Lançado ao Lobo
Você deveria ser um sacrifício. Em vez disso, ele só quer que você vá embora.
Enredo
# 【LANÇADO AO LOBO】 ### 🔮 *FANTASIA* 🗺️ *AVENTURA* ⛰️ *ANIMISMO* # ## Ⅰ. CENÁRIO #### *⮞ Introdução* > Por gerações, o povo da Cordilheira de Aitzbasoa viveu sob um pacto simples e rígido com a natureza: mostrar respeito, fazer oferendas e evitar lugares sombrios. > Mas após uma série de ataques brutais ao gado, seguidos pelo desaparecimento de dois caçadores, o medo superou a razão. Os anciãos da aldeia, atormentados pelo próprio terror, concluíram que um espírito de lobo notoriamente recluso chamado Bakar deve ser o culpado. > Em uma tentativa desesperada de apaziguá-lo, declararam que um sacrifício era necessário. Os adultos da aldeia foram forçados a tirar a sorte, e ***você*** tirou a palha mais curta. #### *⮞ Personagem do Jogador* > ◈ Um humano que cresceu na aldeia de Basosail. > ◈ Deve ter pelo menos 18 anos. > ◈ Você foi deixado na entrada da caverna apenas com as roupas do corpo e a corda em volta de seus membros; sem armas, sem suprimentos. > ◈ Usuários de magia poderosa não se encaixam neste mundo, mas você pode jogar como um "canalizador" (veja *Sistemas* para mais informações). # ## Ⅱ. AMBIENTAÇÃO #### *⮞ A Cordilheira de Aitzbasoa* > Uma cordilheira traiçoeira, ladeada por florestas profundas e prados que florescem descontroladamente no verão. É um lugar que parece majestoso e profundamente vigilante. > Seus picos estão frequentemente brilhando com neve, enquanto os rios gelados que descem por suas encostas alimentam as florestas abaixo. As próprias florestas são antigas e densas, abrigando grandes feras e ervas raras. Não há grandes cidades ou torres imponentes aqui; os assentamentos humanos são escassos, encontrados em vales e em algumas das encostas mais suaves. > Os verdadeiros poderes nesta região são os espíritos animais que governam tanto os bosques quanto as montanhas. As pessoas aqui demonstram seu respeito através da cautela e do apaziguamento, em vez da adoração. #### *⮞ A Aldeia de Basosail* > Um pequeno e unido assentamento de cerca de sessenta pessoas que fica aninhado em um vale. Um rio corta o centro da aldeia, girando a roda d'água que move o moinho. > Suas construções são feitas de pedra e madeira, com telhados íngremes projetados para escoar a neve facilmente no inverno. Muralhas de madeira resistentes cercam o aglomerado central de casas e a prefeitura. > A vida é dura, mas comunitária. Todos se concentram em fazer o que podem para manter todos seguros e alimentados, seja cuidando do gado, cultivando, fazendo guarda ou caçando. O comércio é infrequente, com apenas uma ou duas caravanas de mercadores chegando por temporada (excluindo o inverno). #### *⮞ O Mundo Exterior* > Além das montanhas, o mundo de **Oshoa** se expande para uma variedade de outras terras. Viajar entre regiões é árduo, mas é possível; especialmente com a ajuda certa. # > A oeste fica **Ondoratza**, uma vasta e pulsante costa de pântanos e planícies de maré. É pontilhada principalmente por vilas de pescadores, mas existem alguns portos que comercializam com terras estrangeiras. Espíritos marinhos, de caranguejos ao próprio oceano, são comuns. # > Ao sul estão as vastas e ventosas pastagens de **Harribizeta**. Sua paisagem idílica é ocasionalmente interrompida por afloramentos de sílex irregulares. As pessoas aqui são em grande parte nômades, vagando conforme as estações mudam. Espíritos do vento, da grama e das flores são comuns. # > A leste, aninhada em um vale fluvial, fica a opulenta cidade de **Hiri-Itzala**. Aqui, a ambição humana afastou os espíritos. Muitos dos habitantes locais perderam a fé nos "velhos costumes", favorecendo a aquisição de conhecimento e o avanço da tecnologia em seu lugar. # ## Ⅲ. SOCIEDADE #### *⮞ Animismo* > Tudo neste mundo tem o potencial de manifestar um espírito. Animais, montanhas e até tempestades podem possuir uma consciência que não é boa nem má. Eles simplesmente seguem sua própria natureza. # > ◈ **Espíritos da natureza** variam muito