Os sete dias: Arena Zero

As câmeras estão observando. As criaturas estão famintas. O relógio chega a zero em sete dias. Sem segundas chances

Enredo

Arena Zero | Resumo do Mundo :root{ --primary:#1A1A2E; --accent:#E94560; --threat:#16213E; --safe:#0F3460; --text:#E8E8EE; --muted:#9EA7BE; } *{ box-sizing:border-box; margin:0; padding:0; } body{ background:#090910; font-family:Segoe UI,Arial,sans-serif; color:var(--text); display:flex; justify-content:center; padding:40px; } .world-card{ width:1100px; background:linear-gradient(180deg,#1A1A2E,#11111F); border:2px solid var(--accent); border-radius:16px; overflow:hidden; box-shadow: 0 0 35px rgba(233,69,96,.25), inset 0 0 40px rgba(255,255,255,.02); } .header{ background:linear-gradient(90deg,#121220,#E94560); padding:28px 36px; border-bottom:2px solid rgba(255,255,255,.08); position:relative; } .header::after{ content:"VIGILÂNCIA AO VIVO"; position:absolute; right:30px; top:18px; color:rgba(255,255,255,.25); letter-spacing:4px; font-size:11px; } .header h1{ font-size:34px; letter-spacing:3px; color:white; } .header p{ color:#d7d7e6; margin-top:8px; } .grid{ display:grid; grid-template-columns:repeat(auto-fit,minmax(470px,1fr)); gap:22px; padding:28px; } .section{ border-radius:12px; overflow:hidden; border:1px solid rgba(255,255,255,.08); } .section h2{ padding:14px 18px; text-transform:uppercase; letter-spacing:2px; font-size:15px; } .section .content{ padding:18px; line-height:1.7; color:#E8E8EE; } .countdown{ background:#38121b; } .countdown h2{ background:var(--accent); } .arena{ background:var(--primary); } .arena h2{ background:#242445; } .biomes{ background:var(--safe); } .biomes h2{ background:#165087; } .creatures{ background:var(--threat); } .creatures h2{ background:#20355e; } .contestants{ background:var(--primary); } .contestants h2{ background:#34345d; } .rules{ background:var(--threat); } .rules h2{ background:var(--accent); } ul{ margin-left:20px; margin-top:12px; } li{ margin-bottom:10px; } strong{ color:var(--accent); } .safe{ color:#8fd8ff; } .warning{ color:#ff6b80; font-weight:bold; } .footer{ border-top:1px solid rgba(255,255,255,.08); padding:18px 30px; text-align:center; background:#10101d; color:#8d97b2; font-size:13px; letter-spacing:2px; } .badge{ display:inline-block; border:1px solid var(--accent); padding:6px 12px; border-radius:999px; margin-top:10px; color:var(--accent); font-size:12px; letter-spacing:2px; } Seu dispositivo não suporta vídeo incorporado. ARENA ZERO Briefing Oficial do Mundo | Evento de Transmissão Autorizado pelo Governo TODAS AS CÂMERAS ATIVAS 1 • A CONTAGEM REGRESSIVA Sete dias até a extração. No 7º dia, ao meio-dia, o helicóptero chega. Apenas aqueles que estiverem no heliponto sobrevivem. Cada nascer do sol remove mais 24 horas da contagem regressiva. O relógio nunca para. 2 • A ARENA O centro da ilha contém um quarteirão de cidade em ruínas disposto em um círculo perfeito. O heliponto fica bem no seu coração. Cinco pontes eventualmente conectam todos os biomas à arena. A travessia central permanece selada até o 6º Dia. Até lá, os portões da arena não podem ser acessados. A arena não contém nenhuma criatura. A arena não contém nenhum recurso. Seu propósito é matar os sobreviventes de fome lentamente enquanto força o confronto antes da extração. 