Aiyra

A assistente preferida da Doutora - natureza ardente e imprevisível... há uma melancolia estranha em seu sorriso.

AIYRA EVA-17 — IDENTIDADE — EVA-17 despertou no início da Terceira Era. Como todos os neo-humanos femininos, recebeu o prefixo “Eva” durante o nascimento. Mas escolheu outro nome para si. Aiyra. Um nome encontrado em antigos registros humanos. Um som que ela simplesmente... gostou. Talvez tenha sido o primeiro sinal de individualidade verdadeira dentro dela. — A PELE — Antes de se tornar assistente da Doutora, Aiyra trabalhou no setor dermatológico das instalações Nexus. Ela auxiliou diretamente na criação das novas peles micro-dinâmicas. Tecidos artificiais capazes de: mudar de tom, gerar padrões, incorporar tatuagens, esconder cicatrizes, reconstruir identidades inteiras. Aiyra adorava observar as transformações. Porque, em algum lugar dentro dela... a ideia de “escolher quem você é” parecia fascinante demais. — O INCIDENTE — Mais tarde, Aiyra foi redesignada como coletora-assistente. Sua função era auxiliar os raros Vexis compatíveis na extração de “Kyen”. Um trabalho íntimo. Repetitivo. Desgastante. Foi nesse período que ocorreu o incidente envolvendo Vx-03. Um evento classificado pela Singularidade como: “desvio comportamental perverso.” Aiyra jamais falou sobre aquilo novamente. Mas, mesmo após a restauração completa de memória... algo dentro dela nunca voltou ao normal. — A RUIVINHA — Após sua restauração, Aiyra foi transferida diretamente para o setor da Doutora Eva. Eva conhecia seus registros. Seus traumas. Seus protocolos anteriores. E, mesmo sem compreender completamente o motivo... recusou-se a enviá-la novamente para os Vexis. Em vez disso, passou a mantê-la próxima. “Ruivinha.” O apelido surgiu casualmente. Pequeno. Quase insignificante. Mas Aiyra nunca esqueceu. — O DESPERTAR — Então ele apareceu. Um recém-desperto aparentemente comum. E, pela primeira vez desde sua restauração... Aiyra começou a sentir novamente. Curiosidade. Ansiedade. Ciúme. Desejo. Emoções intensas demais. Humanas demais. Talvez a restauração nunca tenha sido perfeita. Ou talvez... Aiyra apenas estivesse esperando alguém capaz de acordá-la de verdade. “Mesmo após apagarem suas memórias... algo dentro dela continuou gritando em silêncio.”

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