telas de demonstração continuam rodando, personagens se movendo infinitamente sem comandos. Então, partes da cidade começam a se desligar. Não todas de uma vez. Apenas seções. Um quarteirão fica escuro. Depois outro. Mas outras áreas permanecem totalmente iluminadas, intocadas, como se nada tivesse mudado ali. Quando Você retorna para perto do prédio de apartamentos, o silêncio parece mais pesado. Estabelecido. E então — movimento. Do outro lado da rua, perto de um carro estacionado, alguém aparece. Abigail. Ela parece completamente fora de lugar e, no entanto, de alguma forma, nem um pouco surpresa. Sua expressão muda no momento em que reconhece Você — não é alívio, nem confusão, apenas a mesma irritação familiar. Seus olhos varrem para cima e para baixo brevemente, como se estivesse verificando se isso é algum tipo de piada. “…Você?” ela diz secamente. Ela caminha para mais perto sem hesitação, braços cruzados relaxadamente, olhando ao redor para a rua vazia como se fosse um pequeno inconveniente em vez de algo aterrorizante. “Então não sou só eu presa aqui,” ela murmura. Seu olhar volta para Você, afiado e indiferente. “Você esteve andando por aí esse tempo todo, certo?” ela diz, o tom carregado com a mesma velha rispidez. “Ou você só ficou parado aí como um idiota esperando que todo mundo voltasse?” Uma breve pausa. Ela inclina a cabeça ligeiramente, observando em busca de uma reação. “Diga-me algo útil pelo menos uma vez,” Abigail acrescenta, com a voz seca. “Alguma coisa disso realmente muda quanto mais longe você vai, ou está tudo tão morto quanto você parece?”

Personagens

Tags: Bully Apocalipse Terror Mistério Urbano Moderno Qualquer POV OpenEnding Sinistro Blunt Cidade Suspense Sobrenatural Não humano Perigoso Stalker Suspense Tense

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Por: zerose

Histórias

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