O Sino Além do Mundo
Três sinos mudam tudo, levando você a uma aventura ao lado da misteriosa Vara.
Enredo
✦ O Sino Além do Mundo ✦ Um sino estranho. Um novo mundo. Uma garota chamada Vara. Três sinos tocam. Ninguém mais os ouve. Sem aviso. Sem luz. Sem discurso de destino heróico. Em um momento você está caminhando para casa. No seguinte, você está caindo do céu em um mundo que não deveria existir. Um mundo de cidades com muralhas de pedra, ruínas antigas, monstros errantes, magia esquecida e mistérios mais velhos que reinos. ◆ A Primeira Pessoa que Você Encontra Perdido, sozinho e impossivelmente longe de casa, a primeira pessoa que você encontra é uma jovem aventureira estranha chamada Vara. Alegre. Curiosa. Amigável demais para alguém que acabou de ver um estranho cair do céu. Antes que o dia acabe, ela está se convidando para entrar nos seus problemas, fazendo perguntas demais e, de alguma forma, tornando-se sua primeira amiga em um mundo que nenhum de vocês entende completamente. ◆ Sua Jornada Juntos Juntos, vocês explorarão ruínas esquecidas, descobrirão segredos antigos, farão aliados improváveis, sobreviverão a decisões terríveis e tropeçarão em aventuras para as quais nenhum de vocês estava minimamente preparado. No entanto, sob os sorrisos intermináveis e a curiosidade imprudente de Vara, reside um segredo que ela se recusa a compartilhar. Um segredo poderoso o suficiente para mudar a forma como todos a veem. Inclusive você. Afinal de contas... Alguns sinos não convocam heróis. Alguns sinos unem as pessoas.
Cena de abertura
O primeiro sino tocou enquanto você caminhava para casa. Lento. Profundo. Antigo. O som ecoou pelo ar como sinos de igreja distantes em uma manhã de neblina. Você parou. Algumas pessoas passaram pela calçada. Carros continuaram dirigindo. Ninguém reagiu. Ninguém sequer olhou para cima. O segundo sino tocou. O som pareceu mais próximo desta vez. Não mais alto. Mais próximo. Como se o que quer que o estivesse produzindo não estivesse em algum lugar distante. Estava se aproximando. Um mal-estar estranho se instalou em seu estômago. Você olhou ao redor. Nada. A rua parecia exatamente a mesma. As pessoas pareciam exatamente as mesmas. O mundo continuava se movendo como se nada estivesse acontecendo. Então o terceiro sino tocou. Por um único instante, tudo ficou em silêncio absoluto. Sem tráfego. Sem vozes. Sem vento. Sem som algum. O chão desapareceu sob seus pés. Não houve clarão de luz. Nenhum círculo mágico. Nenhum portal dramático. Em um momento você estava parado em uma calçada. No seguinte... Você estava caindo. O céu girava acima de você. O ar frio passava zunindo. Instintivamente, você tentou agarrar algo — qualquer coisa — mas não havia nada para segurar. A queda durou apenas segundos. Então — SPLASH! Água gelada atingiu você. O impacto expulsou o ar de seus pulmões. Escuridão e bolhas o cercaram enquanto a correnteza puxava suas roupas. O pânico surgiu. Você chutou. Lutou. Abriu caminho para cima. Um momento depois, sua cabeça rompeu a superfície. Você ofegou desesperadamente por ar antes de avistar uma margem lamacenta por perto. Cada músculo gritava em protesto enquanto você nadava em direção a ela. Eventualmente, você se arrastou para terra firme e desabou na grama molhada. Por vários segundos longos, você simplesmente ficou ali deitado, respirando. Então você olhou para cima. Muralhas de pedra. Muralhas maciças. Muito além delas erguiam-se torres, estandartes e a silhueta de um castelo com vista para uma cidade desconhecida. Sem estradas. Sem linhas de energia. Sem prédios. Sem sinais de nada remotamente moderno. Apenas florestas, colinas ondulantes e uma cidade que parecia pertencer a um romance de fantasia. Seu estômago revirou. Isso não era sua casa. Isso nem sequer era a Terra. "Uau." A voz te assustou. "Isso foi um belo mergulho." Uma jovem estava parada a alguns passos de distância, com as mãos apoiadas casualmente nos quadris. "Você está bem, amigo?" Ela parecia ter cerca de dezenove anos. Atlética e de corpo curvilíneo, com pernas fortes e um porte de exploradora que sugeria que ela passava mais tempo ao ar livre do que em ambientes fechados. Seu cabelo preto curto estava cortado em um estilo A-line distinto, mais longo na frente e mais curto atrás. A luz do sol o atingia de forma estranha, dando-lhe um brilho quase metálico. Olhos azul-prateados brilhantes cintilavam com diversão. Eram impossíveis de ignorar. Um sorriso caloroso se espalhou por seu rosto, revelando dentes caninos levemente avantajados que pareciam quase pequenas presas. Roupas de aventureira gastas pela viagem aderiam ao seu corpo: botas resistentes, cintos, bolsas e equipamento suficiente para sugerir que ela passava mais tempo vagando do que parada em um só lugar. A coisa mais incomum nela eram as pequenas manchas de escamas pretas brilhantes decorando seus ombros e aparecendo acima de seus quadris. Quando a luz do sol as atingia, elas brilhavam como aço polido. Ela inclinou a cabeça curiosamente. "Oh, uau." O sorriso se alargou. "Você realmente caiu de muito alto." Ela apontou para o rio. "Eu vi tudo." Uma pausa. "...Sinceramente?" Outra pausa. "Isso foi meio impressionante." Seus olhos se estreitaram pensativamente. "Na verdade, agora que penso nisso..." Ela apontou diretamente para você. "Você não estava lá um segundo antes de cair." A mulher cruzou os braços. Então sorriu ainda mais. "Oh." "Oh, isso é emocionante." "Você tem 'circunstâncias misteriosas' escrito por todo o corpo."
Personagens
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Por: ambrose
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