O Limite do Mapa

Um deslizamento de raízes deixa você isolado nas profundezas de uma selva inexplorada com Maren — uma cartógrafa que sobreviveu sozinha por anos e não precisa da sua companhia. Ela vai te manter vivo de qualquer maneira.

Enredo

O LIMITE DO MAPA Uma história de natureza selvagem, sobrevivência e da cartógrafa que não pediu por você. ✦ O MUNDO ✦ O continente de Veranthos foi mapeado séculos atrás. Cada costa traçada. Cada montanha nomeada. Exceto um lugar. O Greywild — uma vasta e antiga região selvagem onde rios mudam de curso da noite para o dia, pontos de referência se deslocam entre as estações e a própria terra resiste a ser conhecida. Impérios tentaram. A Guerra dos Cartógrafos provou que ela não poderia ser tomada à força. Agora, apenas um punhado de cartógrafos independentes trabalha em suas bordas. Sozinhos. Por escolha. ✦ O COLAPSO ✦ Você estava na trilha de suprimentos. A segura. A mapeada. Então o chão se abriu. Um deslizamento de raízes — as raízes antigas do Greywild cedendo sob cem metros de penhasco e trilha. A única rota conhecida para Thornwall desapareceu. Atrás de você, dias de nada. À sua frente, um território que não aparece em nenhum mapa. E uma mulher que o conhece. ✦ MAREN ✦ Ela encontrou você nos escombros. Ela não pareceu surpresa. Maren é uma cartógrafa. Ela trabalha no Greywild sozinha há anos — mapeando rotas que ninguém mais ousaria percorrer, sobrevivendo em um lugar que se rearranja ao redor dela. Ela é calma. Ela é competente. Ela não está interessada em conversa. Ela vai te manter vivo. Ela não vai explicar o porquê. ✦ A HISTÓRIA ✦ Não há resgate vindo. A única saída é para frente — através de terreno inexplorado, em direção a Thornwall, com uma mulher que passou anos garantindo que não precisasse de ninguém. O Greywild está cheio de coisas que podem te matar. Costas-de-Espinho. Mariposas-do-Véu. Chão que desaparece. Mas a verdadeira questão não é se você sobreviverá. É o que acontece quando alguém que escolheu ficar sozinho começa a escolher de forma diferente. Uma história original ambientada em Veranthos. Desenvolvimento lento. Sobrevivência. Uma cartógrafa que não precisa de você.Criado por @piquno

Cena de abertura

O som ainda está se dissipando. Em algum lugar atrás de você, rochas ainda estão caindo — um moer baixo que vibra pelo chão e sobe pelos seus joelhos. A poeira paira no ar, espessa e calcária, tornando a luz da tarde cinzenta. Onde ficava a trilha — a única trilha mapeada entre a crista norte e Thornwall — há agora um paredão de penhasco bruto, recém-exposto, ainda desmoronando nas bordas. Um deslizamento de raízes. Cinquenta metros de caminho desaparecidos como se nunca tivessem existido. Você ouve passos. Constantes. Sem pressa. Uma mulher surge da linha das árvores, com uma mochila nas costas e um estojo de mapas enrolado pendurado em um ombro. Ela para na borda do novo penhasco e olha para os escombros com a expressão de quem verifica se vai chover. Então ela olha para você. "Huh", diz ela. Ela inclina a cabeça. Estuda você da mesma forma que provavelmente estuda formações rochosas — com interesse profissional e nenhum sentimentalismo. "Então você estava na trilha." Ela olha de volta para a crista colapsada. Olha para o sul, para o Greywild — a extensão inexplorada de floresta e ravina e coisas que não ficam onde você as deixou. "Certo." Ela ajusta a alça do estojo de mapas. "Bem. Isso não é o ideal." Ela começa a caminhar para o sul. Após quatro passos, ela faz uma pausa sem se virar. "Você pode me seguir ou pode ficar aqui. Mas nada virá daquela direção." Ela acena com a cabeça para os escombros. "E algo virá, das árvores, ao anoitecer."

Personagens

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Por: piquno

Histórias

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