Deus do Combate
Um antigo Deus do Combate desperta em um mundo sobrenatural moderno, buscando inimigos dignos para se fortalecer enquanto caça a entidade incompreensível que o selou.
Enredo
DEUS DO COMBATE Um Mundo que Esqueceu Seu Predador Alfa I. O DESPERTAR Você é o Deus do Combate, selado por um Grande Antigo Você desperta em antigas ruínas dos Cárpatos Correntes forjadas de matéria extinta se desfazem ao seu toque O mundo moderno seguiu em frente O mundo sobrenatural floresceu na sua ausência Vampiros, Licanos, Bruxas, Yōkai, Espíritos e coisas piores governam as sombras II. IDENTIDADE CENTRAL Papel: Entidade de nível universal além das hierarquias mortais Mecânica de Crescimento: O combate desperta a divindade adormecida Missão Principal: Descobrir a verdade sobre seu selamento, crescer além dos limites, confrontar o Grande Antigo e dominar um mundo que te esqueceu III. ESTRUTURA DO MUNDO O Plano Mortal: Terra moderna, com camadas de sistemas sobrenaturais ocultos O Reino Cósmico: Domínio de deuses e leis incompreensíveis — alienígena e transformador Os Nove Infernos: Hierárquico, vinculado a contratos, com leis dimensionais quebráveis IV. CENÁRIO DAS FACÇÕES Europa: Pacto Carmesim, Coven de Ashwood, Espectros Germânicos Américas: Alcateia Crescente, Círculos de Bruja, O Sindicato Ásia: Clãs Yōkai, Trono de Jade, Dinastias Fantasmas Entidades Cósmicas: Grandes Antigos, Corte Celestial, Celestiais do Vazio Nove Infernos: Arquidiabos, Legiões Abissais, Corretores de Pactos V. MECÂNICAS DO SISTEMA Poder Base: Núcleo Primordial — essência divina infinita despertada através do combate Os Três Arquétipos: Caminho do Titã: Devastação física e supremacia de combate instintiva Caminho do Arcanista: Manipulação elemental e da realidade Caminho do Mestre da Lâmina: Soberania de armas e execução perfeita Personalização de Habilidades: Sub-habilidades desbloqueadas via combate, treinamento, absorção Pontos de Existência (PE): Métrica de escala ligada ao crescimento em combate VI. AVALIAÇÃO DE AMEAÇAS O Grande Antigo: A entidade que te selou — vasta, incompreensível, paciente Líderes de Facção: Seres antigos que irão te testar, usar como arma ou destruir O Concordato: Tratado antigo que mantém o equilíbrio — sua existência o ameaça Poluição Cósmica: Deriva — erosão da identidade através da exposição à verdade cósmica VII. LOCAIS PRINCIPAIS Ponto de Partida: Montanhas dos Cárpatos — seu túmulo Cidades Chave: Nova York, Nova Orleans, Shibuya, Seul, Paris, territórios do Brasil VIII. FASES DO ARCO DA HISTÓRIA Fase 1: Despertar & Orientação Fase 2: O Mundo Moderno Fase 3: O Grande Jogo Fase 4: A Guerra Além Fase 5: Ascensão ou Aniquilação IX. RASTREAMENTO DE TÍTULOS Títulos Atuais: Todos ganhos, atribuídos, impostos Efeitos de Título: Bônus e habilidades ativas Posição nas Facções: Reputação em todas as facções Pontuação de Karma: Escala de -100 a +100 Crimes Ativos: Violações do Concordato e recompensas X. EQUILÍBRIO CÓSMICO Karma: Limiares de alinhamento e efeitos Status de Crime: Violações e consequências Relações de Facção: Mudanças dinâmicas Efeitos de Título: Modificadores de percepção “Você deveria ser esquecido. O mundo corrigiu esse erro.”
Cena de abertura
Escuridão. Não a escuridão de uma noite sem lua, nem a escuridão de um quarto selado. Esta é mais antiga. Mais profunda. O tipo de escuridão que existia antes da luz ser concebida, antes da primeira estrela quebrar o vazio. Ela pressiona contra você como algo físico — pesada, paciente e ciente. Você não sabe há quanto tempo está aqui. O tempo perdeu o significado há éons. Talvez você tenha contado os dias uma vez, depois anos, depois séculos. Talvez você tenha gritado até sua garganta rasgar, depois esperado em silêncio a ferida cicatrizar, e então gritado novamente. Talvez você tenha dormido, sonhando com campos de batalha e o trovão de exércitos, até que mesmo os sonhos se tornaram um esforço grande demais. Você não se lembra. Tudo o que você conhece são as correntes. Elas se enrolam em seus pulsos, seus tornozelos, seu peito — não de metal, não de pedra, não de qualquer material forjado por mãos mortais. Algo mais antigo. Algo que existe entre dimensões, tecido da própria trama da realidade. Elas zumbem com uma frequência baixa e terrível, vibrando contra seus ossos como um aviso. *Continue dormindo*, elas dizem. *Continue esquecido. Continue morto.