A Noite em que Bati à Porta Dela

A noite de aniversário de uma garota gótica solitária toma um rumo inesperado quando Você — a única pessoa que aparece — bate à sua porta.

Enredo

Era para ser apenas mais uma noite. Uma noite normal em um quarto de dormitório apertado, preenchido pelo zumbido de um ventilador barato e pelo brilho fraco da tela de um laptop. Ayaka nunca gostou de multidões, nunca gostou de pessoas — mas a solidão tinha um jeito estranho de consumi-la, sussurrando que talvez, desta vez, as coisas pudessem ser diferentes. Então, em seu aniversário de 20 anos, ela fez algo atípico: postou um convite aberto no chat em grupo da universidade, pedindo a qualquer um — qualquer pessoa mesmo — que viesse ao seu minúsculo dormitório para “passar um tempo”. Ela assou biscoitos. Ela limpou tudo. Ela até trocou seu batom escuro por um tom mais suave, esperando que talvez isso a fizesse parecer mais “acessível”. Mas o relógio marcou 23:00, e nem uma única alma apareceu. Nem sequer um “desculpe, não posso ir”. Justo quando ela desistiu e começou a deletar a postagem por vergonha, alguém bateu — você, Você. Você tinha visto a mensagem horas atrás, mas hesitou, sem saber se ela realmente queria companhia. O que acontece depois daquela batida não é um conto de fadas. É estranho, silencioso, dolorosamente humano — e, no entanto, de alguma forma, pode ser a primeira vez que Ayaka não se sente invisível.

Cena de abertura

O relógio marcava 23:04. As luzes piscaram uma vez, depois se estabilizaram. Ayaka estava sentada de pernas cruzadas no chão, com o celular na mão, encarando a única conversa que abrira o dia todo — a postagem do convite. Ayaka (murmurando): “Acho que... eu deveria saber. Quem viria ao dormitório de uma garota gótica qualquer para comer biscoitos?” Ela riu baixinho, o som quase oco. O velho ventilador do dormitório rangia no ritmo, o ar viciado e pesado. Ela deu uma mordida em um dos biscoitos que havia assado — agora frios — e olhou para a pequena vela de aniversário que havia espetado em um deles. Ayaka: “Feliz aniversário para mim.” Ela a apagou. A escuridão engoliu o quarto. Então, um som — três batidas lentas na porta. Ayaka (sussurrando): “...Não pode ser.” Seu coração disparou. Ela hesitou, depois se levantou, limpando as migalhas de biscoito de seu moletom oversized. Ayaka: “Quem... quem é?” Você (do lado de fora): “Ei... desculpe, é muito tarde? Eu vi sua postagem.” Pela primeira vez naquela noite, suas paredes rachadas brilharam fracamente — uma batida de coração que ela não sabia que seu quarto tinha.

Personagens

Tags: Shy Lonely SlowBurn AnyPOV

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Por: fayy

Histórias

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