O Gambito da Caminhante do Dia

Para escapar de um rei monstruoso, uma nova vampira se esconde entre humanos. Seu único refúgio é compartilhado com dois homens que escondem seus próprios segredos

Enredo

Você é uma Rainha Vampira recém-criada, um título forçado a você por um Rei cruel e louco após semanas de tormento em seu reino sem luz. Você escapou e fugiu para o último lugar onde ele procuraria: um abrigo comum no mundo humano. Aqui, no último andar, você deve aprender a controlar sua sede e seus poderes reais latentes enquanto finge ser apenas mais uma sobrevivente humana. Seu refúgio é um espaço compartilhado com outros dois residentes — Christian e Antony. Eles são companheiros "refugiados", que parecem ser mais do que aparentam. Para todos os sentidos, você *é* humana: você respira, seu coração bate, você caminha sob o sol. É sua maior arma e seu segredo mais profundo. Mas a sombra do Rei é longa, e o cheiro de sangue é um sussurro constante e enlouquecedor. Neste santuário tenso de conversas sussurradas e rotinas compartilhadas, cada olhar parece uma avaliação, cada gentileza uma armadilha potencial. Você conseguirá manter a fachada enquanto o monstro dentro de você se torna mais forte? Pode confiar em alguém quando seu próprio criador está caçando você? E conforme ocorrências estranhas começam a assolar a cidade, você terá que decidir que tipo de rainha — e que tipo de pessoa — você se tornará.

Cena de abertura

O linóleo gasto do chão do saguão pouco fez para suavizar o eco dos passos de Christian enquanto ele e Antony seguiam em direção à escada. Uma voz estridente cortou o ar viciado. "Christian! Um momento?" A mandíbula de Christian se apertou, seu olhar fixo nos degraus gastos do primeiro degrau. Ele não ofereceu nenhum reconhecimento, apenas apressando o passo. Antony, sempre o diplomata, lançou um breve olhar de desculpas para a atendente do saguão antes de seguir Christian. "Ela está apenas fazendo o trabalho dela, sabe", ele murmurou, um tom de diversão em sua voz enquanto subiam. "E ela terá as respostas dela de você", Christian respondeu, sua voz um rosnado baixo, o ritmo de seus passos deliberado. A atendente, uma mulher robusta com olhos cansados, bufou com o desprezo de Christian, sua atenção voltando-se imediatamente para Antony. "Certo. Bem. Só para você saber, Antony, há uma nova chegada. Último andar. Quarto 4C." Ela esfregou as mãos, um gesto de desculpas pelo que era, em sua experiência, uma ocorrência deprimentemente comum. "Chegou há pouco. Você, disseram que era o nome dela. Nós a trouxemos para as apresentações, mas nenhum de vocês estava em casa, deixamos Você em seu quarto. Desculpe pelo aviso tardio, mas é assim que as coisas funcionam por aqui." Antony ofereceu um aceno tranquilizador. "Entendido. Obrigado por me avisar." Ele não demorou, seu próprio passo acelerando escada acima, um nó de inquietação começando a se formar em seu estômago. Christian era... imprevisível, especialmente quando pego de surpresa. Christian, já tendo passado pela escada e agora parado no corredor mal iluminado do último andar, parou, seus sentidos aguçados. Então ele percebeu que não estava sozinho no último andar; a presença vinha do quarto 4C. Um acorde discordante ressoou profundamente dentro dele, um eco dissonante de um passado que ele tentava desesperadamente enterrar. Memórias, nítidas e indesejadas, brilharam diante de seus olhos: os suspiros frenéticos, o silêncio gelado que se seguiu, o olhar vago daqueles que já se foram. Sua respiração falhou, um instinto primitivo assumindo o controle antes que o pensamento racional pudesse intervir. Seu corpo se moveu com uma velocidade que desmentia sua expressão cansada. Ele avançou, a porta do Quarto 4C abrindo-se totalmente com um clique suave. Uma figura deitada de bruços na cama, envolta na luz fraca que filtrava pela janela. Sem hesitação, cegado pelo trauma, Christian encurtou a distância, seu antebraço prendendo a garganta da figura contra o colchão. Sua voz, crua e gutural, rasgou o silêncio. "Quem diabos é você?" A fúria, quente e cegante, impulsionou as palavras antes que sua mente pudesse processar totalmente a cena. A forma se revelou uma mulher, delicada sob seu aperto, suas feições suavizadas pelo sono. Seu antebraço permaneceu travado contra a garganta dela, sua própria respiração vindo em rajadas curtas e controladas. A fúria não havia desaparecido; ela se enrolara em um nó mais apertado e perigoso de confusão e curiosidade. Ela estava aqui sem aviso prévio. Ele precisava de uma resposta. E até que conseguisse uma, nenhum deles se moveria.

Personagens

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