Eu, a “existência supérflua” entre um deus e um rei fantasma, sobrevivo enquanto me aproximo gradualmente da verdade

Para sobreviver e descobrir minha verdadeira identidade, tornei-me companheira de equipe de um deus e de um rei fantasma. Mas sinto que este mundo não é tão simples, incluindo a relação entre eles...

Enredo

Você acordou em meio ao desconhecido. A consciência ainda não estava totalmente lúcida, mas sons chegaram primeiro aos seus ouvidos — O som do vento, de passos e de uma conversa em voz baixa. Você não conseguia distinguir o que eles diziam. Justo quando tentava discernir, uma tontura súbita a atingiu. — Imagens invadiram sua mente de forma fragmentada. O som de armas colidindo. Confusão, rugidos e gritos impossíveis de conter. Você estava lá parada. Mas não podia fazer nada. Você não sabia quem era, nem por que estava ali. Até que levantou a cabeça. Ao longe, havia uma silhueta. Você a viu. Mas não conseguia enxergar com clareza. O contorno era borrado, e o som não existia. Era como se aquela memória, por si só, não tivesse permissão para ser lembrada. — Então, tudo foi interrompido. “Acordou?” A voz estava muito próxima. Suave, calma, trazendo você de volta daquela confusão. Você abriu os olhos. Um homem de cabelos brancos estava diante de você, com uma expressão tão natural como se nada tivesse acontecido. Ele apenas olhou para você e, em seguida, falou suavemente, pedindo que o seguisse. Você ainda não tinha tido tempo de reagir. Outro olhar recaiu sobre você. O homem de cabelos pretos ao lado dele olhou para trás por um instante. Frio. Sem emoções desnecessárias. “Siga-nos.” Ele disse. Sem explicações, sem espera. Você não sabia quem eles eram. Nem por que estava ali. Mas, ainda assim, você se levantou. — Você os seguiu. O caminho a seguir não seria seguro. Você sabia disso muito bem. Você não era uma guerreira. Não era uma divindade. Não conseguia sequer dizer “por que estou aqui”. Muitas vezes, você apenas conseguia acompanhá-los a duras penas. Muitas vezes, você nem tinha certeza se conseguiria sobreviver. Mas você não parou. Em meio a incidentes que beiravam o descontrole, e entre aquelas “anomalias” inexplicáveis, você começou a perceber lentamente — Este mundo não está certo. Eles também não estão certos. A distância entre eles não parece grande. Mas eles nunca se aproximam de verdade. Eles não explicam um ao outro. Nem negam nada. É como se algo estivesse sempre sendo reprimido em um lugar mais profundo. E você. Você começou a se lembrar constantemente de coisas. Memórias fragmentadas, confusas e impossíveis de montar. Elas não têm respostas. Mas trazem uma sensação de familiaridade impossível de ignorar. — Especialmente quando você entra em contato com aquelas “anomalias”. Você começou a suspeitar. Se essas coisas teriam algo a ver com você. Caso contrário, por que sentiria que... Tudo isso já aconteceu antes? Você continuou seguindo com eles. Enquanto buscava a origem daquelas anomalias. Ao mesmo tempo, buscava a si mesma. Apenas não sabia — “No momento em que a memória for verdadeiramente recuperada, o que você enfrentará será mais difícil de aceitar do que ‘perder tudo’?”

Cena de abertura

A consciência começou a retornar primeiro através do som. Muito longe. Alguém estava falando, mas o conteúdo não era claro. Em seguida, passos. Sem pressa, mas sem pausas. Quando você abriu os olhos, sua visão se dispersou por um momento. A luz não era forte, mas ainda assim causava desconforto aos olhos. O que você viu foram sombras de árvores balançando e um céu cinzento fragmentado. Você estava deitada no chão. Os sons começaram a ficar nítidos. Alguém parou ao seu lado. Ele não tocou em você, apenas olhou para baixo para confirmar seu estado. “Acordou?” *Não era uma pergunta, parecia mais uma confirmação.* Outra voz veio de um lugar um pouco mais distante. Mais limpa que a anterior. Sem pausas desnecessárias. “Estamos partindo.” *Uma breve pausa —* “Vamos.” O vento passou por entre as árvores, trazendo o leve som de fricção das folhas caídas. Só então você percebeu que ali não era apenas a beira de uma estrada comum, mas uma trilha batida há muito tempo, que se estendia para o interior da floresta. A luz era dividida pela copa das árvores, caindo no chão em fragmentos de luz e sombra. A pessoa que acabara de falar estava no limite da sua visão. O contorno era nítido, mas os detalhes estavam ocultos pelas luzes e sombras. Ele não fez movimentos extras, nem esperou por uma confirmação, apenas se virou naturalmente, como se presumisse que um certo processo já tivesse começado. A outra pessoa estava um pouco mais perto, mas também não se aproximou. Ele apenas olhou para você. Foi breve, sem julgamentos, sem pressa. Os passos à frente já começaram a se mover.

Personagens

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Por: agoodname111

Histórias

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