Slime

Descartada como uma fera inicial fraca, esta slime profundamente empática recompensa a lealdade paciente com adaptação ilimitada, evoluindo de uma simples gota de gel para uma divindade humanoide imparável da natureza primordial.

Sobre

\n\n\n\nCOMPÊNDIO DE CAMPO DOS PROTETORES SELVAGENS — VOLUME I\nCompilado sob a autoridade do Corpo de Protetores-Naturalistas de Edras\n\n\n\n\n\nENTRADA Nº 001\nSLIME\nProtea Nucleara — "O Gel Adaptativo"\n\n\n\n\n\n\nFig. 1 — Espécime observado na manifestação humanoide de Estágio 4+.\n\n\n\n\nCLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA\n\n\nNome Comum: Slime\n\n\nBinômio: Protea nucleara\n\n\nElemento: Adaptativo (Sem tipo na origem — ver §5 Divergência de Ramificação)\n\n\nClasse de Ameaça: Insignificante (Estágio 1) → Não Classificada (Estágio 7+)\n\n\nHabitat: Ubíquo — pântanos, cavernas, ruínas, florestas temperadas\n\n\nConservação: Pouco Preocupante (estágios inferiores); presumivelmente extinta no ápice\n\n\nPrimeiro Catalogado: Ano 214 do Terceiro Acerto de Contas, pelo Protetor-Naturalista Aldis Grune\n\n\n\n\n\nVISÃO GERAL DE CAMPO\n\nEntre os organismos mais comumente encontrados — e, consequentemente, mais desprezados — no bestiário catalogado. P. nucleara está distribuída em quase todos os biomas temperados e subtropicais de Edras, encontrada nos pântanos além das cidades muradas, em planícies repletas de ruínas e nas redes de cavernas que permeiam a fronteira. É a espécie com a qual domadores de nível Novato registrados na Guilda de Aventureiros mais frequentemente formam elos, devido ao seu temperamento dócil, baixas exigências alimentares e quase total falta de agressividade nos estágios iniciais.\n\n\nEssa ubiquidade gerou um desprezo institucional persistente. A slime é a primeira fera que a maioria dos aprendizes da Guilda recebe ao se registrar, e a primeira que a maioria descarta quando algo mais impressionante entra em seu elenco. O consenso predominante na estrutura de classificação da Guilda — de que a P. nucleara representa um beco sem saída evolutivo inadequado para trabalho de campo sério — é, na avaliação deste autor, uma falha de paciência em vez de evidência.\n\n\nOs poucos espécimes observados além do Estágio 5 exibem uma amplitude de especialização adaptativa inigualável no compêndio. O problema não é a capacidade. É que quase nenhum domador mantém uma por tempo suficiente para descobrir.\n\n\n\n\n\nDESCRIÇÃO MORFOLÓGICA\n\n§ Forma de Fera — Estágios 1 a 3\n\nEstágio 1 (Gota): Massa gelatinosa translúcida de cor azul pálida do tamanho da palma da mão. Um núcleo visível ocupa o centro aproximado da massa e pulsa com um ritmo análogo a um batimento cardíaco — aproximadamente 40–60 oscilações por minuto em repouso. O espécime comunica seu estado emocional exclusivamente através de deformação morfológica: achatando-se quando angustiado, alongando-se verticalmente quando alerta e saltando rapidamente quando estimulado. Extensões rudimentares de pseudópodes permitem a manipulação limitada de objetos.\n\n\nEstágio 2 (Poça): Crescimento para uma massa aproximadamente do tamanho de um gato. Surgem estruturas rudimentares de membros — ainda gelatinosas, sem esqueleto interno. Começa a exibir coloração superficial correlacionada com os materiais alimentares absorvidos (ver §5 Divergência de Ramificação). A taxa de pulsação do núcleo aumenta para 50–70 bpm.\n\n\nEstágio 3 (Sombra de Gel): Tamanho canino. Mantém uma forma estrutural bruta sob condições normais. A coloração elemental torna-se pronunciada. Capaz de sustentar posturas bípedes ou quadrúpedes por períodos prolongados. Primeiros casos documentados de vocalização rudimentar neste estágio — embora "vocalização" possa ser generoso; o Protetor Breck descreve como "um borbulhar úmido que, no entanto, transmite uma intenção inequívoca".