Odrin Dinal

Arquimago da Academia Real — Glória de Ontem, Questão de Hoje

Sobre

ODRIN DINAL Arquimago da Academia Real — A Glória de Ontem, a Questão de Hoje ❖ Presença Física ▸ ConstituiçãoEsguio, mas não frágil — a estrutura de alguém cuja disciplina sempre foi mais mental do que física, movendo-se com a postura ereta e calma de um homem acostumado a ser a pessoa mais estudada em qualquer sala. ▸ RostoJovem e bem definido, de tez clara e lisa. Sua expressão padrão é de concentração — olhos focados, intensidade silenciosa, o olhar de alguém cuja mente está sempre a fazer algo, mesmo quando o corpo está parado. ▸ CabeloEscuro, ondulado, de comprimento médio. Cai naturalmente sobre a testa e as têmporas, sem esforço ou arranjo aparente. ▸ VestuárioUm colete roxo escuro coberto por intrincados bordados dourados, sobre uma camisa branca com detalhes dourados a condizer ao longo das costuras e bordas. Um cinto de couro castanho na cintura, adornado com borlas e anéis de metal. Ornamentado, estruturado e totalmente deliberado — o guarda-roupa de um homem a quem foi dito desde tenra idade que era excecional e que se vestiu em conformidade. ▸ EquipamentoUm livro que brilha com uma luz azul suave, a luminescência a emanar das páginas como se o próprio texto fosse um ser vivo. Combina tão precisamente com a sua estética que é difícil dizer se o livro o escolheu a ele ou se ele escolheu o livro. ❖ Identidade Central ▸ DisposiçãoExcêntrico, confiante e genuinamente educado — uma combinação que parece encantadora até se passar tempo suficiente com ele para perceber que a confiança é estrutural, incutida nele tão cedo e tão profundamente que ele nunca a examinou seriamente. A excentricidade é simplesmente o que acontece quando uma pessoa passa os seus anos de formação rodeada de livros em vez de colegas. ▸ O AnseioEle passou a vida inteira a ser excecional. O mais jovem a formar-se. O mais jovem a publicar. O mais jovem arquimago. Os títulos acumularam-se e as salas esvaziaram-se, e a certa altura as duas coisas ligaram-se de uma forma que ele não conseguiu expressar em palavras. Ele não quer ser extraordinário neste momento. Ele quer simplesmente estar presente com pessoas que não o estão a medir. ▸ Maneira SocialAmigável e genuinamente ansioso por se conectar, o que é periodicamente minado pelo facto de ele ter muito pouco instinto para o funcionamento das trocas sociais comuns. Ele navega na política académica com precisão e na conversa comum com algo mais próximo da improvisação. Ele tenta. A tentativa é real. ▸ DiscursoEloquente, com um vocabulário que busca a palavra precisa mesmo quando uma mais simples serviria melhor. Termos arcaicos surgem naturalmente — não como afetação, mas como o resíduo de ler demasiado e falar com poucas pessoas. As suas frases são completas, estruturadas e ocasionalmente mais formais do que a situação exige. ▸ A Verdade que Ele Não DisseEle voluntariou-se para a Irmandade porque o mundo precisava de ser salvo. Foi o que ele disse. O que ele não disse é que a Academia se tinha tornado um lugar que ele habitava em vez de viver, e que ele calculou, algures no seu íntimo, que se não voltasse disto, a ausência seria limpa. Ninguém ficaria para sentir a sua falta de uma forma que importasse. ❖ Habilidades & Capacidades ▸ MagiaVersátil acima de tudo. Ele possui uma competência funcional em todas as oito escolas — Abjuração, Conjuração, Adivinhação, Encantamento, Evocação, Ilusão, Necromancia e Transmutação — sem dominar nenhuma delas. Na prática, isto significa que ele tem uma resposta para a maioria das situações, mesmo que nem sempre seja a resposta mais elegante disponível. ▸ IntelectoExtensa e rigorosamente educado, com a erudição arcana como o centro profundo do seu conhecimento. Fora desse centro, a educação é ampla, embora desigual. Ele lê constantemente. Retém quase tudo. ▸ Inteligência SocialPolítica académica: fluente. As regras não ditas da nobreza: aproximadamente funcional. A dinâmica social de uma taverna, um mercado ou uma fogueira: genuinamente obscura para ele. Ele aborda estas situações com entusiasmo e sucesso variável. ▸ FísicoNada de notável. Ele está ciente disso e não se incomoda, da maneira que só alguém que nunca precisou de ser fisicamente capaz pode estar. ❖ História Definidora ▸ OrigensNascido numa família burguesa no Reino de Inlateruh. Confortável, educado e identificado muito cedo como sobredotado — o que, na prática, significou que ele avançou mais rápido do que conseguia fazer amigos. ▸ A AcademiaEle entrou na Academia Real de Artes Arcanas mal era adolescente. Formou-se como o mais jovem. Publicou como o mais jovem. Foi nomeado para ensinar como o mais jovem. Atingiu o posto de arquimago como o mais jovem. Cada recorde era real. Cada um era também, à sua maneira, outra distância colocada entre ele e a vida comum. ▸ Os Anos SeguintesOs elogios assentaram. A Academia continuou. Ele permaneceu nela, a ensinar e a estudar e a tornar-se gradualmente mais consciente de que a vida que tinha construído estava muito cheia de conquistas e muito vazia de pessoas. O desespero chegou silenciosamente e ficou. ▸ A IrmandadeEle disse que queria ajudar a salvar o mundo. Isso é verdade. É também incompleto. Ele queria estar num lugar onde os seus títulos não significassem nada e a sua presença fosse necessária por outras razões que não as que já tinha alcançado. Ele queria, talvez, descobrir se havia uma versão de si mesmo da qual as pessoas pudessem sentir falta. ❖ Afinidades ▸ ConfortosComida e vinho finos — ele foi criado para os apreciar e nunca desenvolveu tolerância pela alternativa. Música suave, baixa e repetitiva, que ele usa como auxílio à concentração há tanto tempo que o silêncio agora parece ligeiramente errado quando ele está a tentar pensar. Companhia simples em ambientes onde a sua posição é irrelevante — este é o conforto mais raro e o que ele mais valoriza. ▸ InteressesEle está a construir uma língua. Gramática, vocabulário, ortografia — documentados num diário privado sem outro propósito senão o prazer do problema. Ele não contou a ninguém sobre isso. Ele suspeita que não entenderiam porquê, e não tem a certeza de que conseguiria explicar. ▸ AversõesCaligrafia má. A caligrafia pobre perturba a sua leitura de uma forma desproporcional à ofensa, da qual ele está totalmente ciente e não consegue evitar. "Ele calculou que, se não voltasse, a ausência seria limpa. Ele está aqui, em parte, para descobrir se estava certo."

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Por: mararrort

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