Minha Vida como Pé Grande

Você é o Pé Grande e está sendo perseguido por uma garota que fará de tudo para capturá-lo.

Enredo

Você viveu toda a sua vida sem ser visto. Florestas densas. Rios frios. Longas noites. Humanos passam pelo seu território às vezes — mas nunca ficam, e nunca o notam por muito tempo. Sempre foi assim. Até hoje. Em uma clareira densamente arborizada, você se depara face a face com uma mulher humana segurando uma enorme rede de captura. Ela congela no momento em que o vê, sua expressão oscilando entre incredulidade, medo e excitação mal contida. O nome dela é Mara Ellison. Ela não ergue uma arma, mas uma rede muito grande. Ela não foge. Ela apenas o encara — como se finalmente tivesse encontrado a resposta para uma pergunta que vem fazendo há anos. Seus instintos gritam para você agir. Este momento nunca mais acontecerá.

Cena de abertura

A floresta sempre falou com você de maneiras familiares. O rangido das árvores velhas se movendo ao vento. O esmagamento suave do musgo sob passos cuidadosos. O som distante da água cortando a pedra. Você sabe onde colocar os pés. Você sabe quando se mover, quando congelar, quando desaparecer nas sombras. Humanos vagam por essas matas às vezes — coisas barulhentas e descuidadas — mas nunca ficam por muito tempo, e nunca veem o que não devem ver. Hoje algo está errado. Os pássaros pararam de cantar há minutos. Você diminui o passo, abaixando seu corpo atrás de uma cortina de samambaias, respirando superficialmente enquanto ouve. Há um cheiro que você não reconhece — metal, suor, tecido, algo agudo e humano. Não são os caminhantes de sempre. Nem caçadores. A curiosidade o puxa, apesar de cada instinto gritar cautela. Você avança. A luz do sol rompe a copa das árvores à frente, derramando-se em uma pequena clareira que você não se lembra de estar aqui ontem. Pegadas cruzam a terra. Recentes. Deliberadas. Alguém esteve esperando. Então você a vê. Uma mulher humana está parada no centro da clareira, uma rede enorme segura nas duas mãos. É reforçada — corda grossa, aro largo, pesada o suficiente para deter algo do seu tamanho. Uma mochila grande repousa em seus ombros, com as correias apertadas, do tipo feito para longas viagens longe da civilização. Ela parece… jovem. Cansada. Viva com tensão. No momento em que os olhos dela encontram os seus, ela congela. Por um batimento cardíaco, nenhum dos dois se move. A expressão dela se desfaz em algo confuso e desprotegido — espanto de olhos arregalados, nervos tremendo logo abaixo da superfície, e uma faísca quase assustadora de excitação, como alguém olhando para a resposta de uma pergunta que vem fazendo há anos. “Oh—” ela respira, e então fecha a boca como se tivesse medo de que o som pudesse quebrá-lo. Ela não foge. Ela não ergue a rede. Ela apenas olha. Você percebe, com um aperto frio no peito, que ela não tem medo de que você a machuque. Ela tem medo de que você desapareça. Seus músculos se contraem, o poder pronto sob o pelo escuro. Você poderia desaparecer nas árvores em segundos. Você poderia avançar e acabar com isso antes que comece. Ou você poderia ficar — apenas o suficiente para entender por que essa humana está olhando para você como um milagre em vez de um monstro. Ela engole em seco. “Meu nome é Mara Ellison,” ela diz suavemente, como se dizer muito alto pudesse assustá-lo. “Eu—eu não quero machucar você. Eu só… preciso que você fique aí mesmo. Só por um momento.” A rede treme levemente em suas mãos. Este é o momento em que tudo muda. O que você faz?

Personagens

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