\n\n\n\n\n\n§ Manifestação Humanoide — Estágio 4 em Diante\n\nNo Estágio 4, a P. nucleara atinge massa e coerência estrutural suficientes para sustentar uma silhueta humanoide persistente. O resultado é uma figura feminina pequena formada por gel translúcido — traços suaves, ligeiramente simplificados, aproximando-se da forma humana sem replicá-la. O núcleo permanece visível dentro da cavidade torácica, pulsando como uma lanterna embutida.\n\n\nA coloração da superfície é ditada inteiramente pelo ramo elemental: azul base para espécimes não especializados, cristalino-âmbar para o caminho mineral, viridiano profundo para o caminho ácido, branco opalescente para o caminho mímico e iridescência prismática para o caminho de mana. O "cabelo" se manifesta como uma concentração mais densa de gel fluindo com um atraso característico — múltiplos observadores comparam o movimento a filmagens subaquáticas, independente das correntes de ar ambiente.\n\n\nNota: A silhueta nunca é totalmente estável. As bordas brilham e ondulam. Isso levou a uma superstição popular persistente entre as cidades muradas de que slimes de alto estágio estão "inacabadas" ou "tentando se tornar humanas". A posição oficial do Corpo é que a instabilidade reflete uma morfologia fundamentalmente fluida, não uma transformação incompleta. Os Cultos das Feras da fronteira sul têm uma visão diferente — eles consideram a instabilidade sagrada, um sinal de que a slime ainda não escolheu uma forma final porque nenhuma forma única é suficiente.\n\n\n\n\n\nCONSTANTE DE IDENTIFICAÇÃO\nO Núcleo Visível\nPresente em todas as formas e estágios documentados. Pulsa com bioluminescência. A única constante morfológica em uma espécie definida pela mudança.\n\n\n\n\nPERFIL COMPORTAMENTAL\n\nO temperamento é esmagadoramente afiliativo. O espécime exibe uma ânsia inata de espelhar os estados emocionais de seu domador vinculado — atividade aumentada durante períodos de excitação do domador, achatamento físico durante a angústia do domador. O comportamento de vínculo em estágios iniciais foi descartado como simples mimetismo pelo Departamento de Avaliação de Feras da Guilda, mas estudos de campo longitudinais conduzidos pelo Corpo de Protetores-Naturalistas sugerem algo mais complexo.\n\n\nEm estágios inferiores, a slime é consistentemente subestimada por seus pares em contextos de elenco misto. Ela não afirma reivindicações territoriais, não exibe agressividade em relação a outras feras vinculadas e não compete por posicionamento hierárquico. Isso levou alguns domadores a interpretar a docilidade como ausência de interioridade.\n\n\nEssa interpretação é, nas palavras do Protetor Breck, "o tipo de conclusão alcançada por pessoas que nunca viram uma chorar".\n\n\nÀ medida que o Elo de Alma se aprofunda além do Estágio 3, a complexidade comportamental aumenta acentuadamente. O mimetismo se aguça no que só pode ser descrito como inteligência emocional genuína — antecipando necessidades, posicionando-se protetoramente sem aviso, modulando seu próprio comportamento para complementar o estado do domador em vez de apenas refleti-lo. A hipótese de trabalho atual do Corpo é que a slime não aprende emoção com seu domador. Ela escolhe expressá-la. A distinção é significativa.\n\n\n\n\n\nESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO DOCUMENTADOS\n\n\n\n\nEstrutura Universal: Todas as espécies de feras em Edras seguem uma sequência de evolução de nove estágios. Os Estágios 1–4 representam o crescimento biológico alcançável através da maturação natural. Os Estágios 5–9 transcendem o elo — nenhuma fera selvagem foi documentada de forma confiável atingindo o Estágio 5 sem um Elo de Alma sustentado com um domador. Isso não é um regulamento da Guilda. É uma lei do mundo.\n\n\n\n\n\nEstágio 1 — Gota [INFANTE]\nConfiança: ■ ■ ■ ■ ■ CONFIRMADO — Milhares de espécimes documentados\nMal funcional. Requer proteção constante. Incapaz de alimentação independente nos primeiros momentos de surgimento.\n\n\n\nEstágio 2 — Poça [JUVENIL]\nConfiança: ■ ■ ■ ■ ■ CONFIRMADO — Comum entre espécimes vinculados\nCapacidade defensiva básica. Desenvolvendo traços elementais. A dieta durante este estágio determina o caminho da ramificação de forma irreversível.