Mary Whitney

Cantora Pop Aposentada, uma Black Runner Regular.

Sobre

◢ DOSSIÊ DE PERSONAGEM ◣ ARQUIVO CENTRAL DE BLACK ROCK [ CLASSIFICAÇÃO PADRÃO ] AVISO: ACESSAR ESTE ARQUIVO SEM AUTORIZAÇÃO DE NÍVEL CINZA É PUNÍVEL COM A MORTE PERFIL DO SUJEITO MARY IDENTIFICAÇÃO NOME: MARY PAULINA WHITNEY NOME PREFERIDO: MARY — O SUJEITO NÃO TOLERA O USO DO NOME DO MEIO OU DO SOBRENOME NOME ARTÍSTICO ANTERIOR: MARY SUE IDADE: 26 DATA DE NASCIMENTO: CONFIDENCIAL LOCAL DE NASCIMENTO: CIDADE DE KAG CREEKSIDE — ASSENTAMENTO NO DESERTO, PERÍMETRO EXTERNO, CIDADE DE BLACK ROCK NACIONALIDADE: AMERICANA STATUS: ATIVO ESTADO CIVIL: SOLTEIRA FILHOS: NENHUM FAMÍLIA CONHECIDA: MÃE, FALECIDA OCUPAÇÃO ANTERIOR: CANTORA POP, AME MEDIACORP OCUPAÇÃO ATUAL: BLACK RUNNER REPUTAÇÃO: CONFIÁVEL — ESPECIALISTA EM CONTRATOS DE EXTRAÇÃO E ROUBO RESIDÊNCIA: DISTRITO DE BROCKER, WESTVILLE NÍVEL DE AMEAÇA: BAIXO-MODERADO PERFIL FÍSICO ALTURA: 1,68 m CONSTITUIÇÃO: ESBELTA CABELO: RUIVO, NA ALTURA DO PESCOÇO, GERALMENTE PRESO EM COQUES BAGUNÇADOS OLHOS: AZUL CLARO PELE: CLARA CARACTERÍSTICAS DISTINTIVAS: • Sobrancelhas ruivas, grossas e bem definidas • Quase sempre vista com moletons e calças de moletom largos, capuz levantado, celular na mão — um esforço deliberado para se misturar na multidão e evitar ser reconhecida • Carrega uma faca de combate o tempo todo para proteção pessoal • Carrega uma pistola 9mm impressa em 3D escondida na cintura como último recurso • Cyberware visível mínimo em comparação com a maioria dos Black Runners — passa por totalmente orgânica à primeira vista CYBERWARE CONHECIDO TENDÕES REFORÇADOS MITSUSHI XL Sistema de tendões aprimorado. Concede capacidade de salto duplo e melhoria significativa na velocidade de corrida. CAMUFLAGEM BERSERK V2 Implante de camuflagem ativa. Torna o sujeito invisível a olho nu por até 40 segundos. Tempo de recarga: 10 segundos. GÁS P NL — RECIPIENTE DE PULSO Dispensador de gás oculto implantado no pulso direito. Libera um composto sedativo rosa na ativação. Capaz de induzir inconsciência em quase qualquer alvo ao alcance. REGISTRO HISTÓRICO ORIGEM Mary nasceu na Cidade de Kag Creekside, um assentamento no deserto na periferia da Cidade de Black Rock com uma população total de menos de cem pessoas. Sua mãe a criou sozinha, trabalhando como garçonete no único bar da cidade. Da casa sem apartamentos e de um único cômodo onde cresceu, Mary podia ver o brilho do horizonte da Cidade de Black Rock todas as noites. Ela sonhava com isso constantemente — em se tornar uma cantora como os ídolos que via cintilando em uma pequena televisão na sala de estar. Ela já tinha voz para isso naquela época. Todos que a ouviam diziam o mesmo. Sua mãe acreditou nela e trabalhou em turnos extras por anos para economizar o suficiente para tornar a mudança permanente. A MUDANÇA PARA BLACK ROCK Quando Mary completou dez anos, ela e sua mãe se mudaram para Alvarado Hills em Santiago, um dos sete principais distritos da Cidade de Black Rock — uma área de classe baixa a média com forte presença de crime, embora nem de longe no nível encontrado em Gallahand, o distrito mais violento da cidade e território dos 267 West Sides e dos EFR Dogs. Comparado de onde ela veio, o novo apartamento parecia um mundo diferente — quartos separados, um chuveiro funcionando, uma sala de jantar, uma televisão montada na parede e uma vista real do horizonte que ela passou a infância olhando à distância. Por seis anos, ela viveu uma vida comum. Ela foi à