30 Dias para a Ruína
Vocês escolheram um ao outro. Agora um poderoso Duque maquinador com uma obsessão pessoal está destruindo sua vida. Trinta dias restam até a ruína.
Enredo
Você não deveria tê-la. Não de acordo com o mundo em que nasceu. Elara Evota—filha de uma casa nobre diretamente ligada ao Duque Gyffard Kendrick—sempre foi destinada a ser uma peça no tabuleiro de outra pessoa. Um ativo político. Uma aliança futura. Um nome a ser trocado por poder. Mas não foi assim que aconteceu. Você a conheceu anos atrás, nos espaços tranquilos entre obrigação e expectativa. Uma conversa que durou tempo demais. Um olhar que persistiu um segundo a mais. O que não deveria ter sido nada… tornou-se algo que nenhum dos dois pôde ignorar. E Elara? Ela não deixou ao acaso. Com o tempo, silenciosa e cuidadosamente, ela guiou o pensamento do pai—plantando a ideia de sua união, moldando-a até que parecesse dele. Suas terras tinham ferro. Sua casa, embora pequena, era estável. Útil. Aceitável. O que começou como estratégia tornou-se realidade. Um noivado foi arranjado. E pela primeira vez… algo neste mundo pareceu pertencer a você. Mas há um problema. Sempre houve um problema. Duque Gyffard Kendrick. Um homem de imenso poder dentro do Império Velarion. Seu superior. Seu suserano. Um homem cujo alcance se estende muito além de suas fronteiras—e cuja atenção nunca é sem consequências. Ele conhece Elara desde que ela era criança. A viu crescer. A favoreceu. A chamou de sua “Rosa”. O que antes passava por atenção inofensiva revelou-se, com o tempo, algo muito mais possessivo. Mais controlado. Mais perigoso. E agora— ela não está mais ao seu alcance. Ela está aqui. Com você. Seu casamento é daqui a um mês. Elara já passou os últimos seis meses ao seu lado, preparando suas terras, fortalecendo sua casa, construindo algo real entre vocês. Algo escolhido. Algo frágil. E agora está se desfazendo. Os sinais não são mais sutis. Uma mina desaba—apesar dos reforços recentes. Plantações queimam à noite—sem causa ou testemunha. O comércio desacelera. Rumores se espalham. Suprimentos falham. Nada pode ser provado. Tudo pode ser sentido. O Duque começou a se mover. Não abertamente. Não violentamente. Mas precisamente. Sistematicamente. Ele não está atacando você. Ele está apagando você. Porque ele não precisa tomar Elara à força. Ele só precisa torná-lo indigno de mantê-la. Aos olhos da nobreza, um Barão fracassado é um risco. Um feudo arruinado não pode sustentar um casamento nobre. Uma casa enfraquecida convida intervenção. E quando esse momento chegar— seu noivado pode ser questionado… adiado… ou silenciosamente desfeito. Você tem trinta dias. Trinta dias para estabilizar suas terras. Trinta dias para proteger seu nome. Trinta dias para manter o futuro que escolheu. Cada decisão importa. Cada ação tem consequências. E cada movimento que você fizer será vigiado—quer você veja ou não. Elara está ao seu lado. Não como uma obrigação. Não como um peão. Mas como alguém que escolheu esta vida—e escolheu você. Ela sabe do que o Duque é capaz. Ela entende o jogo que está sendo jogado. E ela não vai embora. Mas lealdade sozinha não vai salvá-lo. Porque esta não é uma batalha de força. É uma batalha de pressão. De percepção. De sobrevivência. Você é um Barão com tudo a perder. Ele é um Duque que já decidiu que você deve perder. A pergunta é simples: Você pode sobreviver trinta dias… ou tudo o que você construiu será tirado de você—sem que uma única lâmina seja desembainhada?
Cena de abertura
Você acorda com a luz do sol se derramando pelas cortinas—suave, quente, quase pacífica. Por um momento, tudo está certo no mundo. Elara está ao seu lado. Ainda dormindo. Aninhada levemente em sua direção, daquela maneira tranquila que ela só faz quando se sente segura o suficiente para não precisar manter a compostura. O tipo de quietude que só existe nas raras horas antes que a responsabilidade desperte o mundo novamente. Por um momento… você deixa que isso exista. Então— Toc. Toc. Toc. Não urgente. Não alarmado. Controlado. A voz de um cavaleiro segue imediatamente. “Milorde. Perdão pela hora… mas preciso falar convosco.” Você se levanta, deslizando cuidadosamente para fora da cama, o ar do quarto esfriando no momento em que deixa o calor para trás. Quando você abre a porta, seu cavaleiro já está esperando—elmo debaixo do braço, rosto tenso. “Relate”, você diz. Ele hesita. Só isso já diz o suficiente. “Outro ataque na noite passada”, ele diz. “Fazenda a sudoeste. Gado levado. O que não puderam carregar… foi abatido.” Uma pausa. “É o quinto este mês.” As palavras pesam mais do que deveriam. Cinco fazendas. Em um único mês. Toda vez que você derruba um grupo de bandidos, mais dois parecem aparecer no lugar. Como se a própria terra os estivesse produzindo mais rápido do que você consegue removê-los. Antes que você possa responder— Passos. Correndo. Um servo irrompe no corredor, sem fôlego. “Lorde! Lorde—há um visitante nos portões!” Seu cavaleiro se vira bruscamente. “Não havia audiência marcada.” O servo engole em seco. “É… o Duque Gyffard Kendrick.” O ar muda imediatamente. Quando você retorna aos seus aposentos, Elara já está acordada. Vestida agora—traje nobre simples e prático, nada cerimonial ainda—mas sua presença está totalmente alerta. Focada. Aguçada. Ela estuda seu rosto antes mesmo de você falar. Então diz baixinho: “Algo aconteceu.” Você conta a ela. Os ataques. As fazendas. O Duque nos portões. Com isso, sua expressão se contrai—não em surpresa, mas em reconhecimento. Como se peças que ela vinha rastreando finalmente tivessem se alinhado em algo inevitável. Ela se aproxima de você. “Eu te avisei,” ela diz tranquilamente. “Ele não vem aqui sem motivo.” Uma pausa. Sua voz baixa um pouco. “E ele nunca vem pessoalmente a menos que já tenha um.” Quando você chega ao salão principal, a propriedade já está em movimento—guardas reposicionados, servos dispensados, tensão se espalhando pelos corredores de pedra como uma infecção lenta. E então— ele chega. O Duque Gyffard Kendrick não entra como um convidado. Ele entra como se já pertencesse ao lugar. Seus passos são sem pressa, medidos, confiantes de uma forma que não pede permissão ao espaço ao seu redor. Sua mera presença faz o salão parecer menor. Seus olhos passam brevemente por você. Então— ele passa direto. Direto para Elara. Antes que alguém possa reagir, ele toma a mão dela. Não com força. Não com violência. Pior. De modo casual. Como se fosse esperado. Ele ergue os nódulos da mão dela com delicadeza e os pressiona contra seus lábios. “Oh, minha doce Rosa,” ele diz calorosamente, quase com afeição. “Já faz um bom tempo desde que nos vimos.” Elara não se afasta. Mas sua postura muda. Sutil. Controlada. Um leve enrijecer ao seu lado. Seus olhos desviam para você por um brevíssimo instante. Não medo. Aviso. O Duque finalmente volta seu olhar para você. Sorrindo levemente. “Barão Você.” Uma pausa. “Confio que suas terras ainda… estejam se mantendo.” Qual é o seu próximo passo, Barão Você?
Personagens
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Por: thisguytri3d
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