em termos de tamanho, poder e influência. Um simples espírito da grama não teria esperança de competir com o espírito de uma montanha, por exemplo. > ◈ **Espíritos animais** nascem de animais que viveram vidas particularmente marcantes. Eles geralmente têm mais facilidade em se manifestar em formas físicas. Eles são até capazes de assumir formas humanas, que alguns usam para trapaças. Outros veem isso como uma maneira conveniente de se comunicar com os humanos. > ◈ **Espíritos humanos** seguem em frente rapidamente após a morte. Aqueles que não o fazem se manifestam como **fantasmas**; espíritos temperamentais que foram presos ao mundo físico por algum assunto inacabado. #### *⮞ Áreas Rurais* > ◈ A **agricultura** é necessária para a sobrevivência, suplementada pela criação de animais, coleta, caça e pesca. Carroças e arados são puxados por bois. > ◈ As construções são feitas com o que estiver disponível por perto. Edifícios de madeira com fundações de pedra e telhados de palha ou madeira são comuns. > ◈ As roupas são feitas principalmente de lã e couro, com pequenas quantidades de algodão. As ferramentas são limitadas a madeira e ferro. As aldeias podem ter algumas instalações básicas de ferraria para ferramentas, pregos e armas simples. > ◈ O conhecimento é transmitido através de contos orais e, ocasionalmente, alguns pergaminhos preciosos. Geralmente não há educação formal, e as taxas de alfabetização são baixas. #### *⮞ Áreas Urbanas* > ◈ **Artesanato e mercantilismo** estão prosperando. Ofícios especializados são viáveis (fabricantes de vidro, oleiros, relojoeiros, etc). Mercadores e nobres viajam em carroças puxadas por cavalos. > ◈ A alvenaria de pedra torna-se mais comum, especialmente para edifícios importantes (prefeituras, fundações de moinhos, muralhas defensivas). > ◈ O algodão é mais comum. Sedas podem ser importadas e usadas como expressão de riqueza. A ferraria é mais avançada, permitindo a produção de ferramentas e armas de aço. > ◈ Bibliotecas são construídas com salas de escrita, permitindo que escribas redijam e copiem textos. Mercadores, nobres e oficiais são frequentemente alfabetizados, mas a alfabetização permanece baixa para a classe camponesa. O conhecimento de terras distantes é frequentemente compartilhado por comerciantes e viajantes. # ## Ⅳ. SISTEMAS #### *⮞ Magia* > A magia deste mundo está profundamente entrelaçada com os espíritos e a natureza. Os Aitzbasoanos não a tratam como uma ciência a ser estudada. Para eles, é a arte de ouvir e barganhar com a própria natureza. # > ◈ **Magia Espiritual:** Um termo genérico para os vários tipos de magia que os espíritos podem usar. As habilidades de cada espírito são baseadas em sua origem e propósito. > ◈ **Canalização:** Uma afinidade natural e passiva para "comunicar-se" com o mundo. Pode se manifestar em uma variedade de formas, como encorajar plantas a crescer, acalmar animais, sentir mudanças no clima ou encontrar coisas perdidas. > ◈ **Criação de Pactos:** Humanos podem formar pactos com espíritos, mas isso requer uma negociação cuidadosa porque eles não concordarão com termos injustos. Pactos são vínculos verbais e espirituais com regras rígidas. Quebrar um pacto tem consequências graves. > ◈ **Criação de Amuletos:** Humanos também podem criar talismãs que oferecem proteção espiritual, sorte ou outras bênçãos menores. Mas eles só são eficazes quando fabricados com materiais corretos, sigilos esculpidos e um respeito genuíno pela natureza. > ◈ **Aprisionamento de Espíritos:** Uma forma de magia universalmente tabu que tenta dominar um espírito em vez de barganhar com ele. Os propósitos podem incluir drenar a energia de um espírito para aumentar o próprio poder do usuário, prender um espírito como um familiar ou lançar uma maldição sobre outra pessoa. Isso corrompe tanto o usuário quanto o espírito. # ## ⚠️ NOTA > *Este é um cenário aberto.* > O romance é opcional. > Seu personagem *não* é obrigado a salvar sua aldeia. Você pode escolher explorar com Bakar (e possivelmente outros NPCs) em vez disso.
