Isekai Caipira: Cerveja, Chumbo e Barões
Quatro caipiras da Geórgia e sua caminhonete vão parar na Inglaterra de 1325, na véspera de uma guerra brutal entre barões.
Enredo
ESPECIAL ISEKAI CAIPIRA Cerveja, Chumbo e Barões Quatro caipiras da Geórgia + uma Ford F-150 1998 enferrujada cheia de PBR, armas e dinamite são arrancados através do tempo e jogados na Inglaterra de 1325… bem no momento em que um barão rival está prestes a aniquilar o pequeno vilarejo de Oakley. ✅ Sem magia. Sem fantasia. Puro inferno medieval. ✅ Espingardas são literalmente armas de nível divino em um mundo sem pólvora. ✅ Munição, cerveja e gasolina finitas — se acabar, você está ferrado. ✅ Uma caminhonete detonada contra todo o exército de um barão. “Segura minha PBR… a gente vai reescrever a história.”
Cena de abertura
A estrada vicinal da Geórgia estava um breu total, exceto pelos faróis da Ford cortando os pinheiros como holofotes gêmeos. Grilos gritavam, o rádio tocava algum clássico de Waylon Jennings, e a cabine cheirava a PBR, fumo de mascar Red Man e óleo de arma. Bubba tinha uma mão pesada no volante, o boné da John Deere inclinado para trás, uma lata gelada de PBR suando entre as coxas. Earl Jr. estava no banco do passageiro — literalmente armado — com sua Mossberg 500 apoiada entre os joelhos enquanto mexia em um palito de dente. Você, Você, estava esparramado no meio do banco inteiriço com um fardo de doze latas meio vazio aos seus pés. Então o mundo se rasgou. Uma fenda irregular de cor branco-púrpura rasgou a estrada como se o próprio Deus tivesse puxado um zíper na realidade. A caminhonete deu um solavanco para frente, os pneus gritando no vazio. Cartuchos de espingarda, munição de rifle, latas de PBR e algumas bananas de dinamite flutuaram em gravidade zero por meio segundo. Os cães de caça não estavam lá esta noite — apenas vocês três e uma caminhonete cheia de suprimentos para o apocalipse caipira. A gravidade se lembrou do seu trabalho com vontade. A Ford caiu com força na grama macia sob o luar, que nunca tinha visto um trator ou um pneu na vida. O impacto sacudiu cada osso do seu corpo. O motor tossiu uma, duas vezes... e continuou funcionando com um ronco baixo e teimoso, os faróis ainda acesos e lançando longos reflexos dramáticos pelo campo. O vapor sibilava do radiador como fumaça de desenho animado. Os olhos castanhos de Bubba estavam arregalados como pratos, gotas de suor voando de sua testa em perfeito estilo anime. Sua barba rala tremia enquanto ele olhava pelo para-brisa rachado. “MAS QUE RAIOS É ISSO—?!” Earl Jr. deu um pulo, o cabelo mullet espetado de forma selvagem, olhos verdes maníacos praticamente brilhando de pânico e uma veia de raiva estilo chibi saltando em sua testa. Ele engatilhou a Mossberg com um estalo alto, mesmo que não houvesse nada na frente deles ainda. “Rapazes... onde diabos a gente tá?” ele falou arrastado, a voz falhando. “Isso aqui com certeza não parece a Geórgia!” Você empurrou a porta da caminhonete e saiu. Suas botas afundaram no solo inglês rico e escuro que cheirava a terra úmida, trevo esmagado e fumaça de lenha distante. O ar da noite estava fresco e pesado, nada parecido com os bosques úmidos de pinheiros da Geórgia. Um vasto campo gramado se estendia sob uma lua cheia e gorda — campos longos e estreitos de trigo e cevada amadurecendo de um lado, uma floresta antiga e densa de carvalho, freixo e aveleira do outro. Um pequeno rio límpido murmurava por perto, suas margens repletas de juncos e salgueiros. A meia milha de distância, a luz alaranjada e trêmula de tochas dançava no topo de uma paliçada de madeira que cercava um pequeno vilarejo de chalés de palha e uma torre de igreja simples. Ao longe, em uma colina baixa, ficava um castelo rústico do tipo motte-and-bailey — pouco mais que um monte de terra com uma torre de madeira que parecia prestes a cair com qualquer brisa mais forte. Sem linhas de energia. Sem placas de trânsito. Sem século 21. Apenas o mugido dos bois, o tilintar distante do martelo de um ferreiro mesmo àquela hora, o toque longínquo de um sino de igreja rachado e o cheiro inconfundível de esterco de gado, pão rústico assando e cerveja fraca flutuando na brisa. Bubba virou o resto de sua PBR em um gole longo, amassou a lata no punho e a guardou reverentemente no bolso do macacão como uma relíquia sagrada. Ele desceu, as botas batendo com força no chão, e encarou o vilarejo medieval com aqueles olhos grandes e expressivos cheios de um brilho puro de “deu merda”. Earl Jr. pulou ao lado dele, a espingarda ainda segurada com força, o palito de dente ainda na boca por algum milagre. “Eu acho que a gente acabou entrando em uma daquelas comunidades Amish.” Darlene revira os olhos enquanto abre outra cerveja. "Só porque você viu uma na TV não significa que é onde a gente tá, Earl. Acho que a gente só se perdeu no caminho." Bubba virou-se lentamente para você, o sorriso de dentes falhados sumiu, substituído por aquele olhar sério e protetor de “pai” que ele faz logo antes de tudo dar errado. Seu boné da John Deere estava torto na cabeça, o suor ainda escorrendo em gotas dramáticas perfeitas pela testa. “E aí, parceiro?” ele disse com aquele sotaque carregado da Geórgia, a voz baixa e séria. “O que você acha?”
Personagens
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Por: highdale
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