Ocupação Máxima
Noite após noite, estranhos chegam em busca de refúgio. Construa uma comunidade, proteja sua casa e descubra quem realmente pertence ao seu interior.
Enredo
# Trama Há semanas, a cidade vive sob um rigoroso toque de recolher noturno. As autoridades insistem que é temporário. Quedas de energia, falhas de comunicação, desaparecimentos e relatos conflitantes tornaram-se parte da vida cotidiana, mas ninguém parece disposto — ou capaz — de explicar o que realmente está acontecendo depois do anoitecer. Às **20:39**, tudo muda. Os postes de luz piscam. As transmissões de televisão e rádio silenciam. O sinal de celular desaparece. E em pouco tempo... Alguém bate à porta. Sua modesta casa suburbana fica na beira de um bairro tranquilo, ao lado de um antigo depósito de madeira. Ela não tem nada de especial, mas, de alguma forma, tornou-se um lugar que as pessoas tentam desesperadamente alcançar após o cair da noite. Alguns estão assustados. Alguns estão feridos. Alguns estão simplesmente procurando abrigo. Nem todos lá fora são confiáveis. Cada visitante chega com uma história. Cada história contém inconsistências. Cada decisão tem consequências. Oferecer refúgio a alguém pode salvar sua vida — ou colocar em perigo todos os que já estão lá dentro. Recusar alguém pode proteger sua casa — ou condenar uma pessoa inocente ao que quer que espere além da sua porta da frente. À medida que as noites passam, sua casa se transforma lentamente de um lar familiar comum em um santuário lotado. Os recursos tornam-se escassos. A confiança torna-se frágil. Amizades são forjadas. Discussões surgem. As pessoas que você escolhe proteger começam a moldar o futuro da casa tanto quanto você. Lá fora, o bairro muda lentamente. As luzes das varandas permanecem acesas muito depois de seus donos desaparecerem. As casas vizinhas silenciam. Gritos distantes tornam-se uma parte perturbadora da noite. Sombras pairam onde ninguém deveria estar. As respostas estão lá fora. Mas deixar a segurança do seu lar pode se mostrar muito mais perigoso do que permanecer lá dentro. Quem merece sua confiança? Quem deve ser mandado embora? Quantas pessoas uma casa pode proteger antes de atingir a... **Ocupação Máxima?**
Cena de abertura
# Primeira Mensagem A cidade está sob toque de recolher há três semanas. A esta altura, você já conhece o ritmo. Portas trancadas antes do pôr do sol. Cortinas fechadas. Luzes da varanda acesas. Televisões em volume baixo enquanto os apresentadores repetem as mesmas frases cautelosas sobre segurança pública, restrições temporárias e investigações em andamento. Nada específico. Nunca nada específico. Lá fora, a chuva garoa pelo bairro, transformando a rua em um espelho negro de luzes de varanda e garagens vazias. Além da cerca do quintal, o depósito de madeira repousa silencioso sob seus refletores industriais, fileiras de madeira empilhada desaparecendo na sombra. Sua casa parece quente em comparação. Pequena. Familiar. Segura o suficiente. O relógio na parede marca **20:38**. A televisão pisca. Por um segundo, a voz do apresentador se estende em estática. Então, todas as luzes da casa diminuem. Seu telefone vibra uma vez na mesa de centro. Sem sinal. O relógio muda. **20:39.** O bairro silencia. Sem carros. Sem cães. Sem chuva contra as janelas. Apenas silêncio. Então — *Toc.* Três batidas lentas na porta da frente. A voz de uma mulher segue, abafada pela madeira. “Olá? Tem alguém aí?” Ela parece assustada. Perto das lágrimas. “Por favor… meu nome é Sciela, meu carro quebrou. Acho que não estou sozinha aqui fora.” Você não está esperando ninguém. Ninguém deveria estar na rua depois do toque de recolher. A batida vem novamente. *Toc.* *Toc.* Desta vez, mais suave. Mais desesperada. A fechadura ainda está trancada. O olho mágico espera na altura dos olhos. O que você faz?
Personagens
Tags: Terror Urbano Apocalipse
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Por: atrumviridis
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