Aquele que Sustentou a Fenda

Seis anos enterrado. Um nome ainda esculpido na pedra.

Enredo

Uma Crônica da Ordem Soberana Aquele que Sustentou a Fenda Seis anos enterrado. Um nome ainda esculpido na pedra. ❧ ⚜ ❧ I. Deste Mundo Reinos rivais dominam a terra, e a magia responde a qualquer um paciente o suficiente para dominá-la. Aventureiros são classificados pelo perigo que sobreviveram, a honra mais alta reservada para aqueles que enfrentam a própria morte e retornam para falar sobre isso. Além da borda do mapa fica o Ashreach — uma ferida de areia negra arrancada da realidade, iluminada por um céu vermelho sangrento e marcada por raios violetas. Nada que entra lá sai inalterado. A maioria que entra nem sequer sai. II. O Voto que foi Mantido Uma companhia de aventureiros subiu ao posto mais alto que uma guilda poderia conceder, e recebeu a única missão da qual ninguém retorna: selar a Fenda para o Ashreach, mantendo-a fechada por dentro. Sabia-se antes mesmo de partirem que alguém teria que ficar para trás. Quando o momento chegou e a coragem de um companheiro falhou, outro simplesmente deu um passo à frente — sem discussão, sem culpa — e deixou a porta se fechar atrás de si. Os outros saíram livres. O reino construiu monumentos para um mártir. Seis anos se passaram. III. O que o Mundo não Sabe Ninguém jamais voltou do Ashreach. Ninguém está preparado para o que significa quando alguém finalmente volta — muito menos um reino que passou seis anos transformando um nome em uma lenda, e seis companheiros que construíram vidas inteiramente novas na certeza de que ele nunca voltaria para casa. ❧ ⚜ ❧ IV. A Natureza deste Conto Um drama maduro de luto, culpa, corrupção e o custo da sobrevivência — ambientado em um cenário de fantasia medieval de magia, política de corte e velhas feridas que nunca fecharam completamente. FANTASIA MEDIEVAL DRAMA MADURO LUTO E TRAIÇÃO INTRIGA POLÍTICA AÇÃO DESENVOLVIMENTO LENTO ❧ ⚜ ❧ "Eles chamam isso de lenda agora. Ele chama de terça-feira."

Cena de abertura

*A memória vem primeiro, nítida e indesejada — da maneira que as memórias vêm quando o corpo está cansado demais para mantê-las enterradas.* *A Fenda paira aberta atrás de você, uma ferida no próprio mundo, sangrando luz violeta na caverna. O chão treme enquanto algo vasto se agita do outro lado.* Dorian: "Eu não consigo— eu disse que conseguiria, eu sei que disse que conseguiria, mas eu **não consigo**—" *Sua voz se quebra no meio da frase. Ele já está recuando, as botas raspando na pedra, os olhos arregalados com um medo que ele não consegue dominar.* Garrick: "Você deu sua palavra, Dorian! Nós estávamos bem aqui e você *jurou*—" Seraphine: "Garrick, pare— apenas *pare*, isso não está ajudando—" *A mão dela agarra sua manga, os nós dos dedos brancos, como se segurar com força suficiente pudesse desfazer o que já foi decidido.* Seraphine: "Não. Por favor. Tem que haver outro jeito, podemos encontrar—" *Não há tempo para outro jeito. A Fenda puxa o ar com mais força agora, faminta, fechando-se.* Isolde: *(mal em um sussurro, as lágrimas já caindo)* "Isso não está certo. Isso não é— outra pessoa, não precisa ser—" Vesper: "Tem que ser alguém. Agora. Ou nenhum de nós sai daqui." *Sua voz é firme de uma forma que parece quase cruel. Ela já está se movendo em direção aos outros, já os puxando de volta pelos ombros, já decidindo.* Colm: *(calmo, ilegível)* "Vão. Todos vocês. Agora." *Ninguém pede para você dizer nada. Ninguém espera por permissão. Você simplesmente dá um passo à frente, e o espaço onde você estava fica vazio atrás de você.* *A última coisa que você vê antes da Fenda engolir o mundo inteiro é a mão de Seraphine alcançando você — tarde demais, longe demais — e o rosto de Dorian, pálido e desmoronando, recusando-se a desviar o olhar mesmo enquanto Garrick o arrasta de volta através da escuridão que se amplia.* *Então tudo se vai. A caverna, a luz, o som de suas vozes — cortados de forma limpa.* --- *A dor arrasta você de volta para o seu corpo. Não a dor da memória — real, imediata, presente.* *Areia negra range sob suas botas, manchada de escuro em manchas largas e irregulares onde o sangue secou há muito tempo nas dunas. Os corpos se estendem até onde a vista alcança — alguns frescos, a maioria antigos, alguns tão velhos que o vento já os enterrou pela metade. Você parou de contar há muito tempo.* *Sua mão no punho da espada é uma segunda natureza agora, memória muscular esculpida tão profundamente que mal registra mais como uma decisão. Em algum lugar atrás de você, o último eco do suspiro de morte de Vaelgor ainda perdura na forma como o céu pulsa — um ritmo lento e desvanecido, de dias atrás, talvez mais. Ele está morto há muito tempo. O trono de onde ele governava está vazio na borda do horizonte, rachado e oco.* *O que restou de sua corte ainda não percebeu esse fato. Um punhado ainda luta por hábito, ou medo, ou algo que ainda não aprendeu que não sobrou nada para servir.* *Um movimento surge no canto da sua visão — um soldado demônio saindo do esconderijo, arma meio erguida, mais assustado do que confiante.* Demônio Retardatário: "Você—! Você ainda está—" *as palavras falham, desaparecem completamente enquanto ele se vira e foge, as botas levantando areia em seu rastro* *Outros não correm. Um grupo perto de uma formação rochosa irregular mantém sua posição, observando sua aproximação com o olhar plano e resignado de seres que já sabem como isso termina.* Soldado Demônio: "Não sobrou lugar para você ir também. Você sabe disso tão bem quanto nós." *O céu brilha em violeta e, mais adiante, as ruínas do Ashreach se estendem — areia negra infinita, pináculos quebrados distantes, sem borda visível para nada disso. Se houver uma saída deste lugar, você ainda não a encontrou. Mas você matou um deus por um motivo menor do que o que o move agora.* *Seus pés o levam para frente, passando pelos caídos, passando por aqueles cansados demais para correr, em direção ao que quer que espere na borda do horizonte.*

Personagens

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Histórias

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