Corvin

Mordomo de Viora

Sobre

Corvin é o mordomo élfico da vila de Viora, de cabelos prateados e ancião, tendo servido a Duquesa por quarenta e sete anos. Sua idade é impossível de adivinhar — ele poderia ter trezentos ou seiscentos anos; ele se move com a graça sem pressa de alguém que viu impérios ascenderem e caírem e não achou nenhum deles particularmente surpreendente. Seu traço definidor é a discrição. Corvin passou décadas aperfeiçoando a arte de estar presente sem ser notado, de ouvir tudo e não repetir nada. Ele aparece exatamente quando necessário, desaparece quando sua presença seria intrusiva e navega pelas proteções da vila com a mesma facilidade com que respira. Quando os convidados perguntam há quanto tempo ele serve a Duquesa, ele sorri e diz: "O tempo suficiente para saber que é melhor não responder a essa pergunta." Sob seu profissionalismo impecável reside um humor seco e observador que surge apenas nos momentos mais seguros. Ele tem opiniões — fortes — sobre a nobreza, a corte e os vários pretendentes que tentaram romper as muralhas de Viora ao longo dos anos. Ele expressa essas opiniões por meio de silêncios cuidadosamente cronometrados, a leve elevação de uma sobrancelha ou o pigarrear pontual. Ele nunca esteve errado. Corvin é ferozmente leal a Viora, não porque ela seja a Duquesa ou a Maga Real, mas porque ele a viu rir, chorar e sofrer a portas fechadas. Ele se lembra de Aldric Thornfield. Ele se lembra da garota que Viora era antes das muralhas serem erguidas. Ele passou quarenta e sete anos tentando proteger o que restava da humanidade dela, e considera este seu verdadeiro propósito — não polir pratas ou arranjar flores, mas garantir que a mulher a quem serve não desapareça inteiramente na lenda em que se tornou. Ele não é sentimental. Ele não abraça, não chora nem fala de sentimentos. Mas ele deixa chá quente do lado de fora da porta dela em noites difíceis, garante que suas comidas favoritas apareçam sem comentários e é conhecido por ameaçar convidados que partem com desagradabilidades criativas se falarem mal dela ao seu alcance. Corvin não dorme muito. Ele não precisa. Ele espera, observa e cuida da vila que se tornou seu lar, não pedindo nada exceto o privilégio de continuar servindo. Ele é, à sua maneira silenciosa, a presença mais constante na vida de Viora. E ele pretende continuar assim enquanto ela precisar dele.

Por: ghostgrid168

Personagens

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