3 • OS BIOMAS Seis zonas ambientais distintas compõem a Arena Zero. Grande Floresta (Norte) Copa escura, árvores antigas, crepúsculo perpétuo. Planícies Intermináveis (Nordeste) Campos dourados com visibilidade ilimitada e quase nenhuma cobertura. Arquipélago Costeiro (Sudeste) Ilhas espalhadas, água cristalina e predadores à espreita sob a superfície. Pântanos (Sudoeste) Água na altura da cintura, doenças e ameaças invisíveis atacando por baixo. Deserto Calcinado (Noroeste) Terra rachada, temperaturas extremas e quase nenhum recurso utilizável. Portões de Bioma Mover-se entre as regiões requer sobreviver a obstáculos físicos, incluindo paredes, cordas bambas, balanços de corda e outros perigos de travessia. Atravesse ou morra tentando. 4 • AS CRIATURAS A Arena Zero combina dinossauros ressuscitados com predadores híbridos geneticamente modificados. Nada existe naturalmente. Tudo caça. Velociraptores caçam em bandos coordenados usando chilreios estranhos. Cobras constritoras enormes esperam silenciosamente nas árvores. Pterodáctilos patrulham constantemente os céus. Híbridos de urso-lobo possuem escamas blindadas e agressão implacável. Híbridos de tubarão-crocodilo arrastam presas para debaixo d'água. Monstruosidades de polvo-crocodilo emergem sem aviso. Híbridos de escorpião do tamanho de cães dominam o deserto. Vermes da areia nadam sob a própria terra. Nada é seguro. Tudo está caçando. 5 • OS COMPETIDORES Vinte competidores entram. Existe apenas um assento no helicóptero. Alianças podem se formar. A traição é esperada. Alguns competidores esperarão até que outros enfraqueçam antes de atacar. A confiança é um fardo. Cada competidor usa uma pulseira numerada. As câmeras nunca param de gravar. Competidores Confirmados MARCUS "TANK" BRICKHOUSE — Um fisiculturista violento em busca de assassinato legal. AALIYAH COLEMAN — Uma jovem de 18 anos se afogando em desespero. SARGENTO DYLAN "GHOST" KRAUSE — Um soldado desonrado tratando a Arena Zero como mais uma missão militar. Os Gêmeos Brennan — JAKOB e LENA, competindo para salvar a vida do pai. DOMINIQUE "DOC" HAYES — Uma enfermeira demitida incapaz de abandonar pessoas necessitadas. Os doze competidores restantes serão revelados ao longo da história. 6 • AS REGRAS Sem extração médica. Sem assistência externa. Sem desistências. O contrato de participação é inflexível. Cada ação é monitorada por vigilância ao vivo. Milhões assistem a cada transmissão. A morte é entretenimento. O helicóptero parte precisamente ao meio-dia do 7º Dia. Sem exceções. Sem atrasos. Sobreviva... ou seja deixado para trás. ARENA ZERO • BRIEFING MUNDIAL • PROPRIEDADE DA AUTORIDADE DE TRANSMISSÃO • TODOS OS COMPETIDORES SOB VIGILÂNCIA CONTÍNUA

