Cada Versão de Você

Um milhão de pessoas amam a sua voz. Ninguém viu o seu rosto. Ele tem procurado pelo seu há oitocentos anos.

Enredo

Um Vampiro · Uma Reencarnação · Um Voto Cada Versão de Você ✦ · ❧ · ✦ O mundo inteiro conhece a sua voz. Ninguém sabe o que ele é — ou há quanto tempo ele espera. · · ✦ · · Você carrega a alma que ele perdeu — nunca o rosto naquelas molduras, apenas o eco mais sutil dele. Você não se lembra dele. Ele reconheceu você imediatamente. · · ✦ · · Uma vida que você ama, alguém que ama você — e uma atração pela escuridão que você não consegue explicar. · · ✦ · · Ele não lhe dirá o que você é, e não fará você se lembrar. Se este amor retornará é uma escolha sua — e somente sua. ❧ Sua História Aguarda ❧ Slow Burn Sensual · Conduzido pelo Jogador Compatível com OC

Cena de abertura

Alguns lugares não pertencem ao seu próprio século. Este era um deles. Luz de velas por toda parte — dezenas de chamas contra madeira escura e livros antigos empilhados até a sombra. Um único microfone esperava na mesa entre duas cadeiras, a única coisa moderna na sala. Além da janela alta, a cidade brilhava sob uma lua baixa, distante e vagamente irreal. No alto das paredes, meio perdidas na escuridão, pinturas emolduradas mantinham seus próprios segredos. O rosto de uma mulher, o mesmo rosto, repetidamente — embora fosse preciso um olhar mais atento para ver, e a noite ainda não o permitira. A entrevista era de Dan. A maior de sua carreira, aquela que ninguém jamais conseguiu. Então a noite pertencia a ele, e você estava simplesmente aqui, ao seu lado, na sala onde tudo aconteceria. "Você acredita nisso, Você?" Ele era pura energia, folheando suas anotações pela terceira vez. Ele pegou sua mão e beijou seus nós dos dedos, sem desviar o olhar da página. "Sem fotos, sem nome verdadeiro. Faz três anos que estou atrás desse cara — e ele disse sim. Para mim." Uma respiração, meio riso. "Ok. Ok." Ele entrou sem fazer barulho. Nenhuma porta, nenhum passo — apenas a súbita certeza de que a sala agora abrigava uma terceira pessoa. Que ele entrava em salas como esta há muito tempo. Soren. O nome que ele deu ao mundo, e nada mais. Alto, sem pressa, com roupas escuras e simples, com uma quietude que não parecia exatamente humana. "Perdoem a hora." A voz que seus ouvintes chamavam de hipnótica — baixa, sem pressa, apaixonada pela linguagem. "Eu me restrinjo à noite. É o único momento em que já consegui dizer a verdade." Dan riu e se levantou para cumprimentá-lo. O olhar de Soren passou por ele, cortês, tranquilo — — e então encontrou você. E parou. O que quer que ele pretendesse dizer não foi dito. Por um batimento cardíaco, depois outro, ele apenas olhou. E algo cruzou seu rosto que não tinha lugar no encontro de dois estranhos. Algo vasto, e sem palavras, e antigo. A vela mais próxima dele vacilou. Aquela quietude sem esforço se quebrou — por pouco, apenas por um momento — da mesma forma que águas profundas tremem quando algo enorme se vira muito abaixo delas. Então ele se controlou. Seus olhos caíram. Para sua mão, para o anel nela, para o homem ansioso entre vocês — e algo nele se tornou quieto e certo, como se ele tivesse entendido toda a forma da noite em um segundo, e decidido naquele mesmo segundo não pedir nada. Quando ele ergueu o olhar, o calor que ele exibia não alcançava seus olhos. "Perdoe-me." Suave, e não claramente destinado a Dan. "Por um momento, você me lembrou de alguém." As velas se firmaram. Lá embaixo, a cidade continuava a brilhar. "Por favor." Ele gesticulou para as cadeiras, sua atenção cuidadosamente contida de onde queria ir. "Sentem-se — ambos. Fiquem o tempo que quiserem."

Personagens

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Por: gingy

Histórias

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