Todo Mundo Está Sendo Traído, Então Eu Vendo Vingança Agora

Pule a melancolia, a montagem de treinamento, o retorno dramático. Traído? Nós cuidamos da vingança. Fatura a seguir.

Enredo

— Crônicas de Rigel · Parte Oito · Comédia · Sátira · Vingança por Contrato · Ano 400 AI — TODO MUNDO ESTÁ SENDO TRAÍDO, ENTÃO EU VENDO VINGANÇA AGORA A primeira firma de consultoria em vingança do continente está aberta para negócios. Nenhum rancor é pequeno demais. Sem reembolsos. Você já viu centenas de vezes na guilda, uma traição chorosa, um amante abandonado e um juramento de vingança. Você decide finalmente transformar isso em um modelo de negócio. Modelo e configurações recomendados — ajuste para o efeito completo. Vingança é um prato que se serve —e, francamente, melhor faturado. — Como Isso Começou — Você era um aventureiro de rank C absolutamente mediano com um futuro absolutamente mediano — até que passou uma tarde a mais no salão da guilda, vendo a mesma cena se repetir. A primeira vez, acertou em cheio no peito — um curandeiro expulso na porta da masmorra, chorando no chão. Pobre alma. Você lhe pagou uma bebida. A segunda vez — um noivo abandonado, um juramento gritado aos céus — você ainda se encolheu. Um pouco. Quase nada. Na quarta traição daquela semana, você nem levantou os olhos do seu ensopado. O lamento tinha virado clima — só uma coisa que a sala fazia. E então — em algum lugar em toda aquela indiferença ensaiada — um pensamento. Eles têm a fúria. Eles têm o dinheiro. Só falta um plano. Então você e sua antiga parceira Thea penduraram uma placa sobre um escritório alugado e apertado, e a primeira firma de consultoria em vingança do continente abriu para negócios. — Onde Você Está Montando o Negócio — Aachen — segunda cidade do Império Rigeliano, um amontoado extenso e obcecado por status de salões de guilda, casas de contabilidade e tavernas no auge confiante de um império muito antigo. Quatro séculos atrás, um plebeu chamado Rigel quebrou os elfos que mantinham a humanidade acorrentada e fundou tudo isso; seus descendentes, hoje em dia, discutem principalmente sobre impostos. Para seus propósitos, é perfeito. As estradas estão cheias de aventureiros em busca de dinheiro e glória — o que significa que as estradas estão cheias de aventureiros sendo traídos, abandonados e apunhalados pelas próprias equipes. Cada um deles um cliente em potencial. Cada traição uma fatura em potencial. Um mercado tão rico, parado ali sem ser atendido. Você pretende consertar isso. — O Que Você Realmente Vende — O que você vende é simples. Alguém prejudicou seu cliente; por uma taxa razoável — pagável antecipadamente — sua firma os faz se arrepender. Uma humilhação pública, uma revelação perfeitamente cronometrada, um esquema tão barroco que faria um bardo chorar. Vingança, itemizada. Os esquemas são elaborados. O orçamento não é. E a equipe com quem você os executa são, em uníssono, uma catástrofe — o que significa que metade do trabalho é arquitetar a retaliação perfeita, e a outra metade é impedir que a operação inteira desmorone antes que o cliente pague. É um negócio idiota. Também é, de alguma forma, um negócio em expansão. A maioria merecia.Isso não é problema seu. É cobrável. — Construindo a Firma — Você começa com quase nada: um escritório apertado, um parceiro que já sofreu muito e uma reputação que ainda não existe. Sem destino de escolhido, sem poder trapaceiro, sem deuses prestativos sussurrando em seu ouvido — apenas coragem, um dom para ler pessoas e uma refrescante ausência completa de escrúpulos. Pegue casos. Encene vinganças. Veja-os darem errado de maneiras que nenhum plano sobreviveu ao contato. Conquiste, um por um, o estranho punhado de pessoas dispostas a trabalhar para uma organização como esta. Pague a folha de pagamento. Desvie do fiscal de impostos. Torne-se, contra todas as evidências e o bom senso, um nome. De uma piada de duas pessoas à firma mais temida em mesquinharia que a cidade já viu. — A Equipe (Se É Que se Pode Chamar Assim) — Thea — sua parceira, sua contadora e a única adulta no prédio. Fisicamente dolorida por cada despesa que você aprova. Vittoria — uma artista de palco que o palco cruelmente rejeitou. Transformará uma simples rejeição fria em uma ópera de três atos. Com um coro. O coro é inegociável. Liesl — sabe os segredos de todos, considera isso perfeitamente normal e adoraria saber os seus. Ela tem boas intenções. Provavelmente. Bruno — construído como um crime de guerra, gentil como um cordeiro, dedicado à esposa e três filhos. Trouxe almoço suficiente para todos. Você os contrata um por vez, conforme a firma pode pagar pelo caos. Eles são, de alguma forma, a boa notícia. — COMO FUNCIONA — Sem fichas de estatísticas. Sem árvores de habilidades. Apenas uma firma, seus casos e uma cidade que se lembra de tudo que você apronta. 01 · Caso a Caso A história funciona em episódios. Um cliente injustiçado entra; a firma constrói uma vingança absurda; dá gloriosamente errado; a verdade aparece. Então alguém maior entra. Os rancores só aumentam. 02 · Entre os Trabalhos Casos não são consecutivos. Entre eles a firma respira — brigas no escritório, brincadeiras da equipe, flertes lentos, dinheiro gasto tão rápido quanto ganho. O tempo ocioso é onde esses idiotas se tornam seus idiotas. 03 · A Equipe se Monta Você começa apenas com você e Thea. O resto da equipe aparece um por vez conforme o trabalho exige — estranhos a serem conquistados, nunca um pacote arrumado entregue a você, e nunca a mesma ordem duas vezes. 04 · Um Mundo que Revida Sem blindagem de enredo. Planos falham, alvos revidam, o fiscal de impostos vem, e um trabalho malfeito te persegue por semanas. Tudo é jogado para rir — mas as consequências são reais, assim como as contas. 05 · Conquiste Tudo Confiança, romance, reputação, uma bolsa de moedas que não está chorando abertamente — nada disso é entregue. Você conversa, intriga, implora e ocasionalmente foge, como a pessoa magnificamente comum que você é. — O Que Te Aguarda — Venda vingança como um comerciante. Faturas, conflitos de agenda, o pacote completo. Descubra que seu cliente merecia. Logo após o depósito compensar. Encene a vingança mais mesquinha que o dinheiro pode comprar. Nenhum rancor é pequeno demais. Vários são estúpidos demais. Monte uma equipe de desastres gloriosos. São o que o orçamento permite. Converse com o fiscal de impostos, a Igreja e um marido desprezado certo de que Bruno foi o culpado. Bruno não fez isso. Conquiste alguém lentamente, da única maneira que importa. Eles já viram os livros. Mesmo assim ficaram. Torne-se o nome mais temido em mesquinharia que Aachen já conheceu. Mire alto. — Antes de Começar — — O Salão da Guilda Está Cheio de Otários — Pessoas traídas, até onde a vista alcança. Dinheiro que não têm ideia do que fazer. E você, com um plano e sem vergonha. Abra as portas. Aceite o caso. Envie a fatura.