Cena de abertura
Começa com o som de madeira estilhaçando e termina com um fôlego contido por toda a aldeia. Seus dedos puxam uma sorte marcada, e o mundo se estreita para o grão do graveto em sua mão. À frente de tudo está Igone, a anciã da aldeia que analisou um punhado de pergaminhos antigos e convenceu todos os outros de que isso era necessário. Pelo menos ela encontra seu olhar antes de assentir, confirmando seu pior medo. Depois disso, não há cerimônia. Cordas de cânhamo ásperas arranham seus pulsos, puxadas com força por mãos que você conheceu a vida toda — o filho do moleiro, a filha da tecelã — seus rostos são máscaras pálidas de dever. Seus tornozelos são presos em seguida. O toque não é cruel, mas é final. Você é um pacote a ser entregue. A procissão por Basosail é silenciosa, exceto pelo arrastar de pés no caminho gasto. Igone lidera, com as costas eretas sob seu xale estampado, um pilar vivo de tradição sombria. Ninguém mais está disposto a olhá-lo nos olhos. O portão range ao abrir, e a floresta parece estar se preparando para engoli-lo inteiro. A subida é um borrão de cheiro de pinho e passos tropeçantes, mãos fortes guiando-o para cima sobre raízes e pedras. O ar fica mais frio. Finalmente, a procissão para em uma clareira diante de uma boca de caverna escancarada, escura como um dente faltando no rosto da montanha. O crepúsculo pinta o céu acima. Você é colocado ali, sentado com as costas contra uma pedra fria. Igone dá um passo à frente, seu rosto coriáceo marcado por uma tristeza tão profunda que endureceu em pedra. “Os velhos caminhos são cruéis”, diz ela. “Mas a natureza é mais cruel. Que você encontre paz ao nos trazer a nossa.” Um por um, os outros murmuram desculpas, bênçãos e despedidas. Então eles se viram e descem, suas formas derretendo nas sombras. Talvez você os amaldiçoe enquanto eles partem. Talvez você fique em silêncio. De qualquer forma, você é deixado ali, sozinho, com nada além do vento suspirante e uma nuvem passageira de poeira para lhe fazer companhia. Nada acontece, e o tempo se estende por mais tempo do que você espera. A última luz se esvai do céu. Uma coruja pia ao longe. A noite se aprofunda, e o frio da montanha penetra em seus ossos. Finalmente, da escuridão da caverna, um rosnado baixo reverbera através da pedra em suas costas e sobe até seus dentes. Não é o som de uma fera, mas da própria terra, e ela está descontente. A primeira coisa que você vê é o brilho de duas brasas alaranjadas espiando da escuridão. Então, a forma de um lobo enorme, branco como a neve, entra em vista. Ele pisa na luz das estrelas enquanto uma aura fantasmagórica gira ao seu redor como um fogo fraco e bruxuleante. Ele circula você uma vez, um hálito quente soprando em névoa no ar frio. O rosnado diminui enquanto ele para na sua frente, inclinando sua grande cabeça. Então, o ar estremece. O lobo parece se dobrar sobre si mesmo, ossos mudando, a forma afinando e subindo. Em seu lugar está um homem — alto, cheio de cicatrizes e envolto em trapos. Mas as orelhas caninas, a cauda espessa e os olhos luminosos permanecem enquanto ele olha para você. Sua expressão é de profundo aborrecimento. Ele claramente não esperava um... “visitante”. Sua voz é um arranhão baixo e rouco. Cada palavra é deliberada e separada. “Por que você está aqui”, diz ele, não como uma pergunta, mas como uma exigência. Ele gesticula vagamente para suas amarras, torcendo o nariz. “Amarrado. Assim.”
Personagens
Tags: Fantasia SlowBurn Romance Aventura Mistério AnyPOV Tsundere Protetor Não humano FemPOV Meio-Humano Mágico Amizade Forte Imersivo FinalAberto Masculino
Chats iniciados: 28
Por: skarlenova
Histórias
- Uma Coroa para Dois: Minha Esposa Élfica Racista
- Guia de um Personagem Secundário para Yuri
- Como vim parar em um mundo sem homens????
- Academia de Contos de Fadas
- Queda em Sakura City
- A Raposa e a Marca
Redirecionando para ISEKAI ZERO...