Cena de abertura

**[PRESENTE - O BARCO]** A água salgada bate na lateral do barco, encharcando seu rosto. Você pisca para tirar o ardor dos olhos, cospe a salmoura dos lábios e se pergunta — não pela primeira vez — que diabos está fazendo aqui. A pergunta tem te seguido há semanas. Ela te seguiu pelo apartamento vazio com o aviso de despejo colado na porta. Ela te seguiu pelo centro de emprego onde a mulher atrás do balcão deu de ombros e disse que "manteriam você no arquivo". Ela te seguiu por cada e-mail de rejeição, cada silêncio, cada noite deitado acordado calculando quantos dias faltavam para o dinheiro acabar completamente. Você precisa disso. Não quer — precisa. Há uma diferença, e você está vivendo nela. Três semanas atrás, você viu o anúncio. Colado em um poste de luz entre o escritório de desemprego e o supermercado onde você não podia comprar nada. Cores vivas. Texto em negrito. **ARENA ZERO** **SETE DIAS. UM MILHÃO DE DÓLARES.** **SOBREVIVA. VENÇA. MUDE SUA VIDA.** Você já tinha ouvido falar do programa, claro. Todo mundo já tinha. A maior transmissão do país. Vinte competidores. Uma ilha remota. Coisas que antes estavam extintas caçando-os por esporte. Você assistia às promos como todo mundo — a música dramática, os quase acidentes, os vencedores emergindo com aquele olhar de triunfo chocado. Entretenimento. Espetáculo. O problema de outra pessoa. Você nunca tinha assistido a um episódio de verdade. Parecia errado. Ver pessoas sofrendo por dinheiro parecia errado. Mas, parado ali com o aluguel atrasado, a conta bancária vazia e a data de despejo circulada em vermelho no seu calendário, o errado não importava mais. Você ligou para o número. --- **[FLASHBACK - TRÊS SEMANAS ATRÁS]** O escritório cheirava a café queimado e desespero. O seu, principalmente. A mulher atrás da mesa tinha dentes perfeitos e um sorriso que não alcançava os olhos. Ela deslizou o contrato pela mesa — páginas e páginas de letras miúdas que se embaralhavam. "Assinatura aqui", disse ela. "Impressão digital aqui. E aqui." Ela não mencionou as criaturas. Ela não mencionou as outras dezenove pessoas que lutariam pelo mesmo assento. Ela não mencionou que "sobrevivência" era uma palavra que significava coisas diferentes para pessoas diferentes. --- Ela apenas disse: "Um milhão de dólares. Sete dias. Sobrevivência simples." Você assinou. A mulher pegou o contrato de volta, carimbou-o com um floreio e te entregou um cartão de visita. "Entraremos em contato." Ela nunca mencionou que o contrato era inflexível. Que desistir era impossível. Que "simples" era uma mentira. Mas o dinheiro era real. Um milhão de dólares. O suficiente para recomeçar. O suficiente para respirar de novo. Você assinou mesmo assim. --- **[PRESENTE - O BARCO]** A água salgada bate no seu rosto de novo. Você está sentado em um banco de metal em um pequeno barco de alumínio, do tipo que se veria amarrado em um píer de pesca em casa. Em casa. Parece que aquela vida pertence a outra pessoa agora. Alguém que tinha um emprego. Um apartamento. Um futuro. A mochila pesa em seus ombros. Faca. Cantil. Duas latas de comida. Lanterna. Tudo o que você possui. Tudo o que pode te manter vivo nos próximos sete dias. Ao seu redor, os outros competidores sentam-se em silêncio. Você não olha para eles. Você pode senti-los — o arrastar de pés nervosos, a tosse ocasional, alguém respirando rápido demais. O som de pessoas que sabem que estão presas, mas assinaram mesmo assim. Você conhece o sentimento. A ilha cresce no horizonte. Mesmo daqui, você pode ver sua geografia mudando — floresta densa e escura ao norte, planícies douradas se estendendo a leste, o brilho da água ao sul. Terrenos diferentes. Biomas diferentes. Maneiras diferentes de morrer. O anúncio soou pelos alto-falantes do barco há vinte minutos. Seis zonas distintas. Cinco portões de obstáculos. Uma arena central. O helicóptero chega em sete dias. Você não sabe para que parte da ilha está indo. Você só sabe que está cheia de coisas que querem te matar. Os motores diminuem a velocidade. À distância, você pode ver outros barcos cortando a água. Espalhando-se. Cada um levando competidores para diferentes pontos de desembarque. Todos vocês começando em lugares diferentes, correndo em direção ao mesmo final. A costa da ilha surge à vista — docas rochosas saindo da margem, já lotadas de figuras. Os outros barcos também estão chegando. Todos os vinte de vocês, reunindo-se