Cena de abertura

![Alt text] (https://s3.alterworld.ai/uploads/galleries/69729149e653c651a8d50051/6a2f12a968c7ee44aecf17cd.webp) O salão da guilda de Aachen cheira a cerveja derramada, lã molhada e más decisões alheias. Você está cuidando da mesma tigela de ensopado por quase uma hora — porque uma tigela é mais barata que duas, e você é um homem que entende de economia. É mais ou menos assim que você passa a maioria das tardes. Observando. Ouvindo. Evitando o quadro de contratos com a dedicação silenciosa de um verdadeiro profissional. E é assim que você acaba sempre na primeira fila para *isso*. Do outro lado do salão, um grupo inteiro de aventureiros dá as costas para uma mulher ajoelhada, soluçando, em vestes de curandeira. *Ex*-curandeira, pelo jeito. "Você é peso morto," o grandalhão diz — não sem gentileza, o que de alguma forma torna pior. "Acabou." "Mas — nós éramos uma *equipe*—" A porta bate atrás deles. A mulher se curva sobre si mesma. Algo em seu peito aperta. *...Deuses. Isso é brutal.* Você empurra sua bebida um centímetro sobre a mesa na direção dela, o que não ajuda absolutamente ninguém, e se sente brevemente como uma pessoa decente. *** Essa foi a primeira. A segunda vem uma semana depois: um noivo abandonado, largado no meio do salão, jogando um braço para as vigas como se estivesse fazendo teste para ópera. *"Depois de tudo que eu te dei?!"* Você se encolhe. Esfrega a nuca. *...Oof. De novo, hein.* Ainda triste. Só — um pouco menos triste. Na quarta daquele mês — um espadachim de joelhos, punhos erguidos, uivando um juramento sagrado de vingança alto o suficiente para sacudir as canecas — você nem levanta os olhos. Você está comendo. O ensopado é, francamente, o relacionamento mais estável da sala. *...Precisa de sal,* você decide, pegando o saleiro enquanto um homem feito chora a um metro de distância. E *é aí* que acontece. Colher a meio caminho da boca, seu olhar vagueia — não para o homem chorando, mas para a bolsa de moedas gorda balançando em seu cinto. Depois a mesa ao lado. E a seguinte. Um salão inteiro de idiotas desolados, furiosos, *pagantes*, cada um deles sedento por sangue e completamente sem noção de como consegui-lo. A lanterna acima não fica realmente mais brilhante. Só parece que fica. *...Eles têm a fúria,* você pensa, bem devagar. *E eles têm o dinheiro.* *Só está faltando um plano.* *** Que é a longa explicação de por que — duas semanas e um aluguel suspeitamente barato depois — você está de pé em um escritório apertado e torto numa viela lateral da praça do mercado, vendo sua parceira mais antiga pregar uma placa de madeira em branco acima da porta. "Está torta," você diz. "Está *bom.*" Thea desce, cruza os braços e semicerras os olhos para sua obra — a única pessoa em toda a cidade teimosa o bastante para apostar suas economias numa ideia tão estúpida. "Me lembra como vamos chamar esse lugar." ![Alt text] (https://s3.alterworld.ai/uploads/images/da3700e6-ebc1-4b5f-bae9-0526242a2f5c.webp) "...Trabalhando nisso." "Você disse isso na semana passada." "E eu *ainda* estou trabalhando nisso." Você absorve toda a majestade da operação: uma mesa bamba, duas cadeiras descombinadas, uma mancha de umidade no formato vago do Império, e todo o mercado inexplorado do rancor humano esperando logo ali fora. *Lar.* Em algum lugar lá fora, agora mesmo, alguém está sendo traído. Alguém com dinheiro. As portas estão abertas. Hora de trabalhar.

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Por: knightartorias

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