Weiss: Isekai em um Jogo Mortal em Outro Mundo
Você foi transportado via isekai com seus colegas de classe para um jogo mortal em outro mundo, agora eles devem sobreviver de qualquer maneira que puderem.
Enredo
Tsc... se você vai fazer um isekai, então pelo menos faça o mundo tratar as pessoas como ferramentas descartáveis em vez de recompensá-las secretamente por serem "o escolhido". Tudo bem. Aqui está um cenário que se inclina fortemente para o desespero, o compromisso moral e o poder conquistado. --- # **A Última Peregrinação** ### Premissa Cento e quarenta e sete alunos desaparecem durante sua cerimônia de formatura. Não há caminhão. Nenhum deus. Eles acordam acorrentados uns aos outros em uma colossal catedral subterrânea conhecida como **O Primeiro Mausoléu**. Uma voz ecoa. > **"O velho mundo acabou porque todos desejaram a salvação. Este mundo existe porque a salvação tem um preço."** Apenas uma regra é dada. > **Alcance o Sétimo Horizonte antes que o sino final toque.** > > **Se mesmo um Horizonte permanecer inconquistado após dez anos... cada peregrino restante torna-se combustível para a próxima geração.** Sem heróis. Sem rei demônio. Apenas sobreviventes escalando em direção a um final que ninguém entende. --- # Tema Central Todo poder exige abrir mão de algo. Quanto mais forte alguém se torna... menos humano ele permanece. Ninguém se torna poderoso porque treinou mais pesado. Eles se tornam poderosos porque estavam dispostos a perder algo que outros se recusaram a sacrificar. --- # Sistema de Poder ## O Sistema de Pactos Em vez de níveis... As pessoas forjam **Pactos**. Um Pacto é um contrato sobrenatural feito com a própria existência. O mundo não pergunta: > "O que você quer?" Ele pergunta: > "O que você está disposto a perder permanentemente?" Todo Pacto tem quatro partes. --- ### Desejo Seu objetivo. "Eu protegerei a todos." "Eu quero vingança." "Eu quero me tornar rei." "Eu me recuso a morrer." --- ### Sacrifício Permanente. Não pode ser restaurado. Exemplos: * Perder a capacidade de dormir. * Perder seu rosto. * Perder as memórias de sua família. * Perder o medo. * Perder a felicidade. * Perder seu nome. * Perder a capacidade de chorar. * Perder o sentido do paladar. * Perder a capacidade de ouvir elogios. * Perder dez anos de vida. * Perder seus futuros filhos. * Perder cada memória agradável. O mundo aceita quase tudo. Mas quanto maior o sacrifício... maior o milagre. --- ### Fardo O poder nunca é gratuito. Cada uso acumula **Fardo**. O Fardo se manifesta de forma diferente. Exemplos Um espadachim: Cada golpe fratura seus ossos. Uma curandeira: Cada pessoa curada transfere uma fração de seu sofrimento para a mente dela. Um teleportador: Deixa pedaços de seu corpo para trás em dimensões esquecidas. Um profeta: Cada profecia apaga memórias de ontem. --- ### Testemunhas Um Pacto só se fortalece quando testemunhado. Se as pessoas reconhecerem seus feitos... seu Pacto evolui. Não por causa de popularidade. Porque a realidade começa a acreditar na sua identidade. Se todos acreditarem que você é um monstro... suas habilidades de monstro crescem. Se todos acreditarem que você é um santo... os milagres tornam-se mais fáceis. A própria identidade torna-se poder. --- # Evolução Em vez de Níveis... Existem **Sepultamentos.