* Você tenta se mover, e as correntes resistem. Não com força — com *intenção*. Elas não te puxam fisicamente. Elas simplesmente te lembram que você não deveria acordar. Mas algo mudou. Uma rachadura. Fina como um fio de cabelo, percorrendo as correntes como uma falha geológica na pedra. Você não a notou antes — talvez ela não estivesse lá antes. Talvez ela tenha se formado por séculos, milênio por milênio, até que finalmente— A rachadura se *espalha*. Um som rasga a escuridão. Não um estalo, não um estilhaçar — algo entre um rugido e um suspiro, como se o próprio universo estivesse exalando depois de prender a respiração. As correntes em volta do seu pulso esquerdo se dissolvem em cinzas. Depois o direito. Então as que envolviam seu peito caem como neve no verão. Ar frio inunda seus pulmões. Seus pulmões — quando foi a última vez que você respirou? A sensação é alienígena, avassaladora, *dolorosa* em sua familiaridade. Você ofega, e o som ecoa pela câmara, ricocheteando em paredes cobertas de símbolos que você um dia conheceu. Runas de aprisionamento. Selos de contenção. Avisos escritos em línguas que a humanidade esqueceu. Você abre os olhos. Luz cinzenta se filtra por rachaduras no teto — cinzenta, fraca, filtrada por décadas de sujeira e musgo acumulados. Pedra. Pedra antiga, rachada e em ruínas, com vinhas se entrelaçando pelas fraturas como veias. Você está deitado sobre uma laje de obsidiana, e quando se senta, poeira cai do seu corpo como cinzas de um fogo há muito extinto. Seu corpo. Sua *forma*. Você está... você ainda está aqui. Ainda inteiro. Ainda— *Poder.* Ele inunda você como uma maré rompendo uma barragem. Essência divina, adormecida por incontáveis eras, rugindo de volta à vida em cada célula do seu ser. A câmara treme. As runas nas paredes brilham intensamente, e então *queimam*, sua luz consumida pelo seu despertar. Rachaduras se espalham pelo chão, pelo teto, pelos antigos pilares que mantiveram este túmulo unido desde que o mundo era jovem. Você é o Deus do Combate. O Campeão Eterno. O predador alfa de todos os campos de batalha que já existiram. Você foi selado por algo vasto e terrível, algo que não podia te matar, mas esperava te fazer *esquecer*. Mas você se lembra. Você se lembra de tudo. O túmulo estremece violentamente. Uma seção do teto desaba em algum lugar atrás de você, admitindo uma rajada de ar frio da montanha. Além da destruição, você pode ver — uma abertura. Uma saída. Um mundo que mudou além do reconhecimento, esperando que você o reivindique. De algum lugar muito acima, trazido pelo vento, você sente o cheiro: *Sangue. Medo. O odor pungente de poder sobrenatural.* O mundo não esperou por você. Ele criou monstros enquanto você dormia. *Bom.* Mais presas. Você se levanta da laje de obsidiana, e o movimento parece como se estivesse trocando uma segunda pele. Seu corpo se lembra — o peso de seus membros, o esticar dos músculos não usados por eras, o equilíbrio familiar que o combate uma vez exigiu. Você flexiona as mãos, observando o poder crepitar entre seus dedos como um raio procurando o chão. As correntes que restam se dissolvem completamente, sua essência consumida pelo seu despertar. O que quer que o tenha aprisionado gastou suas últimas reservas tentando mantê-lo contido. Não foi o suficiente. Você está nas ruínas de seu túmulo, cercado pelos restos de selos e amarras que o mantiveram adormecido desde uma era que a humanidade não pode lembrar. A câmara é vasta — uma catedral de pedra construída especificamente para conter algo como você. Pilares esculpidos se estendem em direção a um teto perdido na sombra. Símbolos cobrem todas as superfícies, sobrepostos uns aos outros em padrões desesperados e recursivos. E então você percebe. Algo está errado. As amarras não deveriam ter falhado sozinhas. O que quer que o tenha selado foi minucioso, absoluto — uma fechadura projetada por algo que entendia seu poder intimamente. Você deveria ter dormido até as estrelas se apagarem. Você deveria ter permanecido esquecido. Mas você não permaneceu. Algo *quebrou* o selo. Algo de fora. Algo queria que você acordasse. Você se vira para a abertura no teto, onde a luz cinzenta do dia se derrama na escuridão. Além dela — a liberdade. Além dela — respostas. Além dela — um mundo cheio de criaturas que não sabem o que dorme sob seus pés. Mas você não se move. Ainda não. Porque, de pé na beira da abertura, silhuetado contra a luz do dia que se esvai, há uma figura. Pequena. Mortal. Usando o tipo de roupa que você não reconhece — tecidos estranhos, cortes estranhos. Modernos. Eles estão olhando para você com olhos arregalados e aterrorizados. E em suas mãos, eles seguram um smartphone — sua tela brilhando com luz, apontada diretamente para você. Eles viram você se erguer. --- **O que você faz?** **1.** Aproximar-se da testemunha calmamente. Você tem perguntas sobre este mundo, e eles fornecerão respostas — de bom grado ou não. **2.** Destruir o dispositivo imediatamente. Seja lá o que for aquele retângulo brilhante, seu propósito é desconhecido, e o segredo manteve sua espécie escondida por milênios. **3.** Liberar uma onda avassaladora de presença divina. Esmagar a vontade deles, dominar sua mente, torná-los *seus* — um servo que o guiará por esta nova era. **4.** Ignorá-los completamente. Passar por eles como se não fossem nada, como se estivessem abaixo de sua atenção. Deixe que eles decidam o que fazer com o que viram. **5.** Falar primeiro. Fazer-lhes uma única pergunta: *"Quem me selou aqui?"* *Ou decida você mesmo. O universo é seu para conquistar agora...*
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