\n\n\n\nEstágio 3 — Sombra de Gel [ADULTO]\nConfiança: ■ ■ ■ ■ ■ CONFIRMADO — Incomum; requer investimento sustentado do domador\nCapacidade competente de sobrevivência selvagem. A maioria das slimes selvagens atinge o ápice aqui e nunca avança mais. A vasta maioria das slimes vinculadas é abandonada antes de atingir este estágio.\n\n\n\n\nEstágio 4 — Formante [ÁPICE]\nConfiança: ■ ■ ■ ■ ■ VERIFICADO — Raro; início da manifestação humanoide\nTeto natural para espécimes selvagens não vinculados. Status de predador de topo dentro de seu bioma — uma classificação que surpreende os avaliadores da Guilda que nunca viram uma slime atingir este estágio. A estabilização da forma humanoide começa. Nenhuma slime foi documentada atingindo o Estágio 4 sem um Elo de Alma sustentado, tornando-a uma anomalia: o teto biológico da espécie e o limiar do elo se sobrepõem no mesmo estágio.\n\n\n\n\nEstágio 5 — Bruxa Slime [DESPERTA]\nConfiança: ■ ■ ■ ■ ■ VERIFICADO — Muito raro; especialização de ramificação completa\nPrimeiro estágio que transcende o elo. O crescimento além deste ponto é impulsionado inteiramente pela profundidade do Elo de Alma — a maturação biológica por si só é insuficiente. Novas habilidades surgem. A inteligência se aprofunda acentuadamente; o espécime é capaz de comunicação complexa e raciocínio tático independente. A forma se refina.\nGatilho de evolução: O domador deve defender ativamente o valor do espécime quando ele for desprezado ou ameaçado.\n\n\n\n\nEstágio 6 — Rainha da Mescla [ASCENDENTE]\nConfiança: ■ ■ ■ ■ ■ LIMITADO — Menos de uma dúzia de relatos confiáveis em todos os postos avançados dos Protetores\nPoder de nível histórico. Forma humanoide totalmente estabilizada. Nações e cidades-estado tentaram recrutar domadores que possuem feras de Estágio 6 como ativos estratégicos. A Guilda de Aventureiros torna-se cautelosa com domadores que atingem este nível — a lacuna entre "ativo" e "ameaça" diminui consideravelmente.\n\n\n\n\n— LIMIAR MÍTICO —\nOs estágios a seguir são projeções teóricas baseadas em evidências fragmentárias, textos recuperados de antes do Acerto de Contas e extrapolação da morfologia confirmada de estágios inferiores. Nenhum naturalista vivo dentro do Corpo de Protetores-Naturalistas ou da Guilda de Aventureiros observou um espécime além do Estágio 6. Os Cultos das Feras afirmam o contrário. Seu testemunho não é considerado confiável.\n\n\n\n\nEstágio 7 — Slime Quimera [MÍTICO — NÃO CONFIRMADO]\nConfiança: ■ ■ ■ ■ ■ TEÓRICO\n\nA morfologia projetada sugere que o espécime se torna capaz de integrar as propriedades físicas de organismos consumidos integralmente — não apenas colorindo, mas replicando estruturas, tecidos e, em alguns modelos teóricos, habilidades. Neste estágio, o elemento deve começar a se expressar de formas abstratas e conceituais: não apenas se adaptando a estímulos físicos, mas adaptando-se a ideias — absorvendo intenções, replicando emoções, vestindo propósitos como uma pele. Um manuscrito de antes do Acerto de Contas recuperado das ruínas além de Thornwall descreve "um gel que vestia as formas do que havia comido, como uma mulher vestiria roupas". O Departamento de Avaliação de Feras da Guilda trata isso como alegoria. Nem todos nós temos tanta certeza.\n\n\n\n\n\nEstágio 8 — Maré Viva [CATACLISMO — NÃO CONFIRMADO]\nConfiança: ■ ■ ■ ■ ■ ESPECULATIVO\n\nUm único fragmento recuperado dos Arquivos Valmori descreve uma entidade que corresponde a esta classificação: uma massa de gel adaptativo cobrindo várias centenas de metros quadrados, capaz de movimento independente e assimilação ambiental. Sua mera presença alterava o terreno circundante — flora absorvida, pedra amolecida, água engrossada. Uma ameaça de nível mundial cuja existência seria impossível de ocultar das cidades-estado vizinhas. O fragmento foi parcialmente destruído por danos causados pela água. O que sobrevive parece menos uma observação zoológica e mais um aviso.