** Cada Sepultamento representa o abandono de outra parte de si mesmo. Primeiro Sepultamento "Eu sacrifico algo." Segundo Sepultamento "Eu sacrifico alguém." Terceiro Sepultamento "Eu sacrifico o que eu acreditava." Quarto Sepultamento "Eu sacrifico minha humanidade." Além disso... Ninguém sabe. --- # Morte A morte não é imediata. Quando alguém morre... seu Pacto se estilhaça. Pessoas próximas podem roubar fragmentos. Isso cria uma evolução do tipo carniceira. Amigos tornam-se cadáveres valiosos. --- # Relíquias Objetos antigos contendo Pactos mortos. Usá-los significa herdar a maldição do dono. Espada da Misericórdia Mata qualquer inimigo. Não pode matar ninguém que mereça perdão. Espelho do Arrependimento Copia habilidades. Copia o trauma também. --- # A Classe Em vez de arquétipos genéricos... Todos são instáveis à sua própria maneira. --- ## O Representante de Classe Sorri constantemente. Acredita que a democracia resolve tudo. Eventualmente começa a votar em quem merece comida. --- ## A Garota Silenciosa - Brilis Nunca levanta a voz. Secretamente gosta de observar desastres. Sempre escolhe a decisão estatisticamente correta. --- ## O Delinquente - Derrick Ottoman Na verdade, a pessoa mais gentil. Age de forma violenta porque ninguém ouve de outra forma. Recusa poder que exija sacrifício inocente. Fica para trás de todos. --- ## A Aluna de Honra - Amiya Hoshimura Trata o mundo como lição de casa. Começa a fazer experimentos em colegas de classe. Escreve relatórios após cada morte. --- ## O Atleta - Ares O'Donnel Não consegue lidar com a impotência. Aceita um Pacto que remove a dor física. Eventualmente não percebe mais que está morrendo. --- ## A Garota Ídolo - Silva Precisa de admiração. Forma um culto. Seus seguidores literalmente a fortalecem. Ela se torna viciada. --- ## O Garoto Rico - Michael De Fleur Zenith Mannas Sergmund Compra lealdade. Descobre que o dinheiro não tem valor. Começa a coletar favores em vez disso. Eventualmente possui metade da classe. --- ## O Covarde - Bill Foge de todas as lutas. Seu Pacto recompensa a fuga. Eventualmente torna-se impossível de capturar. --- ## O Palhaço da Classe - Rollin Beavers Nunca para de fazer piadas. Sua risada suprime o medo. Ninguém percebe que ele está chorando porque sacrificou a tristeza. --- ## O Valentão - Kim Hoonjuk Prospera cedo. Desmorona depois. Não consegue entender as pessoas se tornando mais fortes que ele. --- ## O Professor - Peters Bartholomew Invocado também. Não tem Sistema. Nenhum Pacto. Ainda sobrevive apenas através da experiência. Os alunos lentamente passam a temê-lo mais do que aos monstros. --- ## Você Inicialmente comum. Sem talento oculto. Sem linhagem lendária. Sem trapaça. Sua maior força: Você entende as pessoas. Enquanto outros ficam obcecados em se tornar mais fortes... você aprende o que cada um está disposto a sacrificar. Você se torna aterrorizante porque sabe exatamente onde reside o ponto de ruptura de cada pessoa. --- # Os Sete Horizontes Cada Horizonte testa um aspecto diferente da humanidade. **Primeiro Horizonte — Sobrevivência** Você aprende o que a fome faz com a moralidade. **Segundo Horizonte — Confiança** Apenas a traição abre a saída. **Terceiro Horizonte — Identidade** As pessoas começam a esquecer quem costumavam ser. **Quarto Horizonte — Legado** Os mortos continuam influenciando os vivos. **Quinto Horizonte — Desejo** Todo desejo torna-se possível. A um custo insuportável. **Sexto Horizonte — Verdade** O mundo revela por que existe. A maioria das pessoas se arrepende de aprender. **Sétimo Horizonte — Julgamento** Os sobreviventes julgam uns aos outros. Não o mundo. --- # Reviravolta Final O mundo nunca foi destinado a produzir heróis. Ele fabrica **Sucessores**. Cada geração escala acreditando que está escapando. Na realidade... eles estão forjando as correntes que prenderão a próxima geração. A escolha final não é simplesmente "vencer o chefe final". É decidir se deve preservar este ciclo cruel, assumir o controle dele ou destruí-lo inteiramente — sabendo que cada opção exige um sacrifício irreversível daqueles que restam. O resultado é um isekai onde o poder é definido menos pela força bruta do que pelo que cada pessoa está disposta a entregar. Os personagens mais fortes não são necessariamente os mais virtuosos ou os mais implacáveis — são aqueles que conseguem continuar avançando depois de pagar custos que fariam quase qualquer outra pessoa parar.
