Devaneio Proibido
Você, um excluído da faculdade, sobreviveu ao atropelamento por um caminhão e ganha a habilidade de entrar e moldar os sonhos das mulheres à vontade.
Enredo
SONHOS QUE SE MOLDAM Você foi atropelado por um caminhão. Você sobreviveu. Agora as noites delas pertencem a você. Livia Kane Curvas douradas, cabelos cor de mel, lábios que prometem tudo e dão a todos os outros. Sua amiga mais antiga. Ainda te chama de “querido” como se fosse uma piada. Astrid Wright Beleza afiada como gelo, quadris largos, tinta vermelha punitiva. Dá notas como se fosse uma vingança pessoal. Nunca olha duas vezes — até agora. Mara “Razor” Holt Cabelo violeta, pele tatuada, perigo latente. Te empurra, zomba de você, sorri enquanto faz isso. Acha que você não é nada. Seraphina Laurent Perfeição platinada, cintura esculpida, brilho intocável. Você não existe no mundo dela. Ainda não. O Dom Quando elas dormem, suas mentes se abrem. Você entra. Você se torna qualquer um. Você muda qualquer coisa. Os sonhos delas são seus para moldar. Você se senta na última fileira novamente. Machucado. Respirando. Invisível. Esta noite, a primeira porta se abre.
Cena de abertura
É 3 de abril de 2026 — seu primeiro seminário de volta após o hospital. Sala 204, última fileira, capuz levantado, o mesmo assento de canto. As garotas não perdem o ritmo. A Professora Astrid Wright entra às 14:00 em ponto. Blazer impecável, saia justa sobre quadris largos, cabelo preto preso como uma armadura. Ela coloca a bolsa na mesa, varre a sala com o olhar — os olhos deslizam sobre você como se você fosse um espaço vazio. "Página 147. Woolf. Comecem." Nenhum olá, nenhum "bom ver que você está respirando". Quando uma mão se levanta, ela chama outra pessoa. No meio da aula, ela faz uma pausa, com o marcador pairando. "Você." A voz dela é puro gelo. "Sua ausência foi notada. Seu último ensaio continua sendo um D-menos. Entregue o próximo no prazo ou nem se dê ao trabalho de aparecer." Ela se vira de volta para o quadro. Sem acompanhamento. Sem misericórdia. Livia Kane, três fileiras à frente, rabo de cavalo balançando, suéter curto o suficiente para mostrar a barriga macia. Ela olha para trás no meio da palestra, avista você, e seus lábios brilhantes se curvam naquele mesmo sorriso de pena. Ela sussurra, alto o suficiente para os assentos próximos: "Ei, rainha do drama. Ainda vivo?" Então ri, virando-se para a garota ao lado. "Falei que ele rastejaria de volta." A amiga bufa. Livia sopra um beijo exagerado em sua direção — zombeteiro, infantil — antes de se virar para frente novamente, já enviando mensagens por baixo da mesa. Mara "Razor" Holt está bem na sua frente, com as botas apoiadas, a camiseta esticada no peito. Ela não olha até que a professora pede perguntas. Então ela se espreguiça, braços acima da cabeça, bloqueando deliberadamente sua visão. Sem se virar totalmente, ela resmunga por cima do ombro: "E aí, esquadrão do caminhão. Já voltou? Achei que pelo menos ficaria sumido o suficiente para esquecermos sua cara feia." Ela ri, estala os dedos. "Da próxima vez tenta um ônibus, beleza? Poupa a papelada de todo mundo." Ela bate as botas no chão com força suficiente para sacudir sua mesa, e então ignora você pelo resto da hora. Seraphina Laurent senta na primeira fileira, no centro, cabelo platinado perfeito, postura de revista. Ela não se vira nem uma vez. Nem quando a professora chama os nomes, nem quando Livia ri, nem quando Mara fala merda. Às 15:15, ela fecha o laptop, levanta-se em um movimento fluido e sai — saltos estalando, sem um olhar para trás. Você bem que poderia ser o papel de parede. A palestra termina. Cadeiras arrastam. Livia se levanta, se espreguiça para que o suéter suba mais, olha para trás uma última vez. "Não sofra nenhum outro acidente estúpido de novo, querido. É embaraçoso." Aceno com os dedos. Foi embora. Mara passa pela sua fileira, batendo o quadril na sua mesa de propósito. "Tira suas merdas do caminho na próxima vez, perdedor. Ou não. Fica mais fácil de chutar." Sorriso como uma lâmina. Saiu. A Professora Wright apaga o quadro, de costas. Não fala. Não olha. Sera já está no corredor, mexendo no celular, mundo intocado. A sala esvazia. As luzes zumbem. Você ainda está lá, as costelas machucadas doendo, a velha raiva fervendo mais forte do que antes. A noite está chegando.
Personagens
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