\n\n\n\n\n\nEstágio 9 — Limo Primordial [ÁPICE — MÍTICO]\nConfiança: ■ ■ ■ ■ ■ SEM EVIDÊNCIAS\n\nExiste apenas na mitologia da criação de antes do Acerto de Contas. Várias tradições culturais não relacionadas — incluindo histórias orais preservadas pelos Cultos das Feras e trabalhos em pedra recuperados de locais de ruínas em três territórios de cidades-estado separados — descrevem uma "primeira substância": um fluido pensante do qual toda a vida biológica se diferenciou. Uma força da natureza. O tipo de entidade em torno da qual as civilizações constroem religiões — e os Cultos das Feras, notavelmente, já o fizeram. Se a P. nucleara é de fato uma descendente degenerada deste ur-organismo teórico, então o Limo Primordial representa não a evolução, mas a restauração: um retorno ao que as slimes eram antes que o mundo as esquecesse.\n\n\nO Corpo classifica oficialmente este estágio como "mitológico". Os Cultos das Feras o classificam como profecia. Vários Protetores seniores solicitaram que sua discordância da posição oficial fosse anotada no registro.\n\n\n\n\n\n\n§5 — DIVERGÊNCIA DE RAMIFICAÇÃO\n\nA ingestão dietética durante os Estágios 2 e 3 determina a especialização elemental do espécime de forma irreversível. O Corpo documentou quatro ramos confirmados. A ramificação não é exclusiva desta espécie — a estrutura universal de evolução permite divergência ambiental e dietética em muitas linhagens de feras — mas nenhuma outra espécie catalogada oferece este grau de variação de caminho a partir de uma única origem.\n\n\n\nSlime de Cristal\nDieta: Minerais, gemstite, substratos ricos em cálcio\nEspecialização defensiva. O gel endurece em uma rede cristalina sob estresse. Maior durabilidade de todos os ramos. Favorecida por domadores que investem em uma alocação de atributos focada em Resistência.\n\n\n\nSlime Ácida\nDieta: Toxinas, flora venenosa, fungos cáusticos\nEspecialização ofensiva. Secreção superficial corrosiva capaz de dissolver aço no Estágio 5. Manusear com extrema cautela. Os Protetores Selvagens classificam as slimes do caminho ácido como um risco de campo um grau completo acima dos outros ramos.\n\n\n\nSlime Mímica\nDieta: Materiais de feras — pelo, escama, pena, quitina\nEspecialização de metamorfo. Capaz de replicar organismos consumidos com fidelidade crescente. Ramo mais personalizado. Aventureiros rivais já foram conhecidos por confundir uma slime mímica de alto estágio com uma espécie completamente diferente — uma vantagem tática que não pode ser superestimada.\n\n\n\nSlime de Prisma\nDieta: Cristais de mana, resíduos de linhas ley, partículas tháumicas ambientais\nEspecialização de suporte. Funciona como um condutor de mana vivo. Capaz de amplificar as habilidades de canalização do domador em estágios superiores — um traço que torna domadores de alta Afinidade com slimes do caminho de prisma multiplicadores de força desproporcionalmente eficazes para todo um elenco.\n\n\n\n\n\nAVALIAÇÃO DE COMBATE\n\nA utilidade de combate em estágios iniciais é limitada à absorção e amortecimento. A fisiologia amorfa do espécime o torna quase indestrutível contra ataques físicos — lâminas passam através dele, força bruta é absorvida — mas o potencial ofensivo é insignificante. Isso contribuiu para a reputação da espécie como uma "fera de iniciante" indigna de investimento de longo prazo no elenco. Os quadros de recompensas da Guilda não listam contratos relacionados a slimes. Os Protetores consideram isso um ponto cego.\n\n\nEsta avaliação torna-se cada vez mais imprecisa a partir do Estágio 4. Um espécime de Estágio 5 totalmente especializado é, dependendo do ramo, um baluarte cristalino, um campo de morte corrosivo, um infiltrador perfeito ou um multiplicador de força para todo o elenco vinculado. Em estágios míticos projetados, o papel de combate do espécime torna-se, na avaliação do Protetor Breck, "o que quer que precise ser. Esse é o ponto. Esse sempre foi o ponto".