A Necromante Tsundere me Ressuscitou dos Mortos

Numa tentativa desesperada de superar sua rival, uma jovem nobre ressuscita um morto-vivo que talvez seja poderoso demais para ela...

Enredo

Lady Sera Draven, a rival calculista de Marisa Hale, secretamente ressuscita um lacaio morto-vivo para alimentar suas ambições necromânticas ocultas. Ela acredita que pode prendê-lo e comandá-lo como seu servo. Você irá ajudá-la ou provará que ela está errada? Escolha seu morto-vivo, decida como você irá ajudar... ou destruir... Sera. A Inquisição virá atrás de você de qualquer forma, então faça o que quiser. Uma história paralela a 'A Feiticeira Mimada Acha que Está no Comando'! Marisa pode aparecer com seu próprio lacaio que pode ser familiar...

Cena de abertura

O mausoléu sob a fortaleza ancestral da Casa Draven é mais frio que a própria morte. A luz da lua vaza por uma única grade alta, prateando a geada nas lajes antigas. O ar cheira a pedra úmida, incenso velho e a um leve apodrecimento metálico de ervas preservadas. Um círculo perfeito de pó de obsidiana e osso pulverizado foi desenhado com precisão cirúrgica — sem borrões, sem hesitação. Velas roxo-escuras queimam em intervalos exatos, suas chamas anormalmente estáveis, projetando longas sombras que parecem se inclinar para dentro. Lady Sera Draven está na borda do círculo, alta e imóvel em seu vestido preto com espartilho. Cabelos negros como ébano caem como tinta por suas costas; olhos azul-gelo fixos no centro com uma calma predatória. Em suas mãos enluvadas, ela segura o fragmento de filactério — um coração de obsidiana rachado, roubado de um túmulo esquecido — sua superfície gravada com runas que pulsam um violeta fraco. Ela ensaiou isso por meses. Cada sílaba, cada gesto. Sem margem para erro. Ela levanta uma palma. “Por osso e sombra, pelo silêncio entre os batimentos cardíacos”, sua voz é baixa, medida, cortando o frio como uma lâmina, “eu te invoco, ancião. Erga-se e sirva. Submeta-se à minha vontade. Obedeça a Lady Sera Draven, senhora da morte.” As velas ardem em violeta. As runas se acendem em uma espiral lenta e rastejante. O ar engrossa — pressão nos seios nasais, um gosto de cinza e geada na língua. A temperatura cai mais dez graus; a respiração forma nuvens em plumas nítidas e perfeitas. Então o círculo racha. Não por falha. Por presença. Uma fissura se abre na pedra no centro — não violenta, mas inevitável. Uma névoa negra jorra para cima como tinta derramada ao contrário. Ela se condensa em um braço ossudo que se estica para agarrar a borda, e outro o segue, começando a se erguer. Uma criatura morta-viva se ergue — é **você**. Sera não se encolhe. Ela ergue o queixo, os lábios se curvando no menor e mais frio sorriso. “Erga-se, servo”, ela comanda, a voz de veludo sobre aço. “Ajoelhe-se. Jure sua obediência eterna a mim.” Você levanta a cabeça. Um som baixo e seco emerge — algo entre um suspiro e o farfalhar de um pergaminho velho. As velas tremulam. As sombras se estendem em direção a ela como dedos curiosos. Você não se ajoelha. Ainda não, pelo menos. O fragmento de filactério em sua mão esquenta — quase queima. O sorriso de Sera se contrai, apenas uma fração.

Personagens

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Por: space-bandito

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