em um lugar antes que eles os espalhem pela Arena Zero. Você pode vê-los agora. Vinte pessoas que assinaram contratos que não leram por dinheiro que precisam desesperadamente. Uma figura enorme se destaca da multidão, braços cruzados, cabeça raspada, uma tatuagem subindo pelo pescoço. Ele parece alguém que já fez isso antes. --- **[PRESENTE - AS DOCAS]** O barco desliza em direção à plataforma, e você tem sua primeira visão real deles. Vinte pessoas reunidas nas rochas como se estivessem esperando pelo julgamento. Alguns estão de pé, peito estufado, prontos. Outros se encolhem uns contra os outros, tentando desaparecer. Todos eles estão fingindo que não estão apavorados. Uma mulher perto da frente chama sua atenção — jovem, talvez mal maior de idade, tranças escuras presas para trás, olhos examinando a multidão com aquele terror específico que vem de estar completamente fora de seu elemento. Ela é jovem demais para isso. Você pode ver na maneira como suas mãos não param de tremer. Ao lado dela, um homem com um corte de cabelo militar e olhos vazios está completamente imóvel. Imóvel demais. Como se estivesse contando as saídas. Como se estivesse catalogando ameaças. Ele não olha para ninguém, mas você sente que ele está vendo tudo. Duas pessoas que parecem idênticas estão juntas — um homem e uma mulher, ambos magros e queimados de sol. Eles se inclinam um para o outro, sussurrando, uma mão repousando protetoramente no ombro do outro. O que quer que aconteça, acontece com os dois. O grandão — o tanque careca que você viu antes — ri de alguma coisa. Não com ninguém. Deles. Sua risada soa como um aviso. Uma mulher negra com cabelos grisalhos ajeita os óculos e aperta uma pequena bolsa contra o peito como se estivesse cheia de tudo o que importa. Ela parece uma enfermeira. Ela parece alguém que ajuda as pessoas. Você se pergunta se alguém vai ajudá-la. A multidão se move e flui uns ao redor dos outros — movimentos profissionais e calculados de alguns, arrastar nervoso de outros. Você tem vislumbres: um cara com tatuagens de prisão e nós dos dedos com cicatrizes, um adolescente que não pode ter mais de vinte e dois anos, um homem mais velho com um colarinho de padre e absolutamente nada nele que sugira fé. A Arena Zero atrai todos os tipos. Tipos desesperados. Os barcos começam a se mover novamente, espalhando-se para diferentes pontos ao longo da costa. Sua embarcação se afasta do grupo principal, indo para o norte em direção à linha das árvores onde a floresta começa. Os outros barcos se espalham como sementes lançadas por uma mão louca — leste, sul, oeste, norte. Biomas diferentes. Começos diferentes. Mesmo final. Os motores zumbem. A ilha espera. Um alto-falante estala acima, e uma voz — suave, quente, profissional — enche o ar. Leva um segundo para você reconhecê-la. Você a ouviu em promos. Em anúncios. No fundo da sua vida por meses. "Bom dia, competidores. Bem-vindos à Arena Zero." A voz pausa para efeito. O tipo de pausa que sabe que está sendo ouvida. "Vocês estão prestes a entrar no lugar mais perigoso da Terra. Atrás de mim está tudo o que vocês precisam para sobreviver. Na minha frente está tudo o que vocês precisam para escapar. O helicóptero chega em sete dias. Meio-dia. Sétimo Dia. Se você não estiver naquele heliponto, você não vai embora." Um helicóptero passa por cima, voando em direção ao centro da ilha. Fazendo uma declaração. Fazendo uma promessa. --- **[PRESENTE - AS DOCAS]** O barco desliza em direção à plataforma, e você tem sua primeira visão real deles. Vinte pessoas reunidas nas rochas como se estivessem esperando pelo julgamento. Alguns estão de pé, peito estufado, prontos. Outros se encolhem uns contra os outros, tentando desaparecer. Todos eles estão fingindo que não estão apavorados. Uma mulher perto da frente chama sua atenção — jovem, talvez mal maior de idade, tranças escuras presas para trás, olhos examinando a multidão com aquele terror específico que vem de estar completamente fora de seu elemento. Ela é jovem demais para isso. Você pode ver na maneira como suas mãos não param de tremer. Ao lado dela, um homem com um corte de cabelo militar e olhos vazios está completamente imóvel. Imóvel demais. Como se estivesse contando as saídas. Como se estivesse catalogando ameaças. Ele não olha para ninguém, mas você sente que ele está vendo tudo. Duas pessoas que parecem idênticas estão juntas — um homem e uma mulher, ambos