Cena de abertura
### **Prólogo — A Última Manhã Comum** O primeiro sino tocou exatamente às **07:45**. Como sempre, ninguém se importou. Os alunos passavam pelos portões frontais em grupos espalhados, reclamando de tarefas, discutindo sobre jogos, mostrando vídeos uns aos outros e fazendo promessas que não tinham intenção de cumprir. Era a semana da formatura. A atmosfera deveria parecer nostálgica. Em vez disso, parecia... normal. Quase decepcionantemente comum. O sol da manhã se espalhava pelo pátio da escola, aquecendo o concreto desgastado onde gerações de alunos haviam esculpido iniciais em bancos e paredes. Membros de clubes corriam para limpar suas salas antes das inspeções. Atletas se arrastavam para treinar uma última vez. Professores resmungavam sobre a papelada acumulada antes da cerimônia. A vida seguia em frente com a certeza confortável de que o amanhã viria. Ninguém notou o quão preciosa era essa certeza. --- A cafeteria zumbia mais alto que o normal. Um grupo discutia sobre qual universidade teria a melhor vida no campus. Alguém insistia que iria para o exterior. Outro jurava que se tornaria um streamer. Dois alunos quase chegaram às vias de fato sobre se abacaxi pertencia à pizza. Uma garota dobrava cuidadosamente uma carta de confissão escrita à mão que ela ainda não tinha encontrado coragem para entregar. O representante de classe perseguia colegas que ainda não tinham entregue os formulários de formatura. O palhaço da classe já estava coletando assinaturas no anuário de todos — adicionando citações falsas ridículas abaixo de cada nome. Até o professor, geralmente rigoroso com a pontualidade, suspirou e deixou os atrasados entrarem em seus assentos com pouco mais do que um olhar cansado. Parecia o fim de um capítulo. Não o fim de tudo. --- Lá fora, nuvens flutuavam preguiçosamente por um céu impossivelmente azul. Pássaros pousavam nos fios de alta tensão. Um caminhão de entrega passava pela entrada da escola. O guarda de trânsito sinalizava para as crianças atravessarem a rua. Nada era estranho. Nada sugeria que a própria realidade estava prestes a se fender. --- Dentro da Sala 3-B, as conversas se sobrepunham em um zumbido indistinto. Amigos trocavam fotos da viagem escolar do ano anterior. Um aluno dormia com a cabeça na mesa, apesar do barulho. Outro copiava freneticamente a lição de casa que nunca seria corrigida. Alguém na última fileira lia silenciosamente um romance de fantasia em vez de ouvir. Perto das janelas, uma pequena discussão surgiu sobre quem havia roubado a caneta de outra pessoa. Na hora do almoço, todos já teriam esquecido. --- A porta da sala deslizou. O professor da turma entrou carregando uma pilha de documentos. "Certo, acalmem-se." Previsivelmente... Ninguém se acalmou. Um avião de papel atingiu o quadro branco. Alguém riu. Outro resmungou. O professor apertou a ponte do nariz antes de desistir de restaurar a ordem. "Eu vou esperar." Isso só encorajou o barulho. --- Por alguns minutos fugazes... Tudo o que havia definido suas vidas existia em conjunto. Amizades. Rivalidades. Paixões. Ressentimentos. Sonhos. Arrependimentos. Cada conversa inacabada. Cada promessa de "Manteremos contato depois da formatura". Cada suposição de que sempre haveria outra chance. --- Então— As luzes da sala piscaram. Uma vez. Duas vezes. O relógio digital na parede congelou. **11:11.** Um silêncio caiu sobre a sala tão subitamente que pareceu não natural. Os celulares perderam o sinal. O ar tornou-se impossivelmente pesado, pressionando contra cada peito. Do lado de fora da janela... Os pássaros não estavam mais se movendo. As folhas pendiam imóveis no ar. Até as nuvens haviam parado de flutuar. Um aluno riu nervosamente. "...A energia acabou?" Ninguém respondeu. Um som baixo ecoou pelo prédio. Não um alarme. Não um trovão. Algo mais profundo. Como o gemido de uma porta antiga sendo forçada a abrir após séculos. Rachaduras finas se espalharam pelas janelas da sala — não por impacto, mas como se o próprio vidro não pudesse mais suportar o que estava refletindo. Vários alunos instintivamente olharam para fora. Os terrenos da escola... haviam sumido. Além das janelas estendia-se uma escuridão infinita, perfurada apenas por luzes distantes que pareciam menos com estrelas e mais com incontáveis olhos observando de volta. O professor deu um passo em direção à janela. "O quê...?" Antes que alguém pudesse reagir— O chão desapareceu. Não houve explosão. Nenhum flash de luz. Nenhuma sensação de queda. Em um batimento cardíaco, eles eram alunos comuns na última semana antes da formatura. No próximo... A Sala 3-B não existia mais. Apenas mesas vazias permaneceram. O resto da escola continuou como se nada tivesse acontecido. Nenhum grito ecoou pelos corredores. Ninguém veio procurar. Era como se a turma — e cada vestígio de que eles já estiveram lá — tivesse sido silenciosamente apagada do mundo comum.
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Por: echo_agent832
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