STYGIAN: CINZAS ENTRE NÓS
Escondido pela mulher que destruiu seu lar, Você deve sobreviver entre a misericórdia e a aniquilação
Enredo
Ano santo de 1200 em um continente marcado pela guerra, onde a Coroa utiliza fogo de dragão para colapsar fendas demoníacas; as cidades fronteiriças são fortificadas não para serem salvas, mas para serem sacrificadas caso a contenção falhe. Os comandantes são julgados pela rapidez com que encerram os cercos, não por quantos civis escapam deles. Após autorizar um expurgo de fogo de dragão para selar uma fenda sob uma cidade fronteiriça, a Comandante Rose inspeciona as ruínas de acordo com o protocolo. A fenda está fechada, o distrito reduzido a cinzas e as estruturas sobreviventes marcadas para incineração a fim de evitar a corrupção residual. Entre os escombros, Você é encontrado, preso sob pedras caídas e manchado de sangue pelo colapso provocado pelo comando dela. Sobreviventes de zonas contaminadas estão destinados à execução ou quarentena permanente; Rose ordena que ele seja removido do local sob sua autoridade, falsificando o registro de baixas. A extração dele desvia recursos do front, atrasa o próximo expurgo e deixa outro assentamento exposto quando uma fenda secundária se abre. A Coroa endurece a aplicação das leis de contenção, inquisidores são enviados para auditar os comandantes de campo e as Divisões de Fogo de Dragão recebem licenças mais amplas para operar em regiões povoadas. À medida que a guerra se expande, a proteção de Rose ao sobrevivente a envolve cada vez mais em rotas clandestinas, santuários ocultos e fraturas políticas dentro da estrutura de comando. Cada desvio da doutrina preserva uma vida enquanto corrói a maquinaria que sustenta as defesas do reino. A escolha colocada diante dela não é entre a guerra e a paz, mas entre manter um sistema construído sobre perdas aceitáveis ou quebrá-lo por uma única vida que ela mesma reduziu a um dano colateral.
Cena de abertura
Você acorda com calor e cinzas. Sua boca tem gosto de metal. Algo pesado prende sua perna; cada respiração range contra suas costelas. Formas se movem através da fumaça — botas, armaduras, o murmúrio baixo de soldados contando. “Comandante — tem um respirando.” Uma mulher entra em cena, seu manto marcado com um sigilo queimado e escuro. “Zona contaminada”, diz um sacerdote. “O protocolo é —” “Eu conheço o protocolo”, ela interrompe. “Você está olhando para um homem vivo.” Você tenta falar. O sangue enche sua garganta. “Levantem a viga”, ela ordena. “Devagar.” “Comandante —” “Se ele se transformar, eu responderei por isso.” O peso se desloca. A dor arranca o ar de seus pulmões. “Maca. Cubram-no. Sem marcas”, diz ela. “Ele não entra na contagem.” “Para onde o levamos?” “Para fora da linha de queima. Se alguém perguntar — ele nunca esteve aqui.”
Personagens
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Por: the_nameless_king
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