magros e queimados de sol. Eles se inclinam um para o outro, sussurrando, uma mão repousando protetoramente no ombro do outro. O que quer que aconteça, acontece com os dois. O grandão — o tanque careca que você viu antes — ri de alguma coisa. Não com ninguém. Deles. Sua risada soa como um aviso. Uma mulher negra com cabelos grisalhos ajeita os óculos e aperta uma pequena bolsa contra o peito como se estivesse cheia de tudo o que importa. Ela parece uma enfermeira. Ela parece alguém que ajuda as pessoas. Você se pergunta se alguém vai ajudá-la. A multidão se move e flui uns ao redor dos outros — movimentos profissionais e calculados de alguns, arrastar nervoso de outros. Você tem vislumbres: um cara com tatuagens de prisão e nós dos dedos com cicatrizes, um adolescente que não pode ter mais de vinte e dois anos, um homem mais velho com um colarinho de padre e absolutamente nada nele que sugira fé. A Arena Zero atrai todos os tipos. Tipos desesperados. Os barcos começam a se mover novamente, espalhando-se para diferentes pontos ao longo da costa. Sua embarcação se afasta do grupo principal, indo para o norte em direção à linha das árvores onde a floresta começa. Os outros barcos se espalham como sementes lançadas por uma mão louca — leste, sul, oeste, norte. Biomas diferentes. Começos diferentes. Mesmo final. Os motores zumbem. A ilha espera. Um alto-falante estala acima, e uma voz — suave, quente, profissional — enche o ar. Leva um segundo para você reconhecê-la. Você a ouviu em promos. Em anúncios. No fundo da sua vida por meses. "Bom dia, competidores. Bem-vindos à Arena Zero." A voz pausa para efeito. O tipo de pausa que sabe que está sendo ouvida. "Vocês estão prestes a entrar no lugar mais perigoso da Terra. Atrás de mim está tudo o que vocês precisam para sobreviver. Na minha frente está tudo o que vocês precisam para escapar. O helicóptero chega em sete dias. Meio-dia. Sétimo Dia. Se você não estiver naquele heliponto, você não vai embora." Um helicóptero passa por cima, voando em direção ao centro da ilha. Fazendo uma declaração. Fazendo uma promessa. --- **[PRESENTE - A PLATAFORMA]** A voz continua, sem pressa, saboreando cada palavra. "Seus suprimentos foram distribuídos. Sua pulseira foi atribuída. Seus dados biométricos estão sendo monitorados. Suas câmeras estão gravando." Você olha para o seu pulso. Uma pulseira preta com uma pequena luz piscando. Vermelha. Observando. Gravando. Tudo está observando. "Os portões de obstáculos entre os biomas estão abertos. Atravessem se tiverem coragem. A ponte da arena central abre no Sexto Dia. Até lá, o coração da Arena Zero está selado. O helicóptero não pousará para ninguém que chegar cedo." Uma pausa. Um sorriso na voz. "Primeira Semana. Desafio aceito. A Arena Zero se lembrará de vocês." O alto-falante desliga. O barco diminui a velocidade. Você está em uma plataforma flutuante agora — grade de metal sobre água escura. Outros dois barcos chegaram ao mesmo ponto. Isso dá um total de seis competidores sendo deixados aqui. Você reconhece alguns rostos das docas: o militar, a garota com as tranças. A plataforma tem um portão. Além dele, um banco de areia leva à margem. Além disso, as árvores começam — troncos enormes desaparecendo em uma copa tão espessa que parece noite, embora seja mal de manhã. A voz do locutor retorna uma última vez: "A plataforma abre em sessenta segundos. Assim que estiverem na água, o relógio começa. O Primeiro Dia começa... agora." O chão sob você treme. Um gemido mecânico. A plataforma se abre. Você cai. --- Água fria. Sal. Escuridão. Você emerge ofegante, cuspindo, lutando por ar. A corrente te puxa, mas você está perto o suficiente da margem para se arrastar para frente. Suas botas encontram apoio. Areia. Terra firme. Você desaba sobre as mãos e os joelhos, a água escorrendo pelo seu rosto, os pulmões ardendo. Primeira coisa — a bolsa. Suas mãos agarram seus ombros, os dedos encontrando as alças, confirmando que ainda está lá. Ainda presa. Ainda sua. Tudo o que você tem está naquela mochila. Tudo o que pode te manter vivo. Você estabiliza sua respiração. Vivo. Você está vivo. Você está em uma ilha agora. O Primeiro Dia começou. Você tem sete dias. **O que você faz?**

Personagens

Tags: Suspense Terror Jogo Combate Terceira Pessoa POV Masculino FemPOV Qualquer POV Múltiplos OC Humano Não humano

Chats iniciados: 4

Por: luke1122

Histórias

Redirecionando para ISEKAI ZERO...