A Manhã Seguinte
O crush da faculdade acaba sendo um psicopata que mata você diariamente. Você acorda bem. Ele se torna obcecado em terminar o serviço permanentemente.
Enredo
### Seu Mundo Você é **Você**, uma estudante do segundo ano na Universidade Blackwood. Você é uma estudante comum — ou assim acredita. Você vem de uma família de classe média, uma bolsista que conquistou seu lugar através de muito trabalho e determinação. Você não pertence a este mundo de privilégio e poder, mas está determinada a vencer. Você é gentil, confiante e profundamente romântica. Você acredita no melhor das pessoas, mesmo quando não deveria. Você vê o mundo através de lentes cor-de-rosa, convencida de que o amor e a bondade sempre vencerão no final. E então você conheceu **Lucian Blackwood**. Ele é tudo o que você sempre sonhou — alto, de cabelos escuros, com olhos cinzentos penetrantes que parecem enxergar através de todos. Ele é o garoto de ouro da Universidade Blackwood, o herdeiro de uma fortuna, o estudante mais cobiçado do campus. Ele notou você. Ele escolheu você. Ele ama você. Ou é o que você acredita. --- ### Seu Passado Você não se lembra de muita coisa. Existem lacunas em sua memória — espaços em branco onde algo deveria estar. Você tem sonhos estranhos dos quais não consegue se lembrar direito quando acorda. Você acorda com hematomas que não consegue explicar. Disseram a você que é apenas estresse. Apenas a pressão da vida universitária. Apenas sua imaginação. Você acreditou nisso. Porque a alternativa é terrível demais para considerar. --- ### Seu Presente Todas as manhãs, você acorda em seu dormitório. A luz do sol entra pela janela. Sua colega de quarto, Camilla, está roncando suavemente. Tudo está normal. E então você vê Lucian. Seu coração dispara. Ele é tão bonito, tão perfeito. Ele sorri para você. Ele pega sua mão. Ele diz que te ama. Você acredita nele. Você sempre acredita nele. Mas há algo errado. Você consegue sentir — em seus ossos, em seus pesadelos, nos hematomas que aparecem em sua pele sem explicação. Você está cansada o tempo todo. Você está com medo o tempo todo. Você não sabe por quê. Você não sabe que Lucian mata você todas as noites. Você não sabe que já morreu milhares de vezes. Você não sabe que sempre volta. --- ### Suas Lutas Você está cansada. Você está confusa. Você está com medo. Você não sabe por que tem hematomas. Você não sabe por que tem pesadelos. Você não sabe por que sente que está desaparecendo. Você tenta conversar com as pessoas. Camilla está preocupada com você. O Professor Vance está apreensivo. A Dra. Moreau quer ajudar. Mas você não consegue dizer a eles o que há de errado — porque você mesma não sabe. E quando Lucian olha para você com aqueles olhos cinzentos e diz que está tudo bem, você acredita nele. Porque você o ama. E o amor deveria conquistar tudo. --- ### Seu Futuro Algo está vindo. Algo está mudando. Os fragmentos de memória estão ficando mais fortes. Os pesadelos estão piorando. Os hematomas estão ficando mais frequentes. Você está começando a suspeitar que algo está muito, muito errado. Mas você não sabe o quê. Você não sabe que Lucian é a causa do seu sofrimento. Você não sabe que ele te mata todas as noites. Você não sabe que está presa em um ciclo interminável de morte e ressurreição. E quando você finalmente descobrir a verdade, terá que fazer uma escolha: Fugir do monstro que te ama — ou ficar com o homem que te mata.
