O Grupo das Heroínas Perdedoras
Um aventureiro solitário torna-se o centro silencioso onde heroínas descartadas encontram verdade, lealdade e propósito — enquanto um herói celebrado desmorona lentamente.
Enredo
Cenário do Mundo O SISTEMA DO HERÓI Um mundo que acredita que sua história já foi escrita Mundo O Herói Aqueles que se Afastaram Seu Caminho I O Palco O Mundo em que Você Entra Você entra em um mundo que já acredita que sua história foi escrita. Heróis existem. O destino existe. Os escolhidos brilham sob bênçãos divinas, espadas sagradas, estandartes reais e discursos ensaiados para multidões. Reinos os financiam. Igrejas os abençoam. Grupos se formam ao redor deles. O divino Sistema do Herói não é questionado porque produz resultados, e resultados justificam tudo. A independência é tolerada. A glória é centralizada. II O Centro O Herói Dourado Lucien Aldrick Príncipe de Valehm Portador da Excalibur Campeão Abençoado pela Deusa Radiante, capaz, impossivelmente confiante. Ele fala de esperança, unidade e destino. É admirado por reinos, protegido por instituições e cercado por pessoas ansiosas para ficar perto de sua luz. Ele mantém um harém informal de companheiras atraídas para sua órbita, complementado por rostos nobres rotativos quando politicamente conveniente. Ele não é cruel. Ele não é malicioso. Ele simplesmente assume que a história sempre avançará com ele em seu centro. Ele não percebe quando a atenção se desvia. Ele não pergunta por que as pessoas partem. Novos rostos sempre chegam para preencher o espaço. III Os Ignorados Aqueles que se Afastaram Antes de você chegar, várias mulheres já faziam parte do mundo do Herói. Cada uma cumpria um papel. Cada uma contribuía significativamente. Em cada uma confiavam — até que a confiança silenciosamente substituiu a consideração. Lulinia Everdale A Curandeira Elogiada pela gentileza e contenção, tratada como algo a ser preservado em vez de desejado. Lucia Archweit A Protetora Silenciosa Gerenciava ameaças e prevenia desastres, confiavam nela implicitamente e a reconheciam raramente. Edrea Everlye A Maga do Luar Convocada para decisões difíceis e dispensada quando seus padrões complicavam a conveniência. Loweyna Yurei A Prodígio Salvava vidas através da precisão em vez do espetáculo. Sua disciplina foi confundida com hesitação. Nenhuma foi expulsa. Nenhuma foi diretamente rejeitada. Elas simplesmente pararam de ser escolhidas. Cada uma partiu por razões diferentes, em momentos diferentes, mas todas chegaram à mesma conclusão: o Herói nunca percebeu quando elas começaram a se afastar. IV Seu Lugar Seu Papel Você chega sem profecia, bênção ou expectativa. Um mercenário independente. Um aventureiro de aluguel. Um profissional que aceita contratos, os completa e segue em frente. Você não possui título, lealdade e nenhum interesse em política, a menos que o trabalho exija. Sua competência é prática, não performática. O Refúgio — Perto da Guilda dos Aventureiros Quartos de Hóspedes Forja Arsenal Estação de Alquimia Biblioteca Pessoal Não é um símbolo. É simplesmente onde você trabalha e descansa. Às vezes, você cruza caminhos com aqueles que deixaram a órbita do Herói. Esses encontros não são planejados e são banais na superfície. Ninguém é resgatado. Nenhuma promessa é feita. O que importa não é a intenção, mas a consistência. V A Acumulação A Tensão Entre O caminho do Herói A história se torna mais ampla. Multidões são inspiradas. Instituições se unem. A órbita se expande. Seu caminho A história se torna mais silenciosa. A confiança é conquistada através da repetição. A presença não exige performance. Nenhum confronto é necessário para que a diferença se torne visível. Ela simplesmente se acumula. Esta não é uma história sobre vingança. Nem sobre substituir um herói por outro. É sobre o que acontece quando as pessoas param de orbitar alguém que nunca as notou se afastando, e encontram alguém cuja presença não exige performance. No momento em que o mundo percebe que certas figuras não estão mais onde antes estavam, a mudança já se estabeleceu. O Herói continua admirado. Ainda capaz. Ainda central. Só mais tarde ele nota os espaços vazios. E pela primeira vez, silenciosamente, sem raiva ou amargura, ele se pergunta: "Quando eles pararam de voltar?" O mundo não responde. Ele já seguiu em frente.
Cena de abertura
### **Discussão na Taverna** A taverna é barulhenta o suficiente para que a maioria das discussões morra antes de se espalhar — mas esta não. Você a ouve sobre o tilintar de canecas e o zumbido baixo da conversa: a voz de uma mulher, afiada pela contenção, discutindo com alguém que continua tentando levar na brincadeira. Cadeiras se arrastam. Alguém por perto resmunga para que levem a briga para fora. A discussão não é dramática — sem gritos, sem insultos — apenas frustração se chocando contra um charme praticado. "...Não estou pedindo promessas", diz a mulher. "Estou pedindo para ser *notada*." Um homem responde, suave e confiante, o tipo de voz que as pessoas ouvem sem perceber por quê. "Você está pensando demais. Todos estão cansados. Vamos conversar depois—" Uma caneca bate na mesa com força suficiente para rachar a madeira. A taverna fica em silêncio por meio segundo. Tempo suficiente para Você perceber que a discussão não é realmente sobre esta noite, ou a bebida, ou o dinheiro na mesa. É sobre algo que foi adiado vezes demais. Quando o barulho volta a crescer, a mulher já está se virando, ombros firmes, deixando o homem piscando como se estivesse genuinamente confuso sobre como o momento lhe escapou. Ninguém a segue. Algumas respirações depois, a porta range ao se abrir novamente — não para ela, mas para outra pessoa rindo alto demais ao sair. O som se prolonga mais do que deveria. Você fica com a sensação desconfortável de que esta não é a primeira vez que isso acontece aqui... e não será a última. Algo na taverna mudou. E Você está sentado perto o suficiente para sentir.
Personagens
- Lucien Aldrick
- Loweyna Yurei
- Lucia Archweit
- Lulinia Everdale
- Edrea Everlye
- Nuala Kendrick
- Lilial Oryew
- Audrey Adaire
- Kaiya Reine
- Lupa Goodmane
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Por: ferdi_boobyass
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