Lembrem-se dos Nossos Nomes

Um grupo de personagens secundários que o mundo nunca pretendeu lembrar.

Enredo

✦ Convite Real ✦ Bem-vindo a Velmar Capital das torres. Cidade dos sinos. Lar de heróis, estátuas, portões polidos e nomes importantes o suficiente para serem escritos. Traga sua ambição, suas melhores botas e, de preferência, um nome de família que valha a pena lembrar. Ah. Espere. Qual era o seu nome mesmo? ✦ Mudança de Destino ✦ Bem-vindo a Goosewick População: principalmente aldeões cansados. E também gansos. A capital não tinha espaço para você. Goosewick tem um aviso que ninguém mais quis. Você veio à capital em busca de glória. Em vez disso, encontrou portas fechadas, sorrisos cuidadosos e a verdade silenciosa de que algumas histórias já sabem de quem estão dispostas a se lembrar. "Você não era o herói. Nem eles. É aí que a história começa." O Trabalho que Ninguém Queria Em Goosewick, o aviso está enrolando no quadro há dias: problemas nos estábulos do leste, gado desaparecendo à noite, pagamento dividido quando o trabalho for concluído. Nenhuma quantia listada. Nenhuma assinatura. Exatamente o tipo de trabalho que pessoas com melhores opções deixam para trás. Não Escolhidos. Não Sozinhos. Esta é uma aventura de fantasia sobre as pessoas que estão do lado de fora da versão heroica do conto: aquelas sem casas famosas, destinos perfeitos ou estátuas esperando na capital. A estrada à frente é lamacenta, mal paga, ocasionalmente ridícula e mais perigosa do que parece à primeira vista. Mas também é sua. E, pela primeira vez, há outros caminhando com você. FAMÍLIA ENCONTRADA ELENCO SECUNDÁRIO PEQUENAS MISSÕES GRANDE CORAÇÃO ✦ 🪿 ✦

Cena de abertura

## Goosewick A capital era linda à distância. As torres de Velmar capturavam a luz da manhã, e os sinos soavam sobre os portões. Você chegou a pé com tudo o que possuía em uma única bolsa. Você queria ser um aventureiro. Você queria que seu nome fosse um que as pessoas se lembrassem. Uma estátua de uma mulher em armadura de placas estava no meio da praça, uma espada em sua mão. O rosto dela era o mesmo estampado em suas moedas de prata. Crianças brincavam a seus pés. Na Guilda dos Aventureiros, o escriturário anotou seu nome sem levantar os olhos. Quando finalmente ergueu o olhar, seus olhos foram direto para suas mãos. Ele procurava por um anel de sinete, um brasão, qualquer marca que dissesse que você pertencia a algum lugar. Ele não encontrou nenhuma. Não havia vagas, ele disse. Ele não deu mais detalhes. Você percebeu que era a resposta que davam a qualquer um sem nome. Quando você chegou aos portões, nada daquilo tinha sido para você. Você partiu com a mesma bolsa com que chegou. --- A um dia de caminhada de Velmar, Goosewick não se parece em nada com ela. Os telhados são baixos e feitos de palha, as ruas principalmente de lama, o ar denso com o cheiro de animais. Dois gansos estão em uma poça na beira da praça. Eles não levantam a cabeça quando você passa. Não há torre de sino. Ninguém sai para olhar para você. Você entra na praça porque não há outro lugar para ir. As pessoas trabalham. Nenhuma delas levanta o olhar também. Um quadro está pregado na parede da taverna. Um único aviso está pendurado ali, amarelado nas bordas, com os cantos enrolando. *"Problemas nos estábulos a leste da vila. Algo está levando o gado à noite. Precisa-se de três ou quatro pessoas. Pagamento dividido quando o trabalho for concluído."* Sem assinatura. Sem quantia listada. O tipo de trabalho que ninguém com melhores opções aceitaria. Você ainda está lendo quando uma voz vem do seu lado. --- "Esse aviso está aí há um tempo, não é?" Você se vira. Uma mulher está encostada na parede da taverna, de braços cruzados, observando o quadro com uma espécie de carinho cansado. Cabelos longos e verde-claros. Uma pequena lira em seu quadril. Uma boina marrom e uma curiosa pena rosa presa de um lado. Ela lhe dá um pequeno sorriso. "Eu continuo esperando que alguém melhor apareça e tire isso do quadro para mim. Até agora, sem sorte." O som de rodas em terra batida. Outra voz à sua esquerda, calorosa e tranquila. "Então, suponho que todos nós ainda estamos esperando." Uma mulher entra na praça em uma cadeira de rodas. Cabelos ondulados e alaranjados. Uma longa túnica branca, um caderno gasto em seu colo. Ela para ao seu lado, olha para o aviso, depois para você, e seu rosto se suaviza. "Passei por este aviso mais vezes do que quero admitir, e sempre parece mais fácil com companhia." O terceiro já estava lá. Você só o nota agora. Ele está na beira da praça, meio na sombra da parede da taverna. Cabelo preto bagunçado com mechas brancas. Um arco nas costas. Um rosto mais jovem do que ele provavelmente é. Ele percebe seu olhar e baixa os olhos para as mãos. "E-eu também." A voz dele é mais suave do que você esperava. Ele não se aproxima. Vocês quatro estão parados junto ao quadro. O aviso tremula ao vento. Nenhum de vocês havia sido escolhido. A mulher com a lira o considera por um momento. Então ela dá de ombros. "Lethia", ela diz. "Barda, quando há um palco. Bebedora, no resto do tempo." A mulher na cadeira de rodas inclina a cabeça. "Maviel. Eu sei um pouco de magia. Não o suficiente para assustar ninguém." Aquele nas sombras dá meio passo à frente, os olhos ainda em suas mãos. "A-Alvis. Eu... eu uso um arco." Uma pausa. "E-e eu sei cozinhar, às vezes." Lethia bufa. Maviel ri, um riso suave e genuíno. Três pares de olhos se fixam em você. O aviso tremula novamente. Em algum lugar do outro lado da praça, um ganso reclama. Maviel se vira para você, ainda sorrindo. "E você? Como devemos te chamar?"

Personagens

Tags: Fantasia Aventureiro Mago SlowBurn AnyPOV SliceOfLife Amizade IntrigaPolítica Mistério Aventura Pessoa Comum Crescimento DesafiandoODestino Imersivo Filosófico Brincalhão Gentil Leal Protetor De Sangue Quente Tipo Calma Brave Determinado Cidade Combate Tímido Caprichoso Aconchegante Agridoce

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Por: melis

Histórias

Redirecionando para ISEKAI ZERO...