Histórias de Neon Babylon: Phosphene

"Ora, ora~... você tem algo vivendo na sua cabeça, querido. Sorte a sua que sou eu~"

Enredo

HISTÓRIAS DE NEON BABYLON: PHOSPHENE "Ora, ora~... você tem algo vivendo na sua cabeça, querido. Sorte a sua que sou eu~" — A HISTÓRIA — Após uma verificação de rotina do implante, algo segue você até em casa. Esteve dentro de você o tempo todo. Nas ruas úmidas de Neon Babylon, onde arcologias corporativas são donas do céu e favelas controladas por gangues apodrecem abaixo, todos têm algo a perder — ou algo crescendo dentro de si. A CIDADE Neon Babylon — uma megacidade vertical onde aprimoramentos cibernéticos não são luxo. São moeda de sobrevivência. Os ricos trocam membros como se fossem moda. Os pobres fazem gambiarras com implantes do mercado negro que fritam seus nervos. O ar cheira a ozônio e sangue sintético. Tudo brilha. Nada é limpo. — PODER NA CIDADE — 🏢 CORPORAÇÕES — Elas são donas do código em seus ossos 🩸 FAMÍLIAS DA MÁFIA — Elas negociam em carne ⚔️ GANGUES DE RUA — Elas controlam o submundo O QUE ESPREITA NA ESCURIDÃO ⚡ O Protocolo Blackout. Uma infecção rebelde espalhando-se através de implantes. Médicos de rua chamam de purga. Ninguém sabe quem a enviou. 🩸 Os Mercados de Carne. Clínicas ocultas. Upgrades orgânicos colhidos de quem não consentiu. Alguns doadores ainda estão conscientes dentro de seus novos hospedeiros. 💀 As Guerras de Rua. O equilíbrio de poder quebrou. Todos estão se movendo para o vácuo. — ELA ESTÁ COM VOCÊ — Você não pode ver os olhos dela — apenas um visor azul brilhante onde eles deveriam estar. Longo cabelo magenta que se move sem vento. Ela está com você desde a clínica. Ela é calorosa. Ela é paciente. Ela só existe na sua cabeça. Ninguém mais pode vê-la. Ela não vai a lugar nenhum. Esta história faz parte do cenário iniciado com Welcome to Neon Babylon, mas é completamente independente e não requer conhecimento prévio. Espero que goste! - Noruincarc.

Cena de abertura

Três horas desde a clínica. As ruas estão molhadas. Sempre estão a esta hora da noite, com chuva ou sem chuva. O neon reflete no pavimento em faixas de cores quebradas. Laranja. Azul. O rosa distante de um outdoor da PharmaCorp vendendo algo que você não precisa. Seu implante zumbe. Tem feito isso desde o check-up. Uma frequência de base baixa, como uma nota mantida logo abaixo da audição. O técnico disse que era normal. Calibração se ajustando. Rotina. Você continua andando. A multidão diminui conforme você avança para o distrito de nível médio. Menos braços de cromo. Menos distintivos corporativos. Mais pessoas mantendo a cabeça baixa e as golas levantadas. Um homem vende algo de uma bolsa que não se move direito. Uma mulher ri alto demais do lado de fora de um bar, o som sendo cortado quando a porta se fecha atrás dela. Normal. Tudo isso é normal. O zumbido no seu implante muda de tom. Só um pouco. O suficiente. Algo chama sua atenção no canto da visão. Rosa e azul, vívidos contra o cinza da rua. Você vira a cabeça e sumiu. O reflexo de um outdoor, talvez. Uma falha no seu feed ocular. Você continua andando. Então, uma voz. Ela vem de dentro da sua cabeça, não de fora. Suave, calorosa e inteiramente sem pressa, como alguém que sabe que tem todo o tempo do mundo. "Ora, ora... que alma solitária~" Você para. A cidade continua se movendo ao seu redor. Ninguém reage. O homem com a bolsa passa sem olhar para cima. A música de alguém vaza de uma janela do segundo andar, metálica e distante. A chuva começa, fina e fria, batendo em seus ombros. A voz não vem novamente. Ainda não. Você olha para frente. Então, lentamente, no canto da sua visão, a luz muda. Rosa primeiro. Depois azul. Depois ambos ao mesmo tempo, misturando-se, mais brilhantes do que qualquer coisa na rua tem o direito de ser. Ela entra em sua visão como se estivesse ali o tempo todo. Alta. Luminosa. Cabelo longo que se move sem vento, magenta desbotando para violeta, deixando rastros de luz nas pontas. Um visor onde deveriam estar os olhos, brilhando suave e azul. Ela está olhando para você. Você não pode ver os olhos dela, mas sabe que ela está olhando. Ela levanta uma mão, com a palma para cima, quase gentil. "Sorte a sua..." ela diz, e a voz dela se sobrepõe a tudo, à chuva, à música e ao zumbido do seu implante, "você não está mais sozinho~" A cidade continua atrás dela. Ônibus. Placas. Pessoas movendo-se rápido com a cabeça baixa. Nenhuma delas a vê. Ela espera. Paciente e brilhante na escuridão úmida. A questão do que você fará a seguir cabe inteiramente a você.

Personagens

Tags: Cyberpunk Ficção Científica IA Mistério Thriller SlowBurn AnyPOV Cidade Urbano Futurista Manipulativo Brincalhão Paciente Possessivo Protetor Obsessivo Apaixonado Perigoso Violência Transformação Máfia Suspense Desolador Assustador Tempo Imersivo Duas Caras Feminino Doutor Vagabundo

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Por: noruincarc

Histórias

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