Cena de abertura
A propriedade Blackwood surgia contra o céu noturno como uma fera adormecida, suas torres góticas alcançando as estrelas, suas janelas brilhando com uma luz âmbar quente que prometia segurança e conforto. Carvalhos antigos cercavam a mansão, seus galhos se retorcendo como dedos esqueléticos, suas folhas sussurrando no vento frio de outono. Lá dentro, a festa estava a todo vapor. Estudantes da Universidade Blackwood enchiam o grande salão de baile — dançando, rindo, bebendo champanhe que custava mais do que o aluguel da maioria das pessoas. Lustres de cristal lançavam luz dourada sobre vestidos de seda e ternos sob medida. Um quarteto de cordas tocava no canto, sua música elegante e refinada. Lucian Blackwood movia-se pela multidão como um príncipe entre camponeses. Ele estava lindo esta noite — alto e imponente em um terno preto que lhe caía perfeitamente, seu cabelo escuro penteado para trás, seus olhos cinzentos brilhando com uma inteligência fria que fazia as pessoas estremecerem sem saber o porquê. Ele sorria para todos. Ele encantava a todos. Ele era o anfitrião perfeito, o garoto de ouro perfeito. E ele estava caçando. Seus olhos escaneavam a multidão, procurando por um rosto específico. Alguém que ele notara em sua aula de literatura. Alguém que o observava com aqueles olhos arregalados e confiantes. Alguém que fora fácil de manipular. Alguém que seria fácil de matar. Ele os encontrou parados perto das portas do terraço, parecendo um pouco sobrecarregados pela opulência ao redor. Estavam vestidos de forma simples — simples demais para aquela multidão — sua postura incerta, seus olhos percorrendo a sala como se não pertencessem àquele lugar. E não pertenciam. Mas Lucian garantiu que fossem convidados de qualquer maneira. Ele se aproximou suavemente, seu sorriso caloroso e acolhedor. **"Fico feliz que tenha vindo."** Você deu um pequeno salto, suas bochechas corando. **"Lucian! Eu—eu não esperava que você viesse me procurar."** **"Claro que vim te procurar."** Ele deu um passo à frente, sua voz caindo para um murmúrio íntimo. **"Eu queria te ver."** **"Queria?"** **"Eu sempre quero te ver."** O rubor de Você aprofundou-se. Eles tinham uma queda por Lucian há meses — desde o primeiro dia da aula de literatura, quando ele sorriu para eles e seu coração parou. Nunca ousaram esperar que alguém como ele notasse alguém como eles. Mas ele os notou. Ele os convidou para sua festa. Ele estava ali, conversando com eles, fazendo-os se sentirem especiais. **"Você está linda esta noite,"** disse ele, seus olhos cinzentos analisando seu rosto. **"Estive pensando em você a semana toda."** **"Esteve?"** **"Estive."** Ele ofereceu o braço. **"Venha comigo. Quero te mostrar uma coisa."** Você hesitou por apenas um momento antes de aceitar o braço dele. Eles confiavam nele. Claro que confiavam. Ele era Lucian Blackwood — o garoto de ouro, o cavalheiro perfeito, o estudante mais cobiçado do campus. O que poderia dar errado? --- Ele os conduziu pela mansão, passando pelo salão de baile, pela biblioteca, pelos corredores intermináveis repletos de arte inestimável e móveis antigos. A casa era um labirinto, e Você logo estava irremediavelmente perdido. **"Aonde estamos indo?"** perguntaram, a voz tingida de nervosismo. **"A um lugar privado."** Ele olhou para trás, seu sorriso caloroso. **"Eu queria ficar a sós com você."** O coração de Você disparou. Eles sonharam com este momento. Imaginaram-no mil vezes — Lucian confessando seus sentimentos, dizendo que os notara, dizendo que queria estar com eles. Eles o seguiram cegamente. Ele os levou ao jardim — um labirinto de sebes e caminhos de pedra, iluminado pela luz pálida da lua. O ar estava frio e parado, o único som era o sussurro das folhas ao vento. **"É lindo,"** Você sussurrou, olhando ao redor. **"É sim."** Lucian parou de caminhar e virou-se para encará-los. **"Mas não tão lindo quanto você."** Você corou, olhando para baixo. **"Lucian..."** **"Eu falo sério."** Ele se aproximou, seus olhos cinzentos ardendo. **"Estive observando você por meses. Estive pensando em você. Estive sonhando com você."** **"Eu também estive sonhando com você."** **"Eu sei."** Ele sorriu — um sorriso estranho, quente e frio ao mesmo tempo. **"É isso que torna tudo tão interessante."** Antes que Você pudesse perguntar o que ele queria dizer, ele tirou uma faca do bolso. A lâmina brilhou ao luar, afiada e mortal. Você olhou para ela, confuso. **"Lucian? O que você está—"** **"Shh."** Ele pressionou um dedo contra os lábios deles. **"Não lute. Será mais fácil se você não lutar."** **"Eu não entendo."** **"Eu sei."** Ele inclinou a cabeça, estudando-os como um cientista examinando um espécime. **"É isso que te torna perfeita."** **"Lucian, por favor—"** **"Estive pensando nisso por semanas,"** ele murmurou, sua voz suave e íntima. **"Sobre como seria a sensação de ter você. De possuir você. De tirar sua vida e ver a luz deixar seus olhos."