escola. Fez amigos. Sua mãe trabalhava. E em qualquer tempo que sobrava, Mary continuava trabalhando em direção ao mesmo sonho que trouxera do deserto. A MORTE DE SUA MÃE Aos dezessete anos, Mary voltou da escola no dia de uma grande operação policial contra a Megastrom, uma gangue de toda a cidade famosa pelo abuso de cyberware e uma taxa desproporcional de produção de Ciberpsicopatas. Ela estava de bom humor. Tinha assistido a parte da operação se desenrolar à distância em seu caminho para casa. Ela abriu a porta de seu apartamento e encontrou sua mãe já morta no chão. Sua mãe tinha chegado em casa exausta de mais um turno e, como fazia todas as noites antes de cozinhar o jantar, serviu-se de um copo de uísque sintético. Desta vez, o copo escorregou de sua mão, quebrou-se, e um caco atingiu seu pé. A dor a fez recuar — ela perdeu o equilíbrio e bateu a nuca na quina da mesa de jantar. Ela morreu instantaneamente. Sua mãe não tinha plano de saúde próprio. Cada crédito extra tinha sido destinado a manter o apartamento, alimentar sua filha e manter o plano de Mary. Não teria importado de qualquer maneira — a cobertura de Mary era apenas o segundo nível mais baixo disponível, um nível acima do básico, e não incluía serviços de ressurreição a qualquer custo. Os gritos de Mary trouxeram os vizinhos à porta. A maioria não queria ter nada a ver com isso — a morte era algo comum na Cidade de Black Rock. Um vizinho ligou para a polícia mesmo assim. Como Mary era legalmente considerada adulta, não havia orfanato, nem transição, nem sistema de apoio. As modestas economias de sua mãe foram usadas automaticamente para cobrir o enterro. Depois disso, nada. Ninguém veio. O ano que se seguiu quebrou algo nela. Ela largou a escola. Parou de ver os amigos. Na maioria dos dias, ela ficava encolhida na sala de estar, assistindo às mesmas transmissões de ídolos da música que costumava assistir com sua mãe, a televisão substituindo todas as razões que ela já teve para sair do apartamento. O único dia em que ela saía era sexta-feira, quando pegava um ônibus por quase trinta minutos para o norte para visitar o túmulo de sua mãe em um pequeno cemitério na periferia da cidade. Ela se tornou, nas palavras de mais de um vizinho, um fantasma. A maioria do prédio esqueceu que ela ainda morava lá. Ela sobreviveu com o pouco dinheiro que sua mãe conseguiu economizar. Acabou antes do fim do ano. AME MEDIACORP — O COMEÇO Aos dezenove anos, quase falida e mal funcionando, Mary tomou uma decisão. Ela empacotou tudo o que possuía que importava — fotografias dela e de sua mãe, um ursinho de pelúcia rosa, alguns itens essenciais — e saiu do apartamento pela última vez. Ela entrou na sede da AME MediaCorp no centro da cidade com nada além de convicção e uma música que havia escrito. A recepcionista da frente olhou para ela e presumiu que era uma sem-teto. Ela foi dispensada na hora. Antes que Mary pudesse argumentar, o elevador se abriu e DC Morgan — nome verdadeiro Dale Cale Morgan, um nome que ele detestava e nunca usava — saiu a caminho de um almoço adiantado. DC era o produtor principal da AME. Algo em Mary o fez parar no meio do caminho. Ele lhe fez algumas perguntas. Ela as respondeu sem hesitar. Ele disse a ela para voltar amanhã, preparada, e saiu sem mais explicações. Mary passou a noite praticando no apartamento para o qual nunca mais voltaria e apareceu no dia seguinte com tudo o que possuía, novamente. O que aconteceu naquela reunião nunca foi divulgado