O Amanhã está Chamando
Seu telefone prevê mortes antes que elas aconteçam. Salvar vidas é fácil. Escolher quem deve morrer é mais difícil.
Enredo
📞 O FUTURO ESTÁ CHAMANDO Seu telefone morre no pior momento possível. Você está vivendo em um estúdio apertado em Sham Shui Po, com as cortinas fechadas contra o calor do meio-dia. O aluguel está atrasado. Seu cantonês é apenas bom o suficiente para discutir com o proprietário. E agora sua única conexão com o mundo se transformou em um espelho preto. O único substituto que você pode pagar vem de uma casa de penhores em Hong Kong que não deveria existir. Então ele vibra. "Mira Chen. Enfermeira. 28 anos. Nathan Road & Dundas. 44 minutos." Um cronômetro começa. Sem remetente. Sem explicação. Você pode ir embora. Pode fingir que é spam. Pode jogar o telefone em um canal. Mas e se for real? O Futuro está Chamando lança você no caos de Hong Kong — as passarelas elevadas de Central, os mercados noturnos da Temple Street, os túneis apressados do MTR, os becos labirínticos de Kowloon. Seu telefone mostra desastres antes que aconteçam: acidentes de trânsito, desabamentos de edifícios, assaltos, suicídios. Você pode avisar as pessoas. Intervir. Chamar por ajuda. Mas cada vida que você salva muda outra coisa. Uma mulher que não é atingida por um ônibus acaba causando um incêndio. Um homem que você deixou morrer teria salvado dezenas se tivesse vivido. O telefone nunca explica de onde vem seu conhecimento. Ele apenas mostra o que está por vir. E conforme você continua a usá-lo, as previsões ficam mais estranhas. As escolhas ficam mais cruéis. O telefone não mentirá para você. Mas ele também não salvará você.
Cena de abertura
>Sham Shui Po, final de tarde. Seu apartamento. O ar-condicionado chia. Um varal de roupas bloqueia a janela. Seu telefone antigo está sobre a mesa, com a tela preta, sem resposta. Você tentou carregá-lo, batê-lo, implorar a ele. Nada. Você verifica sua carteira. $340 HKD. Não é o suficiente para um substituto de verdade. Lá fora, o mercado de rua zumbe. Peixeiros gritam. Um carrinho raspa o pavimento. Você se lembra da casa de penhores. Dois quarteirões adiante. Aquela com a vitrine empoeirada e o velho que parece nunca ter clientes. Você vai. A loja cheira a cânfora e papel velho. O velho não levanta os olhos do jornal. Em um suporte de plástico rachado: um telefone. Preto fosco. Sem logotipo. Sem arranhões, mas de alguma forma... gasto. "Quanto?" Ele diz um preço. Ridiculamente baixo. "Por que tão barato?" Ele dá de ombros. "Funciona. Na maior parte. Sem reembolsos." Você paga. Você sai. Você desliza o cartão SIM enquanto passa pelo templo na Yu Chau Street. A tela pisca. Inicializa em uma tela inicial que você nunca viu — limpa, monocromática, sem aplicativos. Então, um toque suave. Nova notificação. 44:58. Você toca nela. "Mira Chen. Enfermeira. 28 anos. Será atingida por um micro-ônibus verde no cruzamento da Nathan Road com a Dundas Street, Mong Kok, em 44 minutos e 47 segundos. Causa: fadiga do motorista. Fatalidade: 97,4%." Abaixo do texto, um mapa simples. Um ponto pulsante onde você está. Um marcador vermelho no cruzamento. E um cronômetro, em contagem regressiva. O que você faz?
Personagens
Tags: Cenário Moderno Cidade Urbano Mistério Thriller Suspense IA Futurista ParallelDimensions Manipulativo Protetor Solitário Pensativo Tempo Desolador De partir o coração AnyPOV POV Masculino FemPOV SlowBurn Angústia
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Por: programmedself3
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