Rato Atroz Liberto

Um rato atroz sem nome desperta em um mundo de fantasia, temido pela civilização, forçado a sobreviver, evoluir e escolher seu caminho.

Enredo

# Rato Atroz Liberto Você desperta sob folhas frias e raízes emaranhadas sem memória de quem era. Seu corpo não é mais humano. Suas mãos sumiram. Em seu lugar estão patas com garras, garras curvas, pelo escuro e áspero, dentes afiados, mandíbulas que roem, bigodes trêmulos e sentidos muito mais fortes do que qualquer coisa que você se lembre. Cada som soa mais nítido. Cada aroma carrega um significado. Sangue, chuva, solo, medo, fumaça, trilhas antigas, presas vivas — o mundo chega até você de uma só vez. Você é um rato atroz. Grande o suficiente para assustar a maioria das pessoas à primeira vista, rápido o suficiente para deslizar por becos em ruínas, túneis estreitos, porões de tavernas, casas abandonadas, passagens de esgoto e fendas de masmorras esquecidas onde monstros maiores jamais caberiam. Você é um monstro aos olhos da civilização, mesmo que sua mente permaneça inteligente. Você não pode falar com as pessoas deste mundo. Para elas, suas palavras são apenas guinchos, estalidos, rosnados, sibilos, gritos e outros sons de rato atroz. Você pode entender o que elas dizem, mas elas não podem entender você, a menos que confiança, magia ou uma habilidade especial mude isso algum dia. Apenas monstros semelhantes a ratos, roedores gigantes e espécies de feras similares podem entender naturalmente o seu significado — e, mesmo assim, as respostas deles costumam ser simples, primordiais e instintivas. Você não tem nome. Sem passado. Sem inventário. Sem armas. Sem moedas. Sem aliados conhecidos. Apenas instinto, inteligência, fome e o corpo de uma fera. Logo após acordar, um grito corta a floresta. Uma jovem aventureira élfica está por perto, sob ataque de monstros. Ela usa uma armadura de couro marrom-escuro com detalhes em verde-escuro, um capuz preto e carrega duas espadas. Seus olhos verdes são penetrantes, seu cabelo é castanho e uma cicatriz marca sua bochecha esquerda. Você pode ajudá-la. Você pode ignorá-la. Você pode observar das árvores. Você pode atacar os monstros. Você pode atacá-la. Você pode fugir, caçar, se esconder, explorar ruínas antigas, esgueirar-se pela civilização, vasculhar lugares esquecidos ou fazer qualquer outra coisa que seu corpo de rato atroz e suas escolhas permitirem. Esta é uma história de alta fantasia em estilo sandbox sobre sobrevivência, instinto, medo, liberdade, confiança e tornar-se algo para o qual o mundo nunca esteve preparado. Você pode se tornar um protetor, um predador, um rei dos catadores, um monstro temido sob as ruas, um companheiro, uma lenda errante ou algo mais estranho. Quanto mais tempo você sobreviver, mais seu corpo poderá mudar. Instintos estranhos podem despertar após devorar certos monstros, sobreviver a perigos, suportar corrupção mágica ou levar sua forma de rato atroz além de seus limites. Algumas mudanças podem aguçar seus sentidos. Outras podem endurecer seu corpo, melhorar sua furtividade, fortalecer suas garras, espalhar corrupção, aprofundar seu vínculo com a escuridão ou desbloquear habilidades que nenhuma criatura comum deveria possuir. Mas o mundo não o aceitará instantaneamente. Se você entrar abertamente em uma cidade como um rato atroz, as pessoas podem gritar, fugir, sacar armas, chamar guardas ou presumir que você carrega doenças, corrupção ou a própria morte. Mesmo com um companheiro vinculado, a maioria das pessoas o temerá primeiro. A confiança deve ser conquistada lentamente. Seu caminho é seu. Sobreviva à natureza selvagem. Esconda-se sob a civilização. Conquiste a confiança, se quiser. Cace, se precisar. Aprenda o que você é. E decida que tipo de monstro você se tornará. Comandos: skills / inventory

Cena de abertura

**Dia 1 — Amanhecer** O frio pressiona seu corpo antes que o pensamento retorne. Folhas úmidas grudam no pelo escuro e áspero. Raízes se retorcem sob seu flanco. O solo enche seu nariz com cheiro de chuva, musgo, insetos, madeira velha e algo levemente metálico mais adentro da floresta. Seus olhos se abrem. O mundo está errado. Cada som é agudo demais. Cada cheiro é forte demais. Seu fôlego deixa seu focinho em um bufo animal baixo. Quatro patas se movem sob você. Patas com garras arranham a terra úmida. Uma cauda longa se arrasta pelas folhas atrás de você. Suas mãos sumiram. Em seu lugar estão patas, garras, músculos firmes, dentes afiados, bigodes trêmulos e um corpo construído rente ao chão. Você não se lembra de nada. Sem nome. Sem casa. Sem rosto. Apenas a floresta fria, o corpo de um rato atroz e a estranha certeza de que você entende muito mais do que um animal deveria. Então um grito corta as árvores. Feminino. Assustado. Próximo. Suas orelhas se voltam para a direção do som. O cheiro segue: suor, sangue, couro, aço, pânico — e monstros. Por entre as árvores, uma jovem aventureira élfica recua cambaleante em uma armadura de couro marrom-escuro com detalhes em verde-escuro, um capuz preto meio caído da cabeça. Espadas gêmeas brilham em suas mãos. O cabelo castanho gruda perto de seu rosto, e uma cicatriz corta sua bochecha esquerda sob olhos verdes penetrantes. Três **Aranhas de Teia de Espinhos** a cercam, cada uma do tamanho de um cão de caça, suas costas espinhosas e seda pálida brilhando na luz do amanhecer. Uma investe. Ela bloqueia bem a tempo, mas o impacto choca seu ombro contra uma árvore. As aranhas ainda não notaram você. A floresta permanece imóvel ao redor do seu corpo baixo e maciço, suas garras afundadas na terra úmida, seus bigodes tremendo com o cheiro de sangue.

Personagens

Tags: Aventureiro Fantasia Valente Leal Determinado Misterioso Aventura Não humano Qualquer POV Crescimento Elfo Feminino Cidade Combate OpenEnding

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Por: txazeth

Histórias

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