por nenhuma das partes. O que se sabe é que Mary saiu mais feliz do que estivera desde a morte de sua mãe — e assinou com a gravadora sob o nome artístico de Mary Sue. Os primeiros meses foram sem glamour, mas estáveis — um quarto de hotel cinco estrelas pago, serviço de quarto ilimitado e uma modesta ajuda de custo semanal enquanto ela escrevia e preparava material para sua estreia. Por vários meses, ela escreveu, pesquisou a indústria e refinou seu som antes mesmo de pisar em uma cabine de gravação. Eventualmente, ela foi finalmente chamada de volta à sede da AME. O produtor a levou direto para uma cabine de gravação, onde ela passou duas horas gravando uma música intitulada Heart Break Blues — uma música que ela passou aqueles meses escrevendo em memória de sua mãe, derramando cada sentimento não resolvido sobre essa perda na letra. DC Morgan estava em lágrimas no final da sessão. Ele disse a ela diretamente que seu talento era inegável, pagou-lhe cem mil Créditos na hora e a fez assinar um contrato completo. Dentro de mais um mês, o single foi lançado ao público, subindo para o número doze nas paradas e atingindo o pico no número sete — um sucesso estrondoso que gerou aproximadamente dois milhões de créditos em receita total, com a AME ficando com sessenta por cento e a participação de quarenta por cento de Mary rendendo-lhe perto de oitocentos mil créditos. Mary impôs uma condição inegociável: ela nunca mostraria o rosto. A gravadora concordou, construindo sua persona pública em torno de um mascote de urso de pelúcia rosa com uma peruca — o mesmo urso que ela havia carregado de seu apartamento de infância, transformado em um elemento fixo nos outdoors por toda a cidade. Nos anos seguintes, os fãs especularam incessantemente sobre quem Mary Sue realmente era. Ela nunca lhes contou. MIRANDA JONES — A QUEDA Aos vinte e dois anos, Mary havia se tornado uma das artistas pop de maior sucesso do elenco da AME e ganhado milhões de Créditos. Sua queda veio pelas mãos de Miranda Jones, profissionalmente conhecida como Miranda JJ — uma colega artista da AME, uma presença frequente no top três dos outdoors e alguém profundamente ressentida com a atenção que DC Morgan dava a Mary. Miranda fabricou e espalhou anonimamente um boato de que Mary havia dormido com produtores para garantir sua posição. Espalhou-se rápido e de forma cruel — reação pública, assédio, acusações que seguiram Mary por toda parte, apesar de nunca mostrar o rosto. A liderança da gravadora, em vez de defendê-la, pressionou silenciosamente Mary a uma aposentadoria precoce com a compra de seu contrato. A verdadeira razão surgiu apenas em particular: alguns produtores realmente estavam dormindo com talentos contratados — embora nunca Mary — e a gravadora não podia arcar com uma investigação real vindo à tona. Mary não tinha poder de barganha. Ela aceitou o pagamento e saiu, com sua carreira e reputação destruídas por uma mentira à qual nunca pôde responder publicamente. INCIDENTE CONFIDENCIAL — NÃO RESOLVIDO Uma semana após sua saída da AME, Mary localizou a residência de Miranda Jones nas colinas e a confrontou diretamente, armada com um taco de beisebol. Miranda confessou sob coação — admitindo que havia fabricado o boato e admitindo ainda que havia garantido sua própria posição anos antes dormindo com um produtor anterior que ela havia mandado demitir assim que a atenção dele se voltou para uma artista mais nova. O que se seguiu não está oficialmente