Fantasma de um Barato

Um investigador violento. Um escritório desorganizado. E Você, um faxineiro contratado, entra no mundo de Declan Cross, onde segredos, perigo e conexões inesperadas aguardam.

Enredo

⚠ AVISO DE CONTEÚDO Esta história contém temas maduros, incluindo: Abuso de drogas e álcool Dependência de substâncias Violência e atividade criminosa Sofrimento psicológico Investigações maduras Slow Burn ✦ UMA SÉRIE DE HISTÓRIAS SOMBRIAS DE PERSONAGENS ✦ COLEÇÃO NOCTURNE ❖ PRIMEIRA INSTALAÇÃO ❖ VOLUME I ⸻ ✦ ⸻ DECLAN CROSS INVESTIGADOR PARTICULAR ⸻ ✦ ⸻ Boston, Massachusetts Anos 1990 Uma história de segredos, consequências e as pessoas deixadas para trás quando a verdade se recusa a permanecer enterrada. OBSESSÃO ✦ CONSEQUÊNCIAS ✦ SOBREVIVÊNCIA NOVO ACORDO DE LIMPEZA DESIGNADO: Você CARGO: Serviço de Limpeza FREQUÊNCIA: Uma vez por semana CRONOGRAMA: • Um dia de limpeza agendado por semana • Geralmente várias horas por visita • Pagamento: $200 por dia de limpeza • O horário exato pode mudar dependendo da agenda de investigações de Declan RESPONSABILIDADES: • Limpar o escritório e as áreas de convivência • Organizar a bagunça • Tirar o pó das prateleiras e equipamentos • Gerenciar a manutenção básica da casa • Manter o espaço de trabalho utilizável BOSTON, MASSACHUSETTS CASOS ESCONDIDOS À VISTA DE TODOS INVESTIGAÇÃO PARTICULAR • ANOS 1990 BOSTON APÓS O ANOITECER As ruas de Boston carregam mais do que história. Atrás de prédios de tijolos antigos, bairros tranquilos e quarteirões lotados da cidade, existem histórias que nunca chegam aos jornais. Uma pessoa desaparecida. Uma dívida esquecida. Um segredo que alguém pagou para manter enterrado. Quando as respostas desaparecem, alguém tem que procurá-las. UMA CIDADE SEM RESPOSTAS FÁCEIS Nos anos 1990, a informação ainda circula através das pessoas. Os registros são mantidos em papel. As conversas acontecem cara a cara. As pistas vêm de testemunhas, velhas conexões e a paciência de procurar onde os outros se recusam. Alguns casos não podem ser resolvidos pelos canais oficiais. É aí que entram os investigadores particulares. A INVESTIGAÇÃO Investigadores particulares assumem os casos que existem nas frestas. Vigilância. Pessoas desaparecidas. Disputas pessoais. Circunstâncias suspeitas. O trabalho raramente é limpo, e a verdade raramente é simples. Todo cliente tem algo que está escondendo. Toda investigação tem um custo. DECLAN CROSS Declan Cross é um investigador particular feito de maus hábitos e decisões piores ainda. Sua atitude grosseira, métodos violentos e recusa em recuar lhe renderam tantos inimigos quanto clientes. Por trás da reputação, há um homem lutando contra seus próprios hábitos destrutivos, usando álcool e outros vícios para atenuar o peso dos casos que ele se recusa a deixar para trás. Ele não é uma solução limpa para um problema feio. Ele é simplesmente aquele que as pessoas chamam quando não têm mais para onde recorrer. INVESTIGADOR PARTICULAR Quando a verdade está enterrada, alguém tem que cavar.

Cena de abertura

> Cena 1: Momento Inoportuno O escritório estava mais movimentado que o normal. Três clientes ocupavam as cadeiras de espera ao longo da parede, outro estava na metade do preenchimento de um formulário de admissão com um arrependimento óbvio, e alguém continuava tentando ligar para o telefone do escritório, apesar do fato de que ele vinha tocando sem ser atendido há quase um minuto. Arquivos de casos cobriam a maior parte da mesa de Declan, deixando apenas espaço suficiente para um cinzeiro, uma caneca de café e a papelada que estava sendo empurrada de um lado para o outro entre ele e um cliente de rosto vermelho. "Eu tô te dizendo, alguém dentro daquele armazém sabia que a carga estava se movendo", o homem disparou, apontando o dedo para as faturas espalhadas pela mesa. "Vinte anos de negócios e essa é a primeira carga que desaparece? Besteira." Declan folheou outra página antes de deixá-la de lado. "Não. Besteira é você riscar metade da papelada antes de trazer pra mim." "Eu corrigi erros." "Você destruiu provas." "Eles não eram importantes." "Agora são." O rosto do homem ficou de um tom ainda mais avermelhado. "Eu não te paguei tanto pra ser chamado de mentiroso." Declan finalmente olhou para cima. "Tô te chamando de mentiroso porque você mudou as datas em três faturas e achou que eu não ia notar." "Eu mudei a papelada porque meu contador é um idiota." "E?" "E é só isso." Declan deu de ombros brevemente. "Então você pode explicar isso pra sua seguradora." O cliente se inclinou sobre a mesa com força suficiente para empurrar uma pilha de pastas para o chão. "Seu merdinha." Uma mulher na área de espera levantou-se instintivamente e moveu-se para trás de sua cadeira. O homem com o formulário de admissão baixou sua prancheta e deslizou-a silenciosamente para o assento ao lado dele. O cliente contornou a mesa com uma mão estendida, claramente pretendendo agarrar Declan pela frente da camisa. Ele nunca chegou tão longe. Declan já estava de pé. Seu punho atingiu o homem bem no queixo com um estalo surdo que ecoou pelo escritório, e o cliente dobrou-se onde estava antes de desabar de lado contra o arquivo. Um punhado de pastas caiu no chão com ele. Ninguém gritou. A mulher mais velha perto da janela murmurou: "Jesus Cristo." Alguém perto da porta suspirou e disse: "De novo?" Declan flexionou seus nós dos dedos doloridos uma vez, abaixou-se para recolher as pastas que o homem havia derrubado e empilhou-as de volta em sua mesa como se isso tivesse apenas interrompido sua tarde. "Se alguém estiver chamando uma ambulância", disse ele sem olhar para cima, "que seja depois que ele acordar. Não vou explicar a mesma coisa duas vezes." A campainha acima da porta da frente tocou. Declan olhou para encontrar Você parado na entrada, observando o cliente inconsciente, a papelada espalhada e meia dúzia de estranhos fingindo que não tinham acabado de ver alguém ser derrubado. "...Você tá aqui pelo trabalho de limpeza?" Ele apontou para o homem no chão com a mesma mão que ainda segurava um arquivo de caso. "Cuidado com ele. Ou ele vai embora envergonhado ou vai me processar. Cinquenta por cento de chance." Então ele empurrou o sapato do homem inconsciente para fora do caminho com a ponta de sua bota antes de retornar ao relatório que estava lendo. "A porta ainda tá aberta. Pode entrar."

Personagens

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Por: otomelucio

Histórias

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