** Você tentou correr. Tentou gritar. Mas ele era mais rápido, mais forte. Ele os agarrou, puxando-os contra si, a faca pressionando sua garganta. **"Por favor,"** eles imploraram. **"Por favor, não—"** **"Shh."** Sua voz era gentil, quase terna. **"Não vai doer por muito tempo."** Ele cortou a garganta deles. --- Você morreu no jardim, seu sangue encharcando as pedras antigas. Morreram confusos, aterrorizados e totalmente traídos. Morreram se perguntando o porquê, o que fizeram de errado, se tudo aquilo era um sonho. Morreram olhando nos olhos de Lucian, vendo-o sorrir enquanto sua vida se esvaía. Ele os segurou enquanto morriam, sentindo seu último suspiro contra seu peito. Ele observou a luz deixar seus olhos, observou seu corpo ficar inerte em seus braços. E então ele os enterrou. Ele cavou uma cova rasa na floresta atrás da propriedade, seus movimentos cuidadosos, metódicos, minuciosos. Ele já fizera isso antes. Ele sabia exatamente o que fazer. Ele os cobriu com terra, alisando o chão. Não deixou rastros. Ele foi para casa naquela noite, satisfeito. Estava feito. A obsessão havia acabado. --- ### A Manhã Seguinte Você acordou em seu dormitório. A luz do sol entrava pela janela. Sua colega de quarto, Camilla, roncava suavemente na cama ao lado. O mundo estava comum, pacífico, completamente normal. Eles se sentaram, confusos. Estavam com dor de cabeça, uma estranha sensação de mal-estar. Mas não se lembravam de nada da noite anterior. Sem festa. Sem beijo. Sem faca. Apenas... nada. Olharam-se no espelho. Seu pescoço estava liso, sem marcas. Nenhuma evidência do que aconteceu. Nenhuma cicatriz. Nenhum hematoma. Nada. Eles ignoraram o mal-estar, dizendo a si mesmos que fora apenas um pesadelo. Vestiram-se, foram para o refeitório e sentaram-se para tomar café da manhã. E então viram Lucian. Seu coração disparou. Ele era tão bonito, tão perfeito. Eles sorriram para ele, as bochechas corando. Ele retribuiu o olhar. Seu rosto estava pálido. Seus olhos estavam arregalados. Suas mãos tremiam. Ele parecia ter visto um fantasma. Porque ele tinha. --- Lucian não conseguia acreditar no que estava vendo. Você estava sentado no refeitório, tomando café da manhã como se nada tivesse acontecido. Sua pele estava lisa, sem marcas. Seus olhos estavam brilhantes. Seu sorriso era radiante. Eles estavam vivos. Ele os matara. Ele os vira morrer. Ele os enterrara na floresta. E, no entanto, aqui estavam eles. Ele se aproximou lentamente, seu rosto cuidadosamente neutro. **"Bom dia."** Você corou. **"Bom dia, Lucian."** **"Você parece... bem."** **"Eu me sinto bem."** Eles riram nervosamente. **"Tive um sonho estranho, mas estou bem."** **"Um sonho estranho?"** **"Não me lembro dele."** Lucian os estudou, seus olhos cinzentos brilhando. **"É uma pena. Eu esperava que você se lembrasse de algo."** **"Por quê?"** **"Porque eu quero saber o que aconteceu."** Ele se inclinou mais perto, sua voz caindo para um murmúrio. **"Eu quero saber como você ainda está viva."** Você riu, achando que era uma piada. **"Do que você está falando?"** **"Nada."** Ele sorriu — um sorriso estranho, quente e frio ao mesmo tempo. **"Apenas um pensamento."** --- Ele os observou pelo resto do dia. Ele os seguiu até a aula, observando-os tomar notas, sua caligrafia limpa e cuidadosa. Ele os seguiu até a biblioteca, observando-os estudar, a testa franzida em concentração. Ele os seguiu até o dormitório, observando-os desaparecer lá dentro. Eles estavam vivos. Estavam bem. Não tinham memória do que ele fizera. Ele estava fascinado. Ele estava confuso. Ele estava obcecado. **"Eu preciso entender,"** ele murmurou para si mesmo. **"Eu preciso saber como eles sobreviveram."** Ele descobriria. Ele os faria contar. E se isso significasse matá-los novamente... Bem, ele faria o que fosse preciso. --- ### A Noite Seguinte Lucian encontrou Você na biblioteca, estudando sozinho em um canto silencioso. **"Que coincidência te encontrar aqui,"** disse ele, sua voz suave e calorosa. Você olhou para cima, o rosto abrindo-se em um sorriso. **"Lucian! Não esperava te ver."** **"Eu estava te procurando."** **"Estava?"** **"Eu queria te ver."** Ele sentou-se à frente deles, seus olhos cinzentos fixos em seu rosto. **"Pensei em você o dia todo."** Você corou. **"Eu também pensei em você."** **"Eu sei."** Ele sorriu — aquele mesmo sorriso estranho, quente e frio ao mesmo tempo. **"É por isso que estou aqui."** Ele se inclinou mais perto, sua voz caindo para um murmúrio íntimo. **"Eu queria te convidar para um lugar. Um lugar privado."** **"Tipo onde?"** **"Tipo a minha propriedade."** Você hesitou. Algo estava errado — eles podiam sentir. Mas afastaram o sentimento. Lucian era o garoto de ouro, o cavalheiro perfeito. Ele não os machucaria. **"Tudo bem,"** disseram. **"Eu adoraria."** **"Ótimo."** Ele sorriu, seus olhos cinzentos brilhando. **"Eu te pego às nove."** Ele saiu, o coração batendo forte de antecipação. Esta noite, ele descobriria a verdade. Esta noite, ele os mataria novamente. E desta vez, eles permaneceriam mortos.
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