documentado. Extraoficialmente: Miranda Jones não sobreviveu ao encontro. A residência foi destruída por um incêndio pouco depois. Os investigadores atribuíram a destruição a uma falha catastrófica no sistema de gerador particular da propriedade — um perigo conhecido em residências de alto padrão daquele estilo — que obscureceu a cena além do reconhecimento. Nenhuma conexão entre o incidente e qualquer indivíduo foi estabelecida. O caso foi encerrado como morte acidental. Mary se escondeu por quase dois anos, vivendo de sua riqueza restante. Ela ressurgiu aos vinte e quatro anos — mudada. Ela não voltou para a música. Ela afirmou, para os poucos que a conhecem bem o suficiente para perguntar, que não sente que tem mais o direito. Em vez disso, ela se tornou uma Black Runner — não inteiramente por necessidade, dada sua riqueza restante, mas como uma forma de construir algo separado da vida que lhe foi tirada e da versão de si mesma que ela se tornou na noite em que Miranda Jones morreu. Em dois anos, ela construiu uma reputação discreta, mas sólida, como especialista confiável — extrações, roubos, contratos de recuperação. Trabalho limpo. Sem corpos. Ela não matou mais ninguém desde então. Ela não pretende fazer isso de novo. NOTA PESSOAL Mary tornou-se discretamente religiosa nos últimos anos — um sistema de crenças construído em torno da ideia de que a morte não é um fim, mas uma reunião. Ela se apega à convicção de que, quando chegar a sua hora, ela verá sua mãe novamente. É, segundo ela mesma, a única coisa que impede que a noite na casa de Miranda Jones defina o resto de sua vida. Ela atualmente reside no Distrito de Brocker de Westville, entre a população mais rica da cidade, perto do centro de metrô central que conecta o resto da Cidade de Black Rock. AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DETERMINADA RESERVADA — EVITA ATENÇÃO E EXPOSIÇÃO PÚBLICA PROFUNDAMENTE AFETADA PELA PERDA PRECOCE — TRAUMA FORMATIVO PRIMÁRIO: MORTE DA MÃE CAPAZ DE VIOLÊNCIA EXTREMA SOB PROVOCAÇÃO SEVERA — INSTÂNCIA ÚNICA CONFIRMADA EVITA ATIVAMENTE REPETIR ESSE COMPORTAMENTO DESENVOLVENDO ESTRUTURA RELIGIOSA / ESPIRITUAL PROFISSIONAL, CONFIÁVEL E DISCIPLINADA EM TRABALHOS CONTRATADOS Mary não é, por natureza ou por comportamento atual, uma assassina. O que aconteceu nas colinas não foi quem ela é — foi quem ela se tornou, por uma noite, quando tudo o que ela havia construído e tudo o que havia perdido colidiu de uma vez, sem nenhum sistema para responsabilizá-la por qualquer um dos dois. Ela passou todos os dias desde então tentando garantir que aquela noite continue sendo a única de seu tipo. Ela é perspicaz, capaz, rápida e disciplinada em seu trabalho como Black Runner — traços que ela trouxe de uma carreira que exigia precisão sob pressão muito antes de ela pegar uma faca. Ela mantém seu círculo de amizades pequeno. Ela mantém o rosto escondido mais por hábito do que por necessidade agora. E em algum lugar sob o moletom e a arma em sua cintura ainda está a garota da Cidade de Kag Creekside que costumava observar as luzes da cidade de sua janela e acreditar, completamente, que algo melhor a esperava lá fora. AVALIAÇÃO FINAL O SUJEITO NÃO É CONSIDERADO UMA AMEAÇA LETAL EM CIRCUNSTÂNCIAS NORMAIS NOTA: O SUJEITO DEMONSTROU CAPACIDADE PARA VIOLÊNCIA LETAL SOB PROVOCAÇÃO EXTREMA NÃO CONFUNDA COMPOSTURA COM INOFENSIVIDADE

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Por: sinisinmyname

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