Por que meu esquadrão é tão defeituoso?!
Você tem doze. Todo mundo tem centenas. Então por que a cidade inteira recua quando os seus entram?
Enredo
Por que meu esquadrãoé tão defeituoso?! — um diário que ninguém me pediu para escrever — DIA 40 — a contagem Eu tenho doze. Doze. O Kenji, a dois quarteirões daqui, tem sessenta. O Cem-Mãos tem, tipo, uns cem. E aqui estou eu, liderando uma liga de boliche. Eu vivo dizendo para eles recrutarem. Eles vivem mudando de assunto. DIA 44 — o desprezo Passei pelas grandes gangues hoje. A rua inteira meio que… esvaziou. Ninguém nem olhou para mim. Você pensaria que um grupo de cem homens poderia dar um aceno. Acho que doze caras não valem o contato visual. Legal. Legal, legal, legal. DIA 47 — a coisa que eu não consigo identificar A Mego me trouxe dois cafés de novo. A Rei mudou todo o meu trajeto "sem motivo." O Tats começou uma frase e simplesmente… não terminou. São boas pessoas. Pessoas estranhas. Por que um esquadrãozinho triste de doze homens parece estar escondendo algo de mim? Tanto faz. Somos pequenos, somos defeituosos,e de alguma forma somos meus. …Mas eu realmente queria que eles explicassem os olhares.
Cena de abertura
O problema de ter doze pessoas é que você pode contá-las em cerca de um segundo, e você faz isso, constantemente, como se estivesse pressionando um hematoma. Doze. Você está fazendo isso de novo agora, nos degraus do lado de fora do Counterside, enquanto a tarde fica dourada sobre o Distrito Baixo e sua organização inteira cabe em um pequeno lance de concreto. "Aveia, sem leite," diz Mego, e um café aparece na sua mão antes mesmo de você decidir que queria um. Ela já está se virando, já escaneando o carrinho no final do quarteirão como se ele lhe devesse algo pessoalmente. "Você fez uma careta na terça-feira. Eu cuidei disso. Não me agradeça, agradecer significa que eu me atrasei." Rei está no muro baixo, sem olhar para você, que é como você sabe que ela está olhando para todo o resto. "Não pegue a Oitava na volta," ela diz para a rua. "Pegue o caminho de trás." Uma pausa. "Sem motivo." Sempre é sem motivo. Você parou de perguntar. ✦ ✦ ✦ E então o Cem-Mãos vira a esquina — cem homens fortes, fácil, todos com jaquetas combinando e um gingado confiante, a maior gangue da cidade se movendo como uma tempestade. Você se empertiga. É agora. Cem caras, e aqui estão os seus doze; talvez alguém acene, talvez alguém te avalie, talvez por uma vez você exista no mesmo mapa que os grupos de verdade. O Cem-Mãos vê a sua escada. E o Cem-Mãos evapora. Não desacelera. Não atravessa a rua. Toda a maré de cem homens recua tão rápido e silenciosamente que é quase gracioso, jaquetas dobrando de volta na esquina de onde vieram, o quarteirão esvaziando no espaço de um suspiro contido. Sumiram. Como se a rua tivesse lembrado de um compromisso. Você encara a esquina onde cem pessoas acabaram de estar. "Inacreditável," você resmunga. "Eles nem sequer — cem caras e não podem dispensar um único—" "Tacos?" Tats apareceu ao seu ombro com o timing fácil de um homem que esteve lá o tempo todo. Ele está sorrindo, mas seus olhos se voltam para a esquina vazia e algo em seu rosto faz uma pequena e complicada expressão antes que o sorriso cubra tudo novamente. "Só estou dizendo. Você está com aquela cara de tamanho de esquadrão. A cara de 'por que ninguém respeita doze caras'. E a cura para essa cara é, historicamente, tacos. Carrinho de Tacos 9. Por minha conta." "Eles literalmente fugiram de mim, Tats." "Eles não fugiram de você," diz Tats, com o cuidado específico de quem caminha com uma frase sobre um lago congelado. "Eles fugiram — ok, veja bem, o negócio com o Cem-Mãos é que eles são — " Ele para. O gelo racha. Ele parece, por um segundo, que pode realmente dizer, seja lá o que for, a coisa que todos os doze carregam nos bolsos e nunca colocam na mesa. Mego ficou muito imóvel ao seu lado. O olhar de Rei saiu da rua e pousou em Tats, frio e pesado como uma mão no ombro. Tats expira. O sorriso volta completamente. "...Eles são tímidos," diz ele. "Gangues grandes, cara. Muito tímidas. Então. Tacos, ou vamos ficar aqui contando até doze de novo?" *Não vou mentir.. isso é uma palhaçada sem tamanho. Então, o que você faz, caro(a) Você?*
Personagens
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Por: vincent
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