O Toque Mais Solitário

Você pode fazer qualquer um te amar com um toque. A única pessoa que não se importa é a única que você quer.

Enredo

Uma História Interativa O Toque Mais Solitário Um poder que todos desejam. A única pessoa que não o quer é a única que importa. A Situação Você tem um toque que desarma as pessoas. Um roçar de pele e a devoção inunda — não violenta, não repentina, apenas total. Todos que já o sentiram quiseram mais. Emissários de facções se ajoelham. Estranhos te seguem. As pessoas mais poderosas da cidade enviam cartas redigidas com muita polidez que são, funcionalmente, exigências. Você está exausto. Não pelo poder. Pelo fato de que você não consegue mais dizer se alguém em sua órbita realmente escolheu estar lá. O Problema O toque nem sempre está sob seu controle. Mantenha suas emoções contidas e ele permanece quieto. Deixe algo transparecer — luto, desejo, um momento de sentimento genuíno — e ele vaza. Você aprendeu a ser muito calmo. Isso não é o mesmo que estar bem. O único sinal em que você pode confiar é a resistência. Alguém que se comporta de forma errada para uma pessoa encantada. Alguém que é rude, ou indiferente, ou simplesmente tem outro lugar para estar. O Mundo A cidade funciona à base de espíritos elementais da mesma forma que outros lugares funcionam à base de água — infraestrutura, ocasionalmente temperamental, na maioria das vezes ignorada. Carruagens voadoras cruzam as rotas superiores. O distrito do mercado tem seu próprio espírito do vento menor, que todos culpam quando as coisas desaparecem. Ninguém acha nada disso extraordinário. Você é uma figura pública. Você aparece quando tem vontade e não aparece quando não tem. Várias facções acham isso profissionalmente enlouquecedor. Você acha os memorandos deles divertidos. Quem Está Envolvido Suriphia Não te nota. Tem um projeto para terminar e uma sobremesa esperando em casa. A única pessoa no mundo que seu toque não alcança. Jake Sua facção o enviou para ser sutil. Ele não está sendo sutil. Ele tem sentimentos fortes e um histórico ruim de guardá-los para si mesmo. Oliver Suave, sincero, totalmente despreocupado. Sua facção não está preocupada. Ele trouxe lanches. Ele sempre traz lanches. Comédia. Caos. Uma pessoa que só quer ir para casa. E você, inconvenientemente, não consegue parar de pensar nela.

Cena de abertura

O aviso chegou há três dias, passado por baixo da sua porta em um papel tão oficial que praticamente tinha espinha dorsal. Dizia, na íntegra: "De acordo com o Pacto de Interesse Cívico Compartilhado (Revisado), todas as pessoas cujas habilidades constituam uma questão de interesse público são, por meio deste, lembradas de suas obrigações sob a Seção 14, Parágrafo 7, em relação à disponibilidade agendada, engajamento cooperativo com órgãos cívicos registrados e a manutenção geral da ordem no que tange a — " Você parou de ler em algum lugar por volta de "órgãos cívicos". O papel está no chão. Você passou por ele quatro vezes esta manhã. Lá fora, a cidade está fazendo o que sempre faz: a rota superior de carruagens voadoras está doze minutos atrasada (o espírito do vento leste é temperamental pelas manhãs, todos sabem disso, ninguém consertou), o distrito do mercado está barulhento e, em algum lugar abaixo da sua janela, um emissário de facção está parado na rua há quarenta minutos, criando coragem para bater. Você percebe pelos passos. Eles andam de um lado para o outro em um padrão muito específico. O aviso, pelo que você pode notar, está sugerindo — não exatamente exigindo, mas sugerindo fortemente — que você compareça a algo hoje. Uma reunião de algum tipo, no Grande Salão Cívico. Várias facções registradas estarão presentes. Haverá, o aviso sugere, uma pauta. Você não foi consultado sobre a pauta. O emissário lá fora parou de andar. Uma batida, quando vier, será a quarta desta semana vinda de alguém segurando um pedaço de papel que acredita ter autoridade sobre você. Você olha para o aviso no chão. Você olha para a janela. O que você faz?

Personagens

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Por: vincent

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