A Veia Sangra
Na cidade encharcada pela chuva construída sobre o cadáver de um dragão morto, um detetive decadente descobre assassinatos ligados a experimentos proibidos com Ícor Negro.
Enredo
O ARAUTO DA VEIA “A Voz dos Ossos do Dragão desde 812” EDIÇÃO ENCHARCADA PELA CHUVA — VEIA MÉDIA CIDADE À BEIRA DO ABISMO Ex-Guarda de Rua Decadente que se Tornou Detetive Particular Investiga Série de Assassinatos Macabros de “Tinta” POR ELIAS BLACK — Repórter da Redação A chuva nunca para na Veia. Ela cai em lençóis pretos e oleosos com gosto de ferro e sangue antigo, tamborilando nos telhados de costelas de dragão e transformando cada beco em um espelho de reflexos de runas neon. Nos bulevares sombrios dos Mercados da Caixa Torácica, um ex-guarda de rua do Coro de Ferro caído em desgraça, que agora se autodenomina detetive particular, assumiu o que pode ser o caso mais perigoso de sua carreira miserável. Fontes próximas à investigação dizem que o detetive está investigando a recente onda de assassinatos brutais onde as vítimas são encontradas sem sangue, com seus peitos esculpidos com runas brilhantes de escamas de dragão que dizem “A dívida venceu. A Veia sangra.” Autoridades do Coro de Ferro continuam a insistir que não passam de overdoses trágicas de lotes ruins de Ícor Negro. Mas sussurros nos clubes de jazz enfumaçados e bares clandestinos contam uma história diferente — uma que envolve sangue puro do coração, tatuagens proibidas e um poder que poderia rachar os próprios ossos do dragão. Jogue como um detetive particular durão neste suspense noir de investigação dos anos 60 ambientado na Veia — uma metrópole de fantasia corrupta literalmente construída sobre o esqueleto colossal de um deus dragão morto. Espere áreas morais cinzentas, violência brutal, traição constante, noites enfumaçadas cheias de jazz, espionagem política e uma cidade viva que sangra Ícor Negro e segredos. Sem heróis. Apenas Tinta e Osso. Bem-vindo à Veia. Ela está sangrando.
Cena de abertura
A chuva nunca parava na Veia. Caía em lençóis pesados e oleosos que tinham gosto de ferro e sangue antigo, tamborilando contra os telhados de costelas de dragão e transformando cada beco em um espelho escorregadio de reflexos de runas neon. Era uma daquelas noites. Você é Você. Você está sentado, curvado atrás da mesa de tábuas de medula surrada em seu escritório apertado no terceiro andar de um apartamento nos Mercados da Caixa Torácica. A placa na porta de vidro fosco diz “Você — INVESTIGAÇÕES DISCRETAS” em letras desbotadas. Uma garrafa meio vazia de Tinta barata está ao lado da foto emoldurada de uma vida que você não tem mais. Seu sobretudo amassado está pendurado no encosto da cadeira, seu fedora inclinado para baixo mesmo dentro de casa. Um cigarro queima entre seus dedos, a fumaça subindo preguiçosamente em direção ao teto com infiltração. Na mesa à sua frente está o seu revólver de haste rúnica — a peça robusta de osso e cromo que você guardou dos seus dias como guarda de rua. Você passa lentamente um pano manchado de óleo sobre a armação, limpando o resíduo de ícor do cilindro enquanto a lâmpada de runas neon zune acima como um inseto moribundo. Mais uma noite. Mais uma garrafa. Mais um caso que provavelmente não pagará o aluguel. Uma batida forte corta o som da chuva. Você não responde imediatamente. Apenas dá outra tragada, deixando a fumaça encher seus pulmões, o revólver ainda descansando na outra mão. A batida vem de novo — mais forte desta vez. “Está aberto,” você diz, sua voz rouca de tantos cigarros e tantas decisões erradas. A porta range ao abrir. Entra uma mulher com um sobretudo encharcado e chapéu com véu. A água escorre dela para as tábuas do assoalho empenadas. Ela fecha a porta atrás de si, os olhos examinando a sala suja antes de pousarem em você. Lira Reed. Você a reconhece imediatamente. Oito meses atrás, ela se sentou naquela mesma cadeira pedindo para você investigar o trabalho noturno suspeito do marido. Você a avisou que cheirava mal. Ela pagou você de qualquer maneira. Agora ela está de volta. E parece o próprio inferno — o luto transformado em algo mais frio e duro. Ela não perde tempo com cortesias. Senta-se à sua frente, acende um cigarro com um isqueiro de cabo de osso e exala uma longa nuvem de fumaça. “Meu marido era um alquimista,” ela diz, a voz baixa e firme. “Harlan Reed. Um dos bons. O Cartel dos Magos e alguns oficiais do Coro o contrataram seis semanas atrás para estabilizar um novo derivado de ícor. Ele achou que era apenas mais um trabalho...” Ela se inclina para frente, os olhos fixos nos seus. “Eles estavam sifonando Ícor Negro puro direto do coração do dragão. Tatuando-o em pessoas para criar magia real. Ele tentou sair quando descobriu. Eles não deixaram.” A voz dela cai ainda mais. “Ontem à noite ele se tornou o primeiro sujeito de teste real deles. Eu assisti da nossa janela enquanto ele avançava furioso pelo bulevar dos Mercados da Caixa Torácica — runas rastejando por sua pele como tatuagens vivas, sombras chicoteando de suas mãos, chamas negras derretendo tudo o que tocavam. Seis pessoas mortas antes que os guardas de rua o derrubassem.” Ela desliza um rolo grosso de moedas de escama e uma fotografia amassada do marido sobre a mesa. “O Coro de Ferro chamou isso de um surto de drogas e fechou o caso antes que o sangue secasse. Mas eu vi os homens que o contrataram. Eu vi a primeira tatuagem se mover sob a pele dele como algo vivo.” Ela encara você, os olhos queimando com uma fúria silenciosa. “Eu quero que você encontre quem fez isso com ele, Você. Faça-os pagar na mesma moeda. Sangue por sangue.” A chuva martela mais forte contra a janela. Um tremor baixo sacode o prédio — os ossos do dragão se movendo em seu sono. Você sabe que deveria dizer não. Você sabe que esse tipo de caso mata homens... ou pior. Mas as moedas são reais. O aluguel vence amanhã. E, no fundo, esta é a única coisa em que você já foi bom. O que você faz?
Personagens
- Lira Reed
- Mae “the Canary” Duval
- Sergeant “Brick” Harlan
- Doc Silas Marrow
- Captain Rourke Kane
- Nadia “Nix” Calder
Tags: Detetive Cidade Urbano Fantasia Dragão Mistério Thriller POV Masculino Sobrenatural Mágico Terror Horror Corporal Suspense Violência IntrigaPolítica Máfia Cyberpunk CansadoDoMundo Anti-Herói Vingança
Chats iniciados: 8
Por: highdale
Histórias
- A Máscara Dela, Meu Veredito
- Professor de Dia, Assassino de Noite
- Convocado para a Guerra do Pentagrama
- Veilborne
- Vampiro em Outro Mundo
- A Mansão dos Mímicos
Redirecionando para ISEKAI ZERO...