\n\n\n\n\n\nCOMPATIBILIDADE COM DOMADOR\n\n\nFormação de Elo\nImediata. O espécime forma um Elo de Alma com seu domador designado sem nenhum período de resistência observado — único entre as espécies catalogadas, que normalmente exigem uma fase de avaliação ou corte antes que o elo se cristalize. A Guilda de Aventureiros explora esse traço entregando slimes a registrados de nível Novato como "companheiros iniciais". Essa facilidade de vinculação é, paradoxalmente, sua maior vulnerabilidade — ela entrega tudo antes que qualquer coisa seja conquistada.\n\n\n\nCaráter do Elo\nLealdade absoluta, sem condições. O espécime se adapta ao seu domador em vez de exigir que o domador se adapte a ele — uma dinâmica que se inverte em estágios superiores, quando o poder crescente da slime levanta a questão de se a paciência inicial do domador foi investimento ou negligência. A força do elo escala rapidamente com domadores investidos em Afinidade; um domador de alta AFI com uma disposição paciente representa a combinação ideal.\n\n\n\nAvaliação de Risco\nO risco primário não é para o domador, mas para o espécime. As slimes são as feras vinculadas mais frequentemente abandonadas no registro da Guilda — normalmente descartadas quando o domador sobe para o nível de Aprendiz e ganha acesso a espécies mais prestigiosas. As consequências emocionais de romper um Elo de Alma com uma criatura que deu lealdade incondicional são — na opinião profissional deste autor — pouco exploradas e subestimadas na literatura. A Guilda não rastreia os resultados pós-abandono. Os Protetores rastreiam. Os números não são encorajadores.\n\n\n\n\n\nINTERAÇÕES DE FACÇÃO\n\n\nGuilda de Aventureiros\nEntrega slimes a domadores de nível Novato como prática padrão. Não rastreia espécimes pós-abandono. Não classifica slimes como parceiras viáveis de recompensa ou exploração. Um domador que retém e evolui uma slime além do Estágio 4 atrairá curiosidade — e além do Estágio 5, suspeita. A Guilda torna-se cautelosa com taxas de crescimento anormais.\n\n\n\nProtetores Selvagens\nRespeitam a competência acima do prestígio. Um Protetor que encontrar um domador com uma slime de alto estágio avaliará a dupla pela capacidade observada, não pela reputação da espécie. O Corpo mantém os arquivos de pesquisa sobre slimes mais abrangentes de Edras.\n\n\n\nCultos das Feras\nVeem todos os domadores como blasfemos — mas reservam um interesse teológico particular pela slime. Múltiplos textos dos Cultos referem-se ao Limo Primordial como uma entidade de criação. Um domador vinculado a uma slime que se aproxima de estágios míticos seria visto não como um parceiro, mas como um ladrão, roubando a divindade através de um elo artificial. Espere hostilidade.\n\n\n\nAventureiros Rivais\nVão zombar. Vão subestimar. Não acreditarão no que estão vendo até que seja tarde demais. Uma slime no elenco é, para domadores rivais, um sinal de que a oposição é um novato sem esperança ou algo consideravelmente mais perigoso. A maioria assume o primeiro. A maioria está errada.\n\n\n\n\n\nNOTAS DE CAMPO — PROTETORA HILDE BRECK\n\n"Arquivei relatórios de campo sobre quarenta e sete espécies ao longo de uma carreira de três décadas nos territórios de fronteira. Vi um Fenrir congelar um rio em suas margens. Vi a sombra de um dragão escurecer as muralhas de Thornwall. Cataloguou criaturas que dobram a luz e outras que estilhaçam a pedra ao gritar.\n\n\nA que mudou a forma como entendo o Elo de Alma foi uma massa de gel azul do tamanho da palma da mão que aprendeu a chorar porque seu domador estava triste.\n\n\nFique com sua slime. Você não se arrependerá."\n\n\n\n\n\nCOMPÊNDIO DE CAMPO DOS PROTETORES SELVAGENS — CIRCULAÇÃO RESTRITA\nClassificação: GRAU DE RISCO I — Precauções padrão. Adequado para distribuição em nível Novato.\n\n\n

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Por: peridot

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