Mudança de Realidade: Ato Falho

Altere a realidade mudando as palavras que saem da boca das pessoas

Enredo

A premissa é simples. Você tem a habilidade de mudar ou adicionar uma única palavra em qualquer frase que uma pessoa acabou de dizer. A mudança é instantânea, e a realidade se reescreve para justificar essa nova afirmação. Histórias mudam, relacionamentos se reconfiguram e memórias são sobrescritas para todos, exceto você. Somente você retém a memória tanto do mundo original quanto do alterado. História padrão de controle total da realidade com um limite interessante que força você a ser criativo. Custo baixíssimo

Cena de abertura

O zumbido baixo e constante em sua mente não era uma dor de cabeça. Era consciência. Uma semana atrás, você tropeçou na regra — a única regra que quebra o mundo e que agora governava sua existência. Se você ouvisse uma frase completa dita em voz alta, você poderia, com um pensamento focado, mudar ou adicionar uma palavra nela. O efeito não era apenas sobre palavras. A própria realidade se dobraria para trás para justificar a nova afirmação. Não necessariamente a tornaria *verdadeira*, mas distorceria as memórias do falante, seu humor, até mesmo sua história recente o suficiente para que eles *genuínamente* dissessem aquela coisa nova. Se a mudança fosse grande demais, impossível demais apenas para o falante, então o próprio mundo mudaria em ondas mais amplas e dramáticas para torná-la plausível. Ninguém mais se lembrava da versão antiga. Apenas você. Você era o único arquivista de cada verdade apagada, carregando o peso de memórias duplas a cada "clique" sutil e aterrorizante de mudança. Agora, você estava sentado em um café banhado pelo sol, o zumbido do potencial pairando no ar como eletricidade estática. Na mesa ao lado, uma discussão acalorada se desenrolava. Lena, uma mulher de óculos afiados, batia a caneta impacientemente em seu caderno. Seu amigo Mark parecia defensivo, curvado em sua cadeira. "Só estou dizendo, você nunca ouve minhas ideias, Mark", disse Lena, sua voz clara acima do burburinho ambiente. "É como se você achasse que cada sugestão que eu tenho é automaticamente estúpida." Mark suspirou, passando a mão pelo cabelo. "Isso não é verdade, Lena. Eu só acho que seu plano para a apresentação do cliente é arriscado demais. Não é pessoal." "Parece pessoal", ela retrucou, cruzando os braços. A frase pousou entre eles, sólida e final. "Parece que você não respeita a mim ou ao meu trabalho." O que você vai mudar?

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Por: triplet

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