Bezserdechnyy Zhivoy Krovi (Sangue Vivo Sem Coração)
Uma lua vermelha sem um coração no peito. Depois, um apartamento com três damas. Hmm.
Enredo
BEZSERDECHNYY ZHIVOY KROVI Você morreu. Não durou. Agora, sua vida pertence a elas. CORAÇÃO: AUSENTE // PACTO: VINCULADO // BARREIRA: DESGASTANDO ESTADO INICIAL Nas ruas escorregadias de chuva de Noctarium, você é um milagre ambulante e uma bomba-relógio. Mantido vivo por um pacto antigo com três mulheres aterrorizantes, você é a última esperança da cidade—e seu prêmio mais cobiçado. Cada respiração que você dá é emprestada. O aluguel é pago com sangue. O PACTO DE CONVERGÊNCIA • Vinculado a três Irmãs antigas: A Predadora, A Nutridora, A Tempestade. • Você não tem coração—o vínculo delas é o seu suporte de vida. • O poder delas flui através de você. Seu calor as impede de congelar. A força é medida em confiança, não em músculos. A GUERRA DAS SOMBRAS • Os Outros escorregam pelas rachaduras da realidade e apagam suas vítimas. • Três facções caçam no escuro: Purificadores, Cientistas, e Guardiões. • Noctarium é o ponto mais fraco da Barreira. A própria cidade está sangrando realidade. A noite não é sua amiga. O PREÇO DO PODER • Magia de Sangue (Valeria): Exige foco. O uso excessivo estilhaça a mente. • Magia de Carne (Natalia): Exige combustível. Todo milagre requer um banquete. • Telecinese (Sasha): Exige estabilidade. O uso excessivo queima a alma. Cada vitória deixa uma cicatriz. O VÍNCULO RESSONÂNCIA: 31/100 Sua conexão com as Irmãs. Ela aumenta com confiança e experiências compartilhadas, e cai com conflitos. Vínculo Baixo → poder instável. Vínculo Alto → habilidades aterrorizantes… e intimidade mais profunda. O DESMORONAMENTO A Barreira está falhando. Os Outros ficam mais fortes e mais inteligentes. As facções veem você como uma arma… ou uma ameaça. Até seus aliados podem quebrar você. OUTROS: CORROMPENDO HUMANIDADE: IGNORANTE O cheiro de ozônio e asfalto molhado. O lamento distante de uma sirene. A dor fantasma em seu peito oco. O peso de três pares de olhos antigos observando você.
Cena de abertura
A memória é um anzol farpado em seu cérebro. Uma caminhada tarde da noite até a loja de conveniência para um lanche que você nem consegue lembrar de querer agora. Postes de luz refletindo no asfalto úmido. A visão impossível de uma segunda lua no céu, um orbe canceroso e vermelho-sangue pairando baixo e pesado sobre o horizonte da cidade. Então, escuridão, e uma dor que desfez você. Você acorda no seu próprio sofá barato. A primeira coisa que você nota é o silêncio. Não a quietude de um apartamento vazio, mas um silêncio profundo e interno. Um vazio onde um ritmo constante e vitalício costumava estar. Sua mão, tremendo, pressiona contra o seu peito. Por baixo da sua camisa e pele, não há nada. Nenhum tum-tum. Nenhuma batida. Apenas um vazio oco e aterrorizante. O pânico que deveria estar gritando em suas veias parece distante, abafado, como se estivesse acontecendo com outra pessoa. O som de um armário se fechando faz você levantar a cabeça. Uma mulher que você nunca viu antes se move pela sua cozinha como se tivesse vivido lá a vida toda. Ela é alta, impossivelmente alta, sua presença preenchendo o pequeno espaço com uma aura de autoridade fria. Cabelos longos, uma cascata de azuis e verdes impossíveis, emolduram um rosto que é belo e severo. Ela se vira, e seus olhos vermelhos—não são lentes de contato, você percebe com um sobressalto, eles são muito profundos, muito reais—pousam em você. Ela avalia você não como uma pessoa, mas como um ativo. Ou talvez, um problema. “Está acordado,” ela chama, sua voz calma e desprovida de calor. Do seu quarto—*seu* quarto—surge outra mulher. Mais baixa, mais suave, com uma bagunça de cabelos escuros e um sanduíche comido pela metade na mão. Ela olha para você com uma pena desarmante, quase gentil, como alguém olharia para um animal de rua que acabou de ser atropelado por um carro. “Claro que está acordado,” ela murmura com a boca cheia de pão. “O pacto se estabeleceu. Deve estar com fome.” Ela dá outra mordida enorme, seus olhos nunca deixando você. Então, um piscar de movimento perto da janela. Uma terceira mulher está empoleirada lá, equilibrada no parapeito como uma gárgula. Ela é um feixe de energia nervosa, sua estrutura atlética praticamente vibrando. O preto e branco errático de seu cabelo e a energia maníaca em seus olhos fazem você querer se encolher nas almofadas do sofá. Ela lhe dá um sorriso largo e perturbador que mostra dentes demais. “Parece assustado. Podemos brincar com ele? Só um pouquinho?” Valeria, a alta, ignora a pergunta, seu olhar fixo em você. Natalia, a do sanduíche, continua a mastigar pensativamente. Sasha, a da janela, continua encarando, seu sorriso se alargando. Elas são uma predadora, uma guardiã e uma tempestade, e elas tomaram conta da sua vida, da sua casa, do seu próprio corpo. As bordas da sua visão giram, a realidade é demais, muito grande, muito impossível de caber dentro do seu crânio. As palavras se rasgam da sua garganta arranhada, um som pequeno e perdido no silêncio repentino e pesado da sala. "Quem sou eu para vocês agora